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domingo, 28 de outubro de 2012

SEREI, PARA TI, NESTE OUTONO...


 

Serei, para ti, um verso de canção
No horizonte ao sol a brilhar.
Ou, então, a terna emoção
Que te fez um dia sonhar.
Serei, para ti, o amor calmo e tranquilo,
A chuva que cai serenamente,
Ou, então, serei tudo aquilo
que teu coração quer docemente.
Serei, para ti, o entardecer com promessas mil,
O luar a pratear o teu rosto
E serei aquele amor doce e gentil
Que a ti, por Deus, foi proposto.
Serei, para ti, a sensual madrugada,
Que entontece os desejos do coração.
E tu serás aquela amada,
Que quase se mata de paixão.
Serei, para ti, o ar que respiras,
O alimento que precisas pra viver.
E tu que me admiras,
Repleta de encantos, amor e prazer.
Serei, para ti, o calor do Outono,
Vendo o colorido das folhas a cair.
E nosso amor será o abono
Da paixão que continua a fluir.
 
Modesto
 
 


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

FUGIU A ESTRELA DA TARDE



















Noite tépida e tranquila,
Como uma noite de Estio;
Um raio de lua expelia
Luz entre o choupal esguio.

Na alameda se desenhava
Ornatos irregulares, belos,
Um ligeiro tremor agitava,
Vindo encontrar meu anelos.

Últimos clarões do crepúsculo
Rendilhava o horizonte,
Formando um belo arbúsculo,
Beleza de ver junt´à fonte.

Fugiu a Estrela da Tarde,
Fazendo efeitos de luz
No terreno... Parece que arde!
Clarão nos alamos reluz.

Eu fico esperando à lua
Que mostra inquietação:
Traz-me à lembrança a tua
Fisionómica paixão.

Esta noite é pra sonhar
Voluptuosas sensações:
Imaginar e sublimar
Em límpidas conjugações.

Modesto

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

EM DIA DE ANIVERSÁRIO

 
 
 
 
 
Em ti encontrei carinho, ternura.
Contigo aprendi a sorrir e a amar.
Pensando em ti minh'alma murmura,
Deseja nos teus braços descansar.
 
É em ti que vou buscar fortaleza.
És tu meu doce e querido alimento.
Se me abate o temor e a fraqueza,
É do teu amor que então me sustento.
 
Longe de teus olhos sinto-me vazio.
Com teus carinhos feliz eu vivo.
Sem teu calor o mundo é sombrio,
Sem o teu amor, não há atractivo.
 
Modesto
 
 
 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

E SERÁ SEMPRE COMO DA PRIMEIRA VEZ

Sempre que nos encontramos
É como da primeira vez
com nossos olhares ainda sufocamos
E nosso coração começa a bater,
A tua voz me faz estremecer.
Cantas baixinho ao meu ouvido
Para me comover...
Ainda sinto o sabor dos teus beijos,
Ainda são especiais, hoje, pra receber...
Como o teu sorriso ao me receber
Que me tira todo o mau humor...
Mesmo hoje, falando do nosso amor,
Procuramos um abraço sedutor de cada vez:
Sempre que nos encontramos, é como da primeira vez.
 
Modesto
 


sábado, 6 de outubro de 2012

CRESCER E MUDAR

















Fui eu, esse menino que te espia,
Melancólico olhar, sereno rosto,
Postura fixa e todo bem composto...
No retrato que o tempo desafia.

Fui eu, na minha infância fugidia,
De prazeres ingénuos e com gosto,
Pena de sentir tão efémer' alegria...
Depressa foi trocado no seu oposto!                                  
                                                                                              
Fui eu, sim! Mas o tempo que me ultrapassa
E que tud' altera: Nem sequer deixou
Um cheiro a infância como 'smola escassa!

Fui eu, sim: E na figura só ficou
Um olhar desenganado na fumaça
Em qu'a criança inteira se mudou!

Modesto

terça-feira, 2 de outubro de 2012

MELANCOLIA AO CREPÚSCULO




















Desce o crepúsculo! A tarde finda!...
Um drama entre os meus olhos se descerra!
O sol cansado da caminhada linda,
Seus olhos luzentes, no ocaso, cerra!

Calma a tarde a imensidade brinda!
Infinita saudade da minha Terra!...
Perante quadra misteriosa e linda,
Lembra-me os belos céus da minha Serra!

Vejo o poente que se avermelha!
Nesta contemplação, a alma s'ajoelha,
Admiro o arrebol da minha ânsia

Que sequiosa do sol doutra paragem,
Se entrega à beleza da paisagem
E vai mergulhar na bruma da distância!

Modesto