segunda-feira, 18 de junho de 2018

POEMA DE AMOR

















Se o amor não tem cor,
Também não terá idade.
Preza sempre o honor
E só vê a qualidade

O amor não tem tamanho,
Não tem peso nem altura.
É carinho de antanho
E só vive de ternura.

Amor também não tem raça,
Não tem tempo nem medida.
Sabemos que nunca passa:
Vale para tod' a vida.

O nosso amor nasceu
Duma fonte divinal
E dela tanto bebeu
Que se tornou imortal!

Modesto

sábado, 16 de junho de 2018

A VIDA É SOFRIMENTO

















Aqui estou eu: Já olhei para o céu!
Encontraste-me, novamente, andando ao léu,
No meio da solidão, cheio de dor!
Eu tento ver o Teu amor...
Só agora percebo que nunca Te foste embora!

Eu procuro vitórias, mas é fardo pesado!
As minhas glórias, são coisas do passado...
Teu espírito 'inda repousa em mim,
Porque Tu o disseste assim!
Porque me sinto, assim, tão desanimado?!

Sinto a minha dor e vejo a Tua tortura:
Crucificado, em forçada postura...
Lembro do povo a maldição:
Porque viu o Teu sofrer e perdição...
Tudo isto pra nos dar a vitória!

Aquieto a alma e ouço Tua voz, Senhor!
Como brisa suave, alivias-me a dor:
Também tiveste horas de escuridão,
Mas logo veio a alegria da Ressurreição!
E Tu venceste a morte!

O ar sufocante deste mundo
Quer-me derrubar, levar ao fundo...
Mas, depois da tempestade, o céu aparece,
O sol brilha e me aquece,
Tal como a Tua paz eterna.

A dor é uma noite penosa,
Mas, de manhã, virá a alegria radiosa
E eu aprendo a louvar-Te no meio da dor...
Contigo, posso ser vencedor,
Celebrando em cada dia a vida!

Modesto

sábado, 9 de junho de 2018

O QUE NOS ESPERA NA VELHICE

























Foi trave mestra que susteve a casa,
Foi a coragem espalhada à volta,
Fagulha ardente que sonhou ser brasa
Mas só de cinzas se sentiu envolta.

Quis ser ave pra voar, não tinha asa...
Deixou os seus sonhos pelos céus, à solta
E ficou sombra a vaguear na casa,
Sem sonhos e com esperança revolta...

Foi incompreendido e mal amado
Por quem se quis dar todo... Até seu fado!
Foi pedra angular, segura e forte...

Agora...já não pode dizer:«Eu quero»!
Mas, só irão poder chamar-lhe um zero
Depois de caducar o seu passaporte!

Modesto























quarta-feira, 30 de maio de 2018

SONETO COM RIMA E MÉTRICA



















Por favor, ri ao ler este soneto
Não às gargalhadas, mas com educação!
Ele é bomba, fogo no gaveto,
Pois já queima desde a concepção!

Lê com bom tom, comigo faz dueto,
Afina a voz, dá-lh' entoação!
É rara a rima deste quarteto,
Dá-lh' o teu brilho na declamação!

Põe-no na retina do olho calmo.
Lê-o bem - como se fosse um Salmo,
Lê com desvelo, por questão de ética.

Não sou poeta igual a Pessoa...
Não sou um rei com a sua coroa...
Mas fiz soneto com rima e métrica!

Modesto

domingo, 27 de maio de 2018

POEMA PARA HOJE
















Quer' uma brisa de paz
E corações desarmados,
As mentes sem munições,
Silêncios aclarados
E sublimes emoções,
Ou carinhos, tanto faz.

Quero chuva de estrelas,
Sol e tálamo d' amor.
Quero tudo a fluir
Em erupções de calor,
Tudo pra onde há-d' ir,
Junto com flores - sim - belas!

Quem tiver, conserv' o zelo,
Para saber quanto vale,
No frio da madrugada
- Valor de jóia banal -
Vamos com quem não tem nada
Ou, com amor, pode tê-lo!

Modesto

sábado, 26 de maio de 2018

TENHO A POESIA



















Pego na caneta e no caderno
E tenho na alma inspiração.
Se lá fora o mundo é inferno,
Aqui vivo com letra e canção.

Sou poeta: tenho sol no Inverno
E chama acesa no coração,
Vivo o amor num sonho eterno...
A poesia não morre, então!

Sim, não 'stou só: Tenho a poesia,
A vivacidade me acompanha,
Vive comigo emoção estranha...

Ela se compraz na doid' ironia:
Faz-me rir ou o pranto me apanha,
Canta minha dor de forma estranha!

Modesto

quinta-feira, 24 de maio de 2018

ESTOU EM MARÉ BAIXA

















Ando em maré baixa... Todos os rochedos
Me ferem e esfacelam fibras d' alma!
Talvez por ousadia ou por medos
Sou arrastado à toa... Perco a calma!

Tento entender porque razões ou medos...
Mas, sem amor, ninguém me leva a palma!
Escoa-s' a esperança entre os dedos,
Vão-me esmorecendo as forças d' alma...

Sou escolho no mar ou folha morta?
Seja tudo o que for, já não m' importa!
Vou à mercê dos tufões e vendavais...

Se teimo em não ir, tudo revolteia!
Eu só preciso romper esta cadeia
E esfumar-me no ar, pra nunca mais!

Modesto

POEMA DE AMOR

Se o amor não tem cor, Também não terá idade. Preza sempre o honor E só vê a qualidade O amor não tem tamanho, Não t...