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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

NO FRIO DE INVERNO

















A Natureza veste-se de branco
Como meus cabelos. O tempo gela!
Há em mim um frio que não estanco...
Vejo árvores nuas da janela!

Vale-me a poesia contigo!
Dos abraços recebo aconchego,
Tuas carícias são meu abrigo,
As tuas palavras, o meu sossego!

Eu quero estar sempre a teu lado,
Para falarmos do nosso passado,
Quando a neve cobria a janela!

Com o meu coração e o teu afago,
Cantamos a poesia que trago...
Com frio, solicitude que vela!

Modesto

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

NÃO ACORDEM A MINHA NOITE






















Não acordem minha noite
Que descansa adormecida
E torna a alma afoite,
O sono faz bem à vida!

De meu sonho não m'acordem,
Mesmo s' ele for ouvido!
O fluido em desordem
Deixa-me todo partido!

Tenham pena da minha'alma
Que de mais nada precisa,
A não ser de vida calma,
Amor que não agoniza!

Não acordem minha vida
Que 'stá bem organizada,
A pessoa estremecida,
Acorda sempre zangada!

Porqu' a noite não desperta
A minh' alma adormecida...
Pouca vida que me resta
Merece ser bem vivida!

Modesto

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O ENCANTAMENTO DA MONTANHA

















No alto da montanha, que beleza!
Há escarpas que gemem de prazer,
Árvores embelezam Natureza...
Eu a sonhar e a estremecer!

Há sombras deslumbrantes d´  incerteza
Nas grutas que convidam a viver.
Avista-se já a lua acesa,
 A animar a vida que convier!

E eu, embalado neste espaço.
Tomo o horizonte num abraço,
Sinto uma volúpia estranha!

Ouço um gritinho que traz ternura:
Ela ao meu encontro com frescura,
Traz o ar palpitante da montanha!

Modesto

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

SENTADO À BEIRA RIO






















Sentei-me à beira rio,
Com sol a bater no rosto,
Com vento de arrepio,
Apesar de ser Agosto.

Vi-me reflectid' em ti.
Tocaste a minha mão.
Corei e estremeci...
Difícil situação!

Ond' isto irá parar?
(Apeteceu-me dizer!)
Deste-m'a boca a beijar...
Nada mais pude fazer!...

Sentiste o meu desejo,
Mesmo sem eu o saber:
Foi um toque mais um beijo...
Deixamos acontecer!

Bem me fizeste sentir,
assim queria ficar!
Tu puseste-te a rir
E eu fiquei a sonhar!

Olhamos o horizonte...
Eram olhares, carinhos...
Adiante 'stava a ponte
E muito par aos beijinhos!

Disse palavras sinceras,
Vi-te nelas concordar:
Vamos amar-nos deveras
E d' amor nos saciar?...

Modesto

domingo, 26 de janeiro de 2014

O PROJECTO DO "REINO"















Que conheçam o Senhor
Que nos veio libertar:
Ele é nosso Salvador
Que nós devemos amar.

A grande Luz vai brilhar,
Sobre as nossas montanhas
E as trevas vão ficar
Presas até às entranhas.

A injustiça 'stará,
Bem como o sofrimento,
Sob'metidos a Whavé,
Que nos dará alimento.

Jesus começa a brilhar
Com a Sua pregação.
E homens vai destinar
Ao envio e salvação.

Os homens darão resposta
Ao anúncio Veríssimo.
Paulo com fé nos exorta
A assumir o compromisso.

Modesto

sábado, 25 de janeiro de 2014

AMOR E CIÚME

















Delicadamente se apresenta
Enfeitada, aromas sedutores!
Faz-se flor, anseio d' alma sedenta
E se compraz em provocar-me dores!

É como a rosa com seu perfume
Que desperta, insinua, atrai...
Cobra amor e paga com ciúme,
Aprisiona-me... deixa-me... sai!

Of' rece amor, mas fico sozinho,
Dá-me amor, mas nega-me carinho,
Amor que esbofeteia e beija!

Um amor traiçoeiro e mesquinho,
Aproxima-se de mim com espinho...
E mostra-se bela, se me deseja!

Modesto

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

SE NÃO HOUVESSE AMOR...






















Que faria se não houvesse amor?
Onde estaria? Não poderei saber!
Não veria o mundo cheio de cor,
Não ajudaria ninguém a s' erguer!

Não respiraria o perfume do jasmim,
Nem o da vida, mesmo que seja acre!
Não via as mariposas no jardim...
Ir pelas serras passear num fiacre,

Ver velhas colinas à luz do luar,
Natureza decorada pró amor,
E as estrelas que me fazem sonhar...
E tantos frutos de bom gost' e sabor!

O amor levou-me pela Natureza.
Nela vi as linhas do teu coração,
Com as teias da vida em beleza...
Gratidão à vida p'la nossa paixão!

Modesto

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

SAUDADE














Logo que vem a saudade,
O tempo volta pra trás.
Amor é realidade...
Nem sempr' acompnh' a paz.

Quando chega a saudade,
Da vida quero lembrar.
Amor é sinceridade...
Nem tudo vem pra ficar.

Já vivi com vida sã
E por amor já chorei.
Foi uma lágrimas vã...
Chorar agora não sei.

Tod' o amor que senti
Sei bem que não foi em vão,
Pois com ele aprendi
A ouvir meu coração.

E quando vem a saudade,
Já não posso esquecer
Quanto amo de verdade...
É amor de bem querer!

Modesto

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

TENTAR PINTAR O FRIO






















Ondas de ar frio entram p'la janela
com o alvorecer do dia recente:
É manhã! Há luz d'aurora - a estrela
Que ilumina meu quadro e a mente.

Puxo o lençol pró lado sem ventura,
Fico como quem anda a desejar
Qu' as ondas do frio poisem na pintura...
Pego no pincel e volto a olhar.

Um raio-luz forte vem anunciar
Que hoje alguém se vai pronunciar...
Eu suspiro pra abafar o vazio!

À porta, pergunta se pode entrar.
A onda de frio faz-m' arrepiar:
O visitante ainda traz mais frio!

Modesto

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

BELEZA






















Tens um semblante de beleza rara
Que desperta um intenso amor,
Com' a nudez do mármor' de Carrara,
Cultivas em ti um jardim em flor.

És subtil no azul a dominar,
Tocas e estremeces harmonia.
Sabes a música que vais tocar,
Mesmo que caia nev' em noite fria.

Não te vejo em atitudes fátuas,
Pareces mais nobre que as estátuas,
Noite e dia em estudo ingente!

Fascinas-me como dócil amante,
Como cristal, tornas-te deslumbrante...
Beleza são os teus olhos ardentes!

Modesto

domingo, 19 de janeiro de 2014

E OUVIU O MEU CLAMOR














Regressaram as cruzes ao meu peito,
Tiraram-me alegria e sonho:
Há um trono de dor insatisfeito,
A percepção duma vida sem dono!

É este o reinado da ilusão
Ininteligível nos seus elementos,
Sensibilidades sem intenção
Que se fixaram nos meus sentimentos.

Ecoa aos ventos uma canção
Fria! E colhe minha solidão!
Já nem falar sei, com tanto tremor!

Uma grande angústia que não passa
Vem descarada e é de má raça...
Então... Ele ouviu o meu clamor!

Modesto

sábado, 18 de janeiro de 2014

SAUDADES DO MEU PIANO

















Não sei bem o que senti:
O sofrer do ser humano?
Ou não será que ouvi
O gemido dum piano?!

Num canto envelhecido,
Mesmo junto à lareira...
Paro. Ouço o ruído.
Vou indo prá sua beira.

Dobro a dor no teclado,
É som que me faz sofrer!
Está tão desafinado...
Só toco pra reviver!

Tinha veludo vermelho,
Quando éramos amantes!
O veludo já 'stá velho...
Saem notas perturbantes!

Estas teclas são penosas,
Mas não as quero perder,
Nem as pétalas das rosas
Secas a esmorecer...

Piano, fiel amigo,
Enlevaste-m' em vão!
Eras amor e abrigo
Do meu pobre coração...

Sem perturbar a 'sperança,
'Inda 'stás ao meu dispor,
Tal como era em criança,
Belas canções vou compor.

Modesto


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

MÃOS DE LAVRADOR




















Mãos rústicas, honradas, mãos bondosas,
Sob o incentivo da lua cheia,
Semeia as suas terras milagrosas,
Dá bênção aos filhos depois da ceia.

E... adormece - tarefas cumpridas!
Em silêncio, como por encanto,
Nos seus campos, sementes escondidas,
Começam a nascer: É um espanto!

Santificada sua litania!
Traz trigo e pão para cada dia,
Porque segu' os preceitos do Senhor!

Conhece as suas flores de gema...
Mãos de camponês dão um bom poema,
Mãos que da terra transportam amor!

Modesto

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

GRATIDÃO















Agradeço-Te, Senhor,
Por tudo quanto me dás,
Pelo ar, pelo pão, pela paz.
Agradeço-Te os meu olhos
Que vêem a beleza,
As aves que voam pela Natureza,
O céu de cor de anil,
As folhas verdes
Em tonalidades mil.
Diante da minha visão,
Eu te formulo a minha oração
Pelos que não podem enxergar:
Por eles quero orar.
Obrigado pelo meu lar,
Onde me posso deitar
E peço-Te por aqueles
Que cada noite fazem seu "ninho"
Nas bermas do caminho.
Obrigado pela vida
Que é bela e sentida
Porque te tenho a Ti,
E para isso nasci.
Obrigado pela fé que me faz resistir,
Por Ti vou em frente sem cair.
Obrigado por tudo o que me dás,
Por poder viver em paz.
Aceita, senhor,
Esta gratidão de amor.
Leva-a ao Pai Criador,
Para que todo o Homem conheça teu amor
E o poder da oração.
Senhor, gratidão!

Modesto

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O SENTIDO DA VIDA






















Não é surpresa falar
Nem gerar na consciência,
Que se viv' a procurar
O sentido da 'xistência.

Mas para bem procurar,
É preciso paciência,
Pra não deixar escapar
O principal: A Essência!

Nossa vida tem sentido,
Na busca da liberdade,
Está tudo definido:
Buscar a felicidade!

A vida só tem sentido
Quando vivida com calma,
Não com seu "ego" perdido,
Mas sim viver como alma!

Amar, sofrer, aprender,
Duvidar, acreditar...
A vida é conhecer
O irmão pra se lhe dar!

'Stá no nosso bem querer,
No sentido de Amar.
No fundo do nosso ser:
Sonhar e realizar!

Deve fazer tod' a gente:
Ter sentido para a vida,
Vontade de ir em frente,
Sempre de cabeça erguida!

Modesto

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A VIDA















A vida não é um sonho, acredita,
Negro quanto os sábios dizem ser.
A manhã cinzenta, pode ser bendita,
A tarde soalheira, aparecer!

Se as chuvadas fazem rosas florir,
Às vezes há nuvens negras e sombrias...
Oh! Mas porquê lamentar e não sorrir,
Se isso só acontec' em certos dias?!

Oh! A esperança há-de renascer
Alegre, com a sua asa dourada!
Será forte e bem sentir te fazer,
Corajosamente, e sem medo de nada!

Enfrenta a vida, porque de Deus vem,
Gloriosamente a podes viver,
Se, vitoriosamente, vives bem,
Terás coragem e a irás vencer!

Modesto

domingo, 12 de janeiro de 2014

DOMINGO

















Há tanto mal no mundo
Que, às vezes, a esperança
Desfaz-se nos corações
Dos que vivem sem alento.
Mas a fé é um bom sustento
Que promove remissões
E traz a bonança
Ao Universo moribundo.

No Seu exemplo de amor,
Que Deus Lhe deu por legado,
Jesus Cristo carregou,
Por Sua imensa clemência
Os pecados da existência,
De todo o povo que pecou.
Foi pelo Pai declarado
Senhor Nosso e Salvador.

Ressurge o toque da esperança
Na alma dos pecadores,
Apagando o ódio do coração.
Regenera-se a Aliança,
Porque há ressurreição,
Esquecem-se as próprias dores.
Por isso, o cristão canta e dança!

Modesto

sábado, 11 de janeiro de 2014

VI...















Vi os tempos da história
Girando sob as estrelas
E florestas de memórias,
Com muita gent' a 'scondê-las.

Vi a face da loucura
E o Homem feito máquina
Qu' esqueceu sua bravura,
Vive vazio... terráqueo!

E vi os poros da Terra
Transformados em vulcão!
E vi meninos na guerra...
Cidades de solidão!

Vi selvas cheias de gente,
Selvagens sem pensamento...
Tinham perdido a semente
Do olhar além do tempo.

Vi fazerem descobertas
Pra se encher de dinheiro.
Deixaram portas abertas
Pra cidadão traiçoeiro...

Vi olhos sem horizonte,
Ouvi sons, brados molhados.
Vi pobres viver a monte
E ricos assoberbados.

Mas... vi também coisa boa:
Vi o voluntariado,
Dignidade da Pessoa...
Assim, Deus seja louvado!

Modesto

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

UMA HONROSA VISITA
















Eu estava a contemplar a Natureza
E perguntei-me porque não havia paz.
O Homem não percebeu a sua grandeza
No Projecto de Amor que sempre Deus faz.

São sensações inexprimíveis que senti
N' alegria que há no abrir duma flor!
Pensei ouvir a flor dizer-me: "Sai daí!",
Sentiu que eu estorvava o seu labor.

Fiquei ainda mais absorto e louvava
Nosso Senhor a meu lado a caminhar!
Senti uma paz que, aos poucos, me tomava
E contemplei a Natureza a amar.

A Natureza é nossa sobrevivência.
Eu procurava paz, aprendi a lição:
Tratar a Natureza com eficiência,
Gostar dela, não a 'stragar... É atracção!

Andava sem rumo a ver o horizonte,
Percebi que o Senhor me ia levando!
O Omnipotente mostrou-me uma fonte
Que jorrava água pra m' ir saciando!

Bendito, Senhor, que dispensa Seu favor
E um unguento pra minh' alma aflita!
Pois apraz-me o Seu Infinito Amor:
Visitou Seu Jardim, fez-me uma visita!

Modesto


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

LUA CHEIA TENTADORA






















Sobre a serra a lua lançou lamúria.
Cheia de si mesma, mingou a sua face.
Deixou as nuvens esconder a sua fúria,
Ficou lua nova... crescente em sua fase.

Em cada mês tem estes gemidos e mágoas,
Até se lembrar qual é a sua melhor fase.
Então, cheia de si, espelha-se nas águas,
Tenta os namorados a fazer-lhe face.

Perscuta corações e os seus sentimentos.
Infunde ilusões e fomenta alentos.
Quando em lua cheia... tudo é confiança!

E quando vem a noite, traz inspiração,
Enriquece a melodia da canção,
Mas... pela aurora, surge insegurança!

Modesto

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

PRELÚDIO AO LUAR

















Sou pra ti rosa vermelha,
Borboleta amarela...
Sou o qu' o amor espelha:
Quadro a aguarela.

Sou a voz da melodia
D'água em queda no regato
Que solfeja harmonia
Do teu corpo bem ornato.

Sou para ti o calor
Que, na luz do teu olhar,
Faz reflectir o fervor
Que cintila ao luar.

Sou da rosa o aroma
Em versos de poesia
Guardados em redoma,
Revelação de magia.

Sou para ti o presente,
Encho-te de fantasias,
Amor ao luar ardente,
Inundo-te d'alegrias.

Eu sou a lua no lago
A reflectir meu amor.
Teu coração é afago,
Perfume de linda flor.

Modesto


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A DANÇA DA NEVE COM O VENTO


















A branca neve cai e espreguiça-se
Nos braços do vento malicioso...
O vento leva a neve, cobiça-a,
Num profundo amor silencioso!

Eu sinto e vejo com grand' encanto
Quão bela é aquela sensação!
Até os dois, a sós, gritam em pranto...
Correndo, brincando, com emoção!

Espelho líquido a palpitar,
Ao impulso de cada sensação,
Parece até quererem saltar
Valas intransponíveis da razão!

E, com este gracioso olhar,
Fazem-me recordar com nostalgia
O tempo em que era só brincar
Com a neve, num mundo de magia!

Modesto

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

E O TEMPO VAI



















A chuva fina enlameando a terra,
Como cortina húmida de pura seda,
Por trás de si, o sol radiant' encerra...
Torna o mundo cinzento com sua queda.

O frio convida a casacões de lã.
E, claro, leva à improdutividade:
Vão deixar os planos para amanhã,
Ou fá-los-ão conforme a pluviosidade.

O tempo passa, enquanto a chuva cai.
A terra, bebendo água, s' embriaga
E balbucia um poema de amor.

E, enquanto a chuva cai, o tempo vai!
Não se percebe qual torrent' o tempo traga:
Se a chuva fria, se mágoa e dor...

Modesto

domingo, 5 de janeiro de 2014

CHUVA E AVERSÃO
















Sobe, vem do mar nas tardes em declínio,
Das planícies perdidas na saudade...
Vai até ao céu que é seu domínio,
Para cair e molhar a mocidade.

Goteja na horta e deixa-me triste,
Com anseios que s' alongam p'la aurora...
Os Políticos 'stão com cortes em riste
E a desilusão em minh'alma chora.

Quando os homens seus ganhos sufocar,
Pra todos terem leito pra se deitar,
Não há aversão nem chuva que sufoque.

A chuva continuará a cair,
O aconchego da casa fará rir,
E a satisfação virá a reboque.

Modesto

sábado, 4 de janeiro de 2014

OVELHA TRESMALHADA
















Ando errante como ovelha tresmalhada.
Vindes em busca do vosso servo, Senhor?
Sou ovelha que se perdeu - a mais amada -
Pra satisfazer meus caprichos... sem Pastor!

Tu que desceste do céu para me salvar,
Imolando-Te na Cruz, pelo meu pecado,
Vem e corrige-me para Te querer amar,
Dá-me confiança para ser renovado.

Menino Jesus, que pena ter-T' ofendido...
Vieste procurar-me para ser remido,
Lanço-m' a teus pés com grande humilhação.

Abrasa meu coração com Teu Amor,
Qu' eu Te imite no Presépio, Senhor,
E Te ame com todo o meu coração.

Modesto

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

EMPOBRECENDO

















Sonho com torrentes, abrasado,
Sede ardente...Sonho riqueza
Que no horror da minha pobreza,
Me faz infeliz, sempr' explorado.

E, n' agitação do meu cuidado,
Deliro com minha vida presa,
Porqu' em rigor, tudo é aspereza...
Que nos faz viver este Estado!

Despertar da louca fantasia?
Enfermo, mendigo... se descobre
Não ser engano, imagem fria!

Ideia que desgraça cobre,
Nesta ingrata aleivosia...
'Stou ficando cada vez mais pobre!

Modesto