quarta-feira, 30 de novembro de 2016

DO CRENTE PARA O NÃO CRENTE
























Confessa teu pecado e teu louvor
A Deus, Qu' a inquietude te acalma.
O homem deve ter por Ele amor:
Íntimo habitante da tua alma.

O Deus em quem tuas ideias não 'stão
Nem habitam, sendo elas a tua luz,
Ao Criador das coisas se dá razão,
Mostrando a verdade que te conduz.

Imagens que há em ti das três Pessoas:
Pai, Filho e Amor em que tu ressoas:
Memória, intelecto e vontade.

O Oculto faz a humana história
Na Sua luta plo bem até à glória,
Qual voz que te convida à caridade!

Modesto

terça-feira, 29 de novembro de 2016

APRENDER A VIVER



















Não é na solidão, mas na escola
Fraterna, qu' o saber se alimenta.
Imerso no sossego, ele consola,
Contrário à vida barulhenta.

Número é princípio real,
É dele que vem a realidade
Do ser. Não se limit' ao corporal...
É cunho matemático - verdade!

Liberta a alma por "metempsicose",
Purifica a vida pela "gnose",
Culpa original é expiada.

Não se compar' à vida a correr,
Mas sim a contemplar o seu viver
Recto, consagrado à vid' amada.

Modesto

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

1º PENSAMENTO FILOSÓFICO












O mundo é, desde sempre, "Natureza",
"Princípio" dond' emerge o real,
Produz as coisas, multiplica a riqueza
E vai permanecendo sempre igual.

A "Água", fonte última de vida,
Em Tales, o princípio procurado,
Produz ser, repara a nossa vida,
Em Anexandro, O "ilimitado".

E predomina o individual,
Mas volta-s' à justiça original...
O mundo nasce de uma divisão.

E, segundo Aneximenes, também
Abarca o universo, o mantém...
O "Ar", que é da alma condição.

Modesto

domingo, 27 de novembro de 2016

DONDE VENHO, PARA ONDE VOU

















Quão perto estou de entender tudo!
Quem sou, donde vim, vou para onde?
Acreditem, creio e não m' iludo,
É algo qu' ao olhar se nos esconde.

Mas Ele mora dentro de nós mesmos!
Algo qu' está connosco com' um tecto.
A poesia vai em outros termos:
Culto iniciático secreto.

Remexer as vísceras de um bode,
O ser humano busca como pode...
Como faziam Celtas e Romanos!

Bah! Falando em vão de tudo isso,
Habito caos secreto insubmisso,,
A conclusão que já tem muitos anos.

Modesto

sábado, 26 de novembro de 2016

AO ESPELHO



















Sou eu um vulto na minha frente
A olhar numa visão exata
Que nunca viu o meu inconsciente
E vive em mim já há longa data?

É da minha vista ou minha mente
Esse outro eu que bem me retrata
De cara clara, pele rescendente...
Por dentro é ouro, por fora lata?

Ao olharmo-nos no mesmo momento,
Ao movermo-nos num só movimento,
Vejo-me outro eu, fora de mim!

Vou deixar que me dê o seu conselho:
- Vamos ser um só dentro do espelho.
- Mas... pra onde vou? Não cheguei ao fim!

Modesto

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

O RELÓGIO DO DESTINO


















Um relógio no meu subconsciente
Toca no meu peito, dita meu destino,
Dá brilho à vida sem tempo dormente,
Faz-me voar como carrocei divino.

Vejo-o guiar, luzir à minha frente,
Qual áurea luz dum anjo paladino.
Abre portas, num mundo indiferente
E faz-me rei, como sonho de menino.

Se me assoma a mais erma solidão,
Vem tirar-ma o poder de sua mão...
Ando com ele e por ele sou levado.

Anjo bom - essa força que me conduz -
Põe-me no corpo o símbolo da cruz...
Vou seguir sua sombra e ao seu lado.

Modesto

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

UMA BELA PAISAGEM



















Vejam que lago azul respingado de amarelo,
Pelo sol no poente que se está a esconder.
Para poder deixar este quadro ainda mais belo,
Há nuvens "rabo de galo" no céu a aparecer.

As árvores a desfolhar, reflectem-se neste lago,
Pelo sol amarelado, que aos poucos, vai descer.
Ao fundo dos campos contempla-se um verde gramado
E se observa esta paisagem linda de se ver.

Como vós, eu contemplo esta bucólica imagem,
Onde o sol, logo à noite, dará sua passagem
E vai deixar de brilhar com todo o seu esplendor.

Quando olhamos e pensamos nesta linda paisagem,
Chegamos a ter vontade de fazer uma viagem,
Pra ver ao vivo a imagem que estou a expor..

Modesto

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

VEM APRECIAR A PAISAGEM

















Vê bem, ó gente, que belas aragens
Trazem das árvores a brisa fria,
Os tons de luz nas límpidas paisagens
E o sol rubro que traz alegria!

Bebe este ar, goza a paisagem,
Das brancas aves sent' a harmonia
Que resplandece, brilha na ervagem...
A Natureza alegra o dia!

Deixa que se estrangule o mundo...
Encara o céu, vê este profundo
Chão que produz as belíssimas flores!

Vamos, deixa ficar a Primavera
E, numa doce música sincera,
Canta balada terna dos amores!

Modesto

terça-feira, 22 de novembro de 2016

MINHA ROSA DE CRIANÇA






















Cai o orvalho sobre a rosa do dia
Que se fecha. O jardim lembra um altar,
Onde s' espalha incenso de nostalgia
E os lírios fazem coro a cantar.

Cantam para mim com voz alegre e mansa,
Coisas doutrora, ond' a vida se perfuma,
Enquanto eu gemo nos confins da lembrança
Da saudade de um passado em perfume!

Adormeço como quando era criança
E vou sonhando qu' uma rosa me desperta
E que canta com a voz alegre e mansa
E eu já vejo a minha rosa aberta.

Lembra um velho recado que me dizia
Que não devia adormecer sem rezar.
Eu enchia meu coração de harmonia,
Desejo pueril de ser bom e cantar!

Modesto

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

FANTASIA
















Voltaste, redentora fantasia,
Mudar um cenário tão sombrio!
Enfim, pensaste trazer alegria
Ao coraçãozinho deste vadio...

Durante muito tempo, eu sabia
Que andava cego, só e vazio.
Se tu me aquecesses, buscaria
Abrigo, pra fugir do vento frio.

Chegaste de repent' à minha vida,
Trazendo, com certeza, a saída
Que eu imaginava e sempre quis.

Agora, finalmente, consegui
E sei como é bom estar aqui:
Poder dizer a todos - Sou feliz!

Modesto

domingo, 20 de novembro de 2016

SONHOS VAGUEANTES

























Os sonhos que sonhei sempr' acordado,
Sonhos que com meu sono não coincidem,
Na profunda brecha atormentado,
Meus versos aproveitam, incidem.

Conclusão inútil, inconclusiva
A que cheguei, depois de muitos anos:
Naveguei muitas vezes à deriva,
Sem rota, apesar duns portulanos.

No fundo, existe só a minha tampa
Onde m' abrigo do bicho papão
Que vai e volta e não traz meu pão.

Vagueio plas colinas dos delírios,
Aqui nesta cabana ond' acampa
A rosa dos meus sonhos que são lírios.

Modesto

sábado, 19 de novembro de 2016

BELEZA PLENA



















Meu Bom Jesus, ao fitar este Teu céu bendito,
Minh' alma se acende em astral doçura,
Doçur' angelical vinda do infinito
Que salpica o chão com 'strelas de ternura.

Fico a cismar e com emoção reflicto,
É cintilante a paz da minha ventura,
Desperta-me a consciência, admito,
És Vale encantador, berço de cultura.

Dos bons filhos da Luz, retidos na memória,
Gentil, hospitaleiro, constróis a História -
- Fonte elevada a caminhar serena.

Abençoa o mundo, terra sacrosanta,
S' a Tua Mão Bendita, Jesus, se levanta
Da Matriz Majestosa e Beleza plena!

Modesto

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

ASTRO NO CÉU



















Vi um astro no céu, resplandecente
Como nenhum, jamais, vira brilhar.
Roguei: - "Olha por mim. estou carente,
Preciso luz pra me iluminar!

Vê que caminho dolorosamente,
Sem ter espaço bom para pisar...
Andar, assim aos bordos, cegamente,
Não dá para seguir... Quero parar!"

Era lindo o céu d'azul profundo!
Eu era nada... o astro diamante
A refulgir em 'stojo de veludo...

Então sonhei... vi-me centro do mundo
Com o astro aos pés... mas tão distante!...
O astro nem me ouviu... ficou mudo!

Modesto

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

AMOR NUM SONETO




















Ó poesia, dá-m' amor neste momento,
Dá-me o riso, não o fel da nostalgia,
Mostra no verso o brio de meu talento,
Quem fez a rima, fez também a melodia.

Guarda o amor bem dentro da poesia,
A poesia dentro do meu pensamento.
A dor do amor não resist' à alegria,
Desfalece sempre com seu deslumbramento!

Vai poesia, só te resta um terceto.
Revela-te em grande a quem te escreve
Com letras d' ouro caídas sobre a neve...

Quem gosta de amar, gosta do soneto.
Oh! perdoa-me se insisto neste tema,
Mas o amor eterniza-se num poema!

Modesto

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

AMAR A SÉRIO























Quem quer um grande amor tem que doar-se,
Abrir-se, mostrar o seu interior.
Sem iludir, sentimento de disfarce...
- O rosto brilha quando nasce o amor!

Amor é cais que vive a preocupar-se,
É lua, farol, apogeu de fulgor.
E não se rompe, por mais que se esgarce,
É sem costuras, sem o talo da flor.

Ele está em todos, feito contágio.
Quem tem, oferece sem dar o preço,
Pois, maior que o valor, é o apreço!

É imensamente forte, por ser frágil
Tem asas pra voar a alguém distante,
Vida eterna, mesmo em vão instante!

Modesto


terça-feira, 15 de novembro de 2016

NOITES DE LUA CHEIA

















Minhas noites claras de lua cheia,
No vosso meio, noites luminosas,
Minh' alma canta como a sereia
E vive a cantar num mar de rosas.

Ó noites queridas que Deus prateia
Com a luz dos sonhos das nebulosas,
Minhas noites clara de lua cheia,
Como eu vos amo, noites formosas!

Sois como um rio de luz sagrada
Onde, sonhando, passa embalada
Minha esperança sem mágoa, nua...

Minhas noites claras de lua plena
Que encheis a terra de paz serena,
Como gosto de vós, noites de lua!

Modesto

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

POR TRÁS DO SORRISO

























Eu sei que, por detrás desse sorriso,
Há enorme vontade de chorar.
Eu sei que, dentro de ti, há siso,
Há uma dor que t' and' a torturar.

Que por essa dor que trazes no peito,
Plas lágrimas qu' estivest' a chorar
E por quem tanto chorar te tem feito,
Tens que prosseguir, tens que caminhar.

Sabes? Meu coração está aberto.
Vai em frente. Não olhes para trás,
Apenas para a frente, pra perto.
Se assim fizeres, feliz serás!

Com este meu peito quente, eu penso,
Embora não saiba s' em mim confias,
Eu amar-te-ei a cada momento,
A todas as horas, todos os dias.

Modesto

sábado, 12 de novembro de 2016

SIMPLICIDADE
















Eu vivi entre os humildes e pequenos,
Sempr' evitei o rico e o poderoso.
Meus dias foram sempre modestos, serenos,
Meus sonhos eram de tímido e medroso.

Eu nunca tive ambição de bens terrenos
nem desejo de nome ou posto honroso,
E agora, que já sou velho, muito menos,
Nunca, em moço, aspirei ao fausto gozo,

Olho - sinto na alma horror profundo -
Para os homens e as coisas deste mundo
Como para uma eterna palhaçada.

Todos os dias a doce paz eu bendigo,
Quando descanso no meu seguro abrigo
Da minha pequenez, que gosto, do meu nada.

Modesto

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

QUERIA UM MUNDO DIFERENTE


















Eu queria ver um mundo diferente
Qu' houvesse lealdade, honestidade
E o homem fosse sempre coerente,
Existisse verdadeira amizade.

Queria que o homem fosse importante,
Qu' hipocrisia não foss' autoridade,
Que o dinheiro não fosse dominante
E o pobre recebesse caridade.

Que os nossos sonhos não fossem quimera,
Esses sonhos não ficassem à espera,
Que o amor conseguisse existir.

Que o homem vivesse com sinceridade,
Seus sonhos se tornassem realidade,
Com' o sonho de Deus irá persistir!

Modesto

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

CALMANTE CREPÚSCULO

























O crepúsculo cai plos campos calmamente,
Como semente que germin' em terra farta,
Como sorriso que s' expande mansamente,
Como o céu qu' ilumina a barca sarta.

Meus olhos ficam em êxtase e declamam
Para o céu orações perenes em preces.
Vejo o olhar pró sol lilás dos qu' amam
E os seus raios resplandecem minhas vestes.

Nada terá força pra me tirar dali.
Nem os ventos dos mares chegarão ali...
O rebolar das ondas sobem par' os ares.

Sem medo das tormentas alargo meus braços,
Vejo um lindo brilho cobrir os espaços,
Naqueles crepusculares dos meus pesares.

Modesto

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

UM MILAGRE NA VIDA

















Um milagre acontece na minha vida:
Cada dia, quando acordo, é tão profundo...
Quando a luz do sol, nas nuvens reflectida,
Contemplo a terra, o mar, o céu, o mundo!

Um milagre acontece na minha vida:
Quando eu vejo, em redor, com grandes brilhos,
A minha família amorosa e querida,
Minha esposa sorrindo com os meus filhos!

Então, eu só tenho, Senhor, que Te louvar
Por Tuas bênçãos que estás a derramar,
Ao dar-nos a saúde, força e guarida...

Pois toda a vez que vejo o pão na mesa,
A família presente - Oh!, que beleza!
- Um milagre acontece na minha vida!

Modesto

terça-feira, 8 de novembro de 2016

QUE MAIS ACONTECERÁ?

















Muitas lutas surgirão no horizonte
E quanto a minha alma vai sofrer!
Quantas vezes vou sentir cair a ponte
Que liga angústia de querer vencer!

Pode ser que as tribulações que me cercam,
Procurando minha luta enfraquecer
E a nudez e a fome se concertam
Para qu' os pobres venham a padecer!

Quantas lutas 'stão surgindo no mundo,
Quantas lágrimas inda irão rolar?
Mas há esperança no nosso profundo
Que será o que eu irei apoiar.

E em tudo isto eu Te louvarei
E Te louvarei, ó Deus, eternamente
E, em tudo isto, eu me lembrarei
Que és Rei Soberano agora e sempre!

Modesto

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

NÃO DEIXAREI DE AMAR

























Pode a chuva deixar de cair do céu,
Pode a lua parar, d'à noite, brilhar,
Pode o sol arrefecer coberto c'um véu...
Eu jamais deixarei, ó gente, de amar!

Podem as Estações deixarem d' existir,
Pode, na cabeça, acabar a razão
E os rios deixar de correr e fluir...
Plo amor, sempre baterá meu coração!

Pode o tempo passar, idade vencer,
Sei que minh' alma, essa, não mudará.
Tanta coisa pode mudar e já não ser...
A vontade d' amar jamais acabará!

Modesto

domingo, 6 de novembro de 2016

COMO DIZER AMOR

























Como saber o custo duma despedida,
Entender a magia do entardecer,
Qual o preço duma amizade perdida,
Como apaixonar-se sem enlouquecer?

Como descrever a beleza que é sentida,
Explicar a força mágica dum olhar?
Como reagir quand' a alma é movida
Ou que dizer quando s' acaba de beijar?

É assim toda a descrição do amor,
Tentativa vã de narrar o indizível
Pela simples definição indefinível!

É assim que por ti vivo o meu amor.
Nada se compara ou pode descrever,
Porque o nosso amar é apenas viver!

Modesto

sábado, 5 de novembro de 2016

MISTÉRIO

























Não haja som, só silêncio
Quand' o mistério chegar.
Silêncio é bom senso,
Não cesso de vos falar.

Mistério, logo que penso
Num tempo ou num lugar,
Mistério é pensamento
Que eu possa sustentar!

À noite, livro aberto,
Mariposas e mosquitos
Pousam num texto incerto:
- Lê qu' isto é bom plos vistos!

A luz parece objecto
Bem cheio de parentesco.
As letras do alfabeto
São pinturas, - É um fresco!

Então leio no espaço,
Vejo o que diz o tempo.
Estrelas dão-m' um abraço,
A luz pára um momento!

E eis uma voz que fala
À distância... na praça?
Não cabe na minha sala
Estrela com sua graça.

Modesto

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

FELICIDADE


















Busquei-te na criança que brincava,
Até mesmo no monte verdejante,
Na bela rosa que desabrochava,
No céu, no mar, num lugar bem distante.

Procurei-te na nuvem que passava...
Tornou-se obsessão, gest' incessante,
Compulsivamente te procurava:
Achei-te no meu peito num instante!

Vi-te numa manhã de sol ardente,
Na noite de luar resplandecente,
No entardecer ao perder a luz.

No int'rior, luz brilhante, fagueira,
Ela existe e é companheira
Daquele qu' em seu peito tem jesus!

Modesto

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

SAIR SEM DESTINO


















Hoje apetece-m' ir por aí fora,
Sem saber para onde, ao Deus - dará,
Procurando nem eu sei o que será,
Mas de que sinto falta, aqui, agora.

Alguém me chama e quase implora.
Corro ou caminho, até chegar lá...
Eu nem pergunto o que m' esperará,
No fim desta corrida, estrada fora.

Prossigo meu impulso inconsciente
De não olhar prós lados nem para trás,
Pois nunca me agradou retroceder.

Então, vou andando, corajosamente,
Devagar ou depressa, tanto me faz...
Ânsia imprevisível de viver.

Modesto

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

DIA DOS FINADOS
















Vosso nome venerei, no luminoso
Campo Santo. Saudades aí levaram!
É dia tumular em tronco idoso
E os sinos se dobraram e tocaram.

'Inda vosso nome lembro saudoso,
Entre as flores, memória vos tornastes...
E orei com 'spírito angustioso,
Junto às Campas, aonde vos deitastes.

Esta luz d' Outono se há tornado
Num tempo de saudade e de passado...
Eu, pesaroso, deixei adeus profundo!

Convosco amei, passeei e vivi.
Agora recordo que também sorri...
Dia dos Finados acorda o mundo!

Modesto

VENDO-NOS AO ESPELHO

O espelho não me diz que envelheço, Enquanto andar junto da mocidade. Mas as rugas vêem meu rosto impresso... J...