quinta-feira, 19 de julho de 2018

NOITES DE LUA
























Belas noites brancas de lua cheia,
Como gosto de vós, noites formosas!
Minh' alma canta como a sereia,
Que suaviza  noites tenebrosas...

Sois noites queridas que Deus prateia,
Com a luz de sonhos das nebulosas!
Minhas lindas noites de lua cheia,
Eu gosto de vós, noites luminosas!

Sois como um facho de luz sagrada,
Onde, a sonhar, passa embalada
A minha esperança de mágoa nua...

Sois noites bonitas de lua plena,
Só vós amenizais a minha pena...
Como gosto de vós, noites de lua!

Modesto

segunda-feira, 16 de julho de 2018

AS FRAQUEZAS DA VIDA



















Eu não sei se há algum fundamento
Andar com a vida sem sintonia.
A esperança levou-a o vento...
Pois tudo tem que acabar um dia.

Anda ansioso meu pensamento:
Já não ligo muito às coisas minhas...
É bastante grande o meu sofrimento
E as esperanças tão pequeninas...

Às minhas fraquezas eu não resisto,
Perdendo muito e nada conquisto
Por meu ser se encontrar tão frágil!

Mas, pensando bem, eu nuca desisto,
Nem que p'los outros não seja bem quisto,
Mesmo qu' agora não seja tão ágil...

Modesto

domingo, 8 de julho de 2018

A FESTA DA NATUREZA


















A festa da Natureza
É bonita reunião:
Um momento de beleza
De grande inspiração!
E todos os elementos
Compartilham seus talentos
Com canção ou poesia,
Expressão de pura arte
Cada um com sua parte,
Em sublim' harmonia!

O sol já vai declamar
O poema da Aurora:
Todos ficam a 'scutar
- A terra, fauna e flora...
Esperança é o tema
Dos versos deste poema,
E que bem que ele fez!
As estrelas e luar
Também sabem declamar...
Esperam a sua vez.

As pedras ouvem silentes
O rio sempr' a cantar
A cantiga das correntes,
Sem nunca desafinar!
A montanha aprecia
Essa linda melodia
E o seu timbre de voz...
Sua canção vai cantando
E o vento vai dançando
Até qu' ele chegue à foz!

Preservando o costume
Do salão ecossistema,
há a dança do cardume
 No baile domar perene.
E as aves também dançam
E sua asas abanam,
Não ficam fora da festa!
Plantas dançam no chão,
Ao compasso da canção
Que se ouve na floresta!

segunda-feira, 18 de junho de 2018

POEMA DE AMOR

















Se o amor não tem cor,
Também não terá idade.
Preza sempre o honor
E só vê a qualidade

O amor não tem tamanho,
Não tem peso nem altura.
É carinho de antanho
E só vive de ternura.

Amor também não tem raça,
Não tem tempo nem medida.
Sabemos que nunca passa:
Vale para tod' a vida.

O nosso amor nasceu
Duma fonte divinal
E dela tanto bebeu
Que se tornou imortal!

Modesto

sábado, 16 de junho de 2018

A VIDA É SOFRIMENTO

















Aqui estou eu: Já olhei para o céu!
Encontraste-me, novamente, andando ao léu,
No meio da solidão, cheio de dor!
Eu tento ver o Teu amor...
Só agora percebo que nunca Te foste embora!

Eu procuro vitórias, mas é fardo pesado!
As minhas glórias, são coisas do passado...
Teu espírito 'inda repousa em mim,
Porque Tu o disseste assim!
Porque me sinto, assim, tão desanimado?!

Sinto a minha dor e vejo a Tua tortura:
Crucificado, em forçada postura...
Lembro do povo a maldição:
Porque viu o Teu sofrer e perdição...
Tudo isto pra nos dar a vitória!

Aquieto a alma e ouço Tua voz, Senhor!
Como brisa suave, alivias-me a dor:
Também tiveste horas de escuridão,
Mas logo veio a alegria da Ressurreição!
E Tu venceste a morte!

O ar sufocante deste mundo
Quer-me derrubar, levar ao fundo...
Mas, depois da tempestade, o céu aparece,
O sol brilha e me aquece,
Tal como a Tua paz eterna.

A dor é uma noite penosa,
Mas, de manhã, virá a alegria radiosa
E eu aprendo a louvar-Te no meio da dor...
Contigo, posso ser vencedor,
Celebrando em cada dia a vida!

Modesto

sábado, 9 de junho de 2018

O QUE NOS ESPERA NA VELHICE

























Foi trave mestra que susteve a casa,
Foi a coragem espalhada à volta,
Fagulha ardente que sonhou ser brasa
Mas só de cinzas se sentiu envolta.

Quis ser ave pra voar, não tinha asa...
Deixou os seus sonhos pelos céus, à solta
E ficou sombra a vaguear na casa,
Sem sonhos e com esperança revolta...

Foi incompreendido e mal amado
Por quem se quis dar todo... Até seu fado!
Foi pedra angular, segura e forte...

Agora...já não pode dizer:«Eu quero»!
Mas, só irão poder chamar-lhe um zero
Depois de caducar o seu passaporte!

Modesto























quarta-feira, 30 de maio de 2018

SONETO COM RIMA E MÉTRICA



















Por favor, ri ao ler este soneto
Não às gargalhadas, mas com educação!
Ele é bomba, fogo no gaveto,
Pois já queima desde a concepção!

Lê com bom tom, comigo faz dueto,
Afina a voz, dá-lh' entoação!
É rara a rima deste quarteto,
Dá-lh' o teu brilho na declamação!

Põe-no na retina do olho calmo.
Lê-o bem - como se fosse um Salmo,
Lê com desvelo, por questão de ética.

Não sou poeta igual a Pessoa...
Não sou um rei com a sua coroa...
Mas fiz soneto com rima e métrica!

Modesto

NOITES DE LUA

Belas noites brancas de lua cheia, Como gosto de vós, noites formosas! Minh' alma canta como a sereia, Que s...