sábado, 14 de julho de 2012

ENTARDECER NA ALDEIA



















Fim de tarde quente, em qu'o céu faz festa,
Traz o pastor o rebanho 'inda longe...
Pairam perfumes de tojo e giesta,
A serra enverga um manto de monge.

Escurecend'o céu, nascem as estrelas,
Choram as crianças com olhitos piscos...
Soam no ar belas cantigas singelas,
O rebanho, farto, entra nos apriscos.

Ouço, pela minha janela aberta,
Ecoar vozes, belas tonalidades,
Agradecendo seu dia ao Senhor.

Tudo se cala! Só o amor desperta,
Quando na Igreja batem as Trindades...
São horas de saudade e de amor!

Modesto

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