quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

31 DE DEZEMBRO




















O fim do ano chegou
E é motivo de festa,
Motivo de alegria!
Mais um ano se passou,
Talvez com muit' aresta...
Mas com Deus por companhia!

Viveu-s' um ano completo
D' alegrias e tristezas...
Ano de sonhos, repleto!!
Realizações... grandezas...

Fim d´ano traz reflexão:
Houve abraços e beijos,
Carinhos e compaixão...
Realizou-se desejos.

Houve beleza divina,
Natureza sorridente,
Amor de baixo a cima,
Bem fazer de tod' a gente.

Hoj' é dia d' alegria:
De mãos dadas tudo canta
E a noit' é de magia,
Foi-s' a melancolia...
O fim do ano encanta!

Modesto

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

MAIS UM FIM DE ANO

















São doze os meses com diferente nome,
Sequência crescente que desfazemos,
Cada um deles o tempo nos consome
Desde o primeiro que envelhecemos.

O que muda é o viver exp'riente.
Aprendemos com a vida exibida,
Exercitamos nosso pensar e mente...
A cabeça vai pendendo sem medida.

Só com bons modos fazemos aliança
Com cada segundo do tempo qu' avança,
Abrindo as portas ao viver humano.

Examinamos tudo o que lembramos
No coração  e mágoas que passamos
E sabemos que se passou mais um ano!

Modesto

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

NATAL



















Do Espírito Santo e da Luz Divina,
Nasceu Jesus Menino, Nosso Salvador,
Na gruta com Maria, a Doce Menina,
Vem mudar o mundo e dar-lhe seu valor.

Nesta noite mágica, o Seu nascimento,
Bem ornamentado de amor e carinho,
Uma linda 'strela brilhou no firmamento,
Chamando os Magos, indicou caminho.

Em cânticos de glória e de louvores,
Anjos anunciam às gentes e pastores:
Paz na terra a toda a humanidade.

Vêm adorá-Lo os humildes pastores,
Trazem-Lhe presentes os Reis... Não os senhores!
Pra nos salvar, nasceu o Rei Fidelidade.

Modesto

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

PRESÉPIO

















Jesus pode nascer no teu olhar,
Pode ser o sol da paz no teu céu,
Pode ser tua ânsia de lutar,
Fazer d' espiga pão, do azul, véu.

No teu coração, ser verbo amar,
Nos teus lábios, nascer doce Orfeu.
A tua canção pode ser luar
Que tire da noite o triste breu.

Tud' é possível no Natal, se tens
Essa coragem de sair de ti,
Dar-te aos outros sem qualquer medida.

Tud' é possível no Natal, se vens
Ao presépio, vida qu' há em ti,
A todos ofereces tua vida.

Modesto

domingo, 20 de dezembro de 2015

O NATAL ESTÁ PRÓXIMO






Nestes últimos dias antes do Natal, a mensagem fundamental da Palavra de Deus gira à volta da definição da missão de Jesus: propor um projecto de salvação e de libertação que leve os homens à descoberta da verdadeira felicidade.

O Evangelho sugere que esse projecto de Deus tem um rosto: Jesus de Nazaré veio ao encontro dos homens para apresentar aos prisioneiros e aos que jazem na escravidão uma proposta de vida e de liberdade. Ele propõe um mundo novo, onde os marginalizados e oprimidos têm lugar e onde os que sofrem encontram a dignidade e a felicidade. Este é um anúncio de alegria e de salvação, que faz rejubilar todos os que reconhecem em Jesus a proposta libertadora que Deus lhes faz. Essa proposta chega, tantas vezes, através dos limites e da fragilidade dos "instrumentos" humanos de Deus; mas é sempre uma proposta que tem o selo e a força de Deus.

Sugere que este mundo novo que Jesus, o descendente de David, veio propor, é um dom do amor de Deus. O nome de Jesus é "a Paz": ele veio apresentar uma proposta de um "reino" de paz e de amor, não construído com a força das armas, mas construído e acolhido nos corações dos homens.

Sugere que a missão libertadora de Jesus visa o estabelecimento de uma relação de comunhão e de proximidade entre Deus e os homens. É necessário que os homens acolham esta proposta com disponibilidade e obediência - à imagem de Jesus Cristo - num "sim" total ao projecto de Deus.

Modesto

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

EIS QUE ESTÁ A CHEGAR



«És tu Aquele que havia de vir?»

O Senhor, sabendo que sem o Evangelho ninguém pode ter uma fé plena – porque se a Bíblia começa pelo Antigo Testamento, é no Novo que ela atinge a perfeição –, não esclarece as questões que Lhe colocam acerca dele próprio por palavras, mas pelos seus actos. «Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciado o Evangelho; e feliz daquele que não encontrar em Mim ocasião de queda.» Este testemunho é completo porque foi acerca dele que foi profetizado: «O Senhor liberta os prisioneiros; o Senhor dá vista aos cegos; o Senhor levanta os caídos. [...] O Senhor reinará eternamente» (Sl 145,7s). Estas são as marcas de um poder que não é humano, mas divino. [...]

Contudo, estes actos são apenas pequenos exemplos do testemunho trazido por Cristo. O que funda a plenitude da fé é a cruz do Senhor, a sua morte, o seu sepulcro. É por isso que, depois da resposta que citámos, Ele acrescenta: «E feliz daquele que não encontrar em Mim ocasião de queda.» Com efeito, a cruz podia provocar a queda dos próprios escolhidos, mas não há testemunho maior de uma pessoa divina, nada que mais pareça ultrapassar as forças humanas, que esta oferta de um só pelo mundo inteiro. É somente assim que o Senhor Se revela plenamente. Aliás, é assim que João O designa: «Eis o Cordeiro de Deus, eis Aquele que tira o pecado do mundo» (Jo 1,29).
 S. AMSELMO

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

PRINCÍPIO DO OUTONO

















As dúvidas são os relevos da vida,
São como os tempos passados em vão.
No meu peito há segurança activa
Do amor que, por ti, é uma paixão.

Os ventos vão levando minha saudade
Do tempo que nos ensinou a viver.
Agora só sobram as realidades
Que amarram meu amor ao teu querer.

O nosso outono chegou de repente,
Como a chama da lâmpada ardente
E folha das árvores do meu jardim.

És razão de minha lágrima carente,
História dum início sem fim
E teu amor não sai de volta de mim.

Modesto

domingo, 13 de dezembro de 2015

ALEGRIA




















Nasce a manhã serena e bela,
No horizonte o sol a raiar.
No céu já não se vê nenhuma estrela,
Belos outeiros se podem olhar.

E o que ouço da minha janela?
Do ninho o rouxinol a cantar!
Já o barqueiro iça sua vela,
O pastor leva seu gado pastar.

E a pastora já vê seu amante
Saindo como alegre caminhante,
Ouvindo cantar a fonte fria.

Enquanto outro sol morar distante,
Nada faz parar o nascer do dia,
Vêem-se rostos com alegria.

Modesto

sábado, 12 de dezembro de 2015

AMIZADE DA INFÂNCIA

























O meu maior presente foi o teu olhar tão belo!
Foi num  rápido momento aligeirado,
Um dia muito especial e singelo,
Instante que recordo 'inda do passado.

De manhã, ao meio-dia, ao sol poente...
Recordo tua figura especial.
É recordação que ficou eternamente
E é o meu anjo pra enfrentar o mal.

Nunca fugirá isto do meu coração.
Nele guardo todas as tuas mensagens.
Na minha vida fost' a mais bel' emoção,
Foste um presente de suaves aragens.

Hoje sinto-te meu passado, meu destino:
Vejo tua figura dissipar agruras
E recordo ainda aquele menino
Que sonhou ter uma amiga das mais puras.

Modesto

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SOLIDÃO PACIENTE



















Quando o sol longe andava,
O vento nas árvores se movia,
Tudo por dentro do meu eu chorava,
Na tarde cheia de melancolia.

Quando as lágrimas em mim nasceram,
Já perto do nascimento do dia,
Veio o sol, lágrimas se perderam:
Alguém alegre me fez companhia.

Mas... nem o sol nem a lua vieram!
Andavam longe... fazem manhã fria.
As nuvens negras tudo escondiam,
Deixaram meu rosto sem alegria.

Experiência - o meu estudo
Deixa-me uma solidão paciente.
Recolho-me,observo e escuto...
Silêncios que mais ninguém entende.

É tudo segredo, mas bom exemplo,
Caminhos invisíveis por ond' ando.
Eu sou apenas pura flor ao vento...
Mas soa, pelos vales, o meu canto!

Modesto

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

QUANDO AS ROSAS MORREM

























Nos canteiros ornados de verdura,
Com gotas d' orvalho humedecidas,
Desabrocham as rosas à ventura
Cheias de viço e perfume ungidas.

Mas a vida das rosas pouco dura,
Míseras, em breve, enlanguescidas
Sob os raios de sol qu' além fulgura,
A fronte curva nas astes pendidas.

E vão largando as pétalas mimosas,
Os despojos finais das tristes rosas
Voam ao sopro dos ventos infestos.

De cor vermelha pelo chão tombados,
Com nossos corações despedaçados,
Fazem lembrar sanguinolentos restos.

Modesto



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

SONHOS SENIS




Foram-se as ilusões da mocidade,
As constelações de grande refulgência
Que roubaram a minha vivacidade
Que o céu me deu para a existência.

Apagou-se o tempo sem piedade,
Deixando-me sem a luz da influência.
Vieram os anos da senilidade
Todos juntos e com brutal violência.

Agora vivo repleto d' amargura,
Amando sonhos de fugaz aventura,
Pensando nos momentos ágeis, risonhos.

Tudo se extinguiu nas noites sombrias.
Cada manhã, recomeçam negros dias
Que são a via-láctea dos meus sonhos.

Modesto

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

ALEGRIA INCOMPLETA



















Há alegria no sol que vem de rompante
Com um raio de luz que rompe as montanhas,
Formando nos vales sombras, além. distante,
Iluminando as encostas das montanhas.

Há alegria quando seus raios apanhas
Na manhã azul, silenciosa, brilhante...
Mas há nuvens no ar que se tornam estranhas
Juntas com um vento forte e inconstante.

Há alegria nos campos, flores e aves
Que enchem o céu de melodias suaves...
Os meus olhos alegres reflectem os teus.

No entanto, não há alegria completa:
'Stá insatisfeita a mente do poeta,
Acabando o poema que lh' inspirou Deus.

Modesto

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

CHORAR DE AMOR



















Chorar é pelo bem que se recebeu,
Eu choro  pelo que se perdeu em mim,
Pelo que fui e não mais aconteceu...
Sou o mesmo mas choro mesmo assim.

Se chorar pelo que já me esqueceu,
Choro por nada e é um chorar ruim.
Chorar, isso! Chorar... É mesmo: sou eu!
Choro com princípio, meio e fim!

Assim sendo, fico cheio de espanto
E pergunto por que é que choro tanto:
É pelo teu amor que eu desatino!

Normalmente, vou chorar pró pé das rosas,
Mesmo orvalhadas, como tu, formosas:
Choro por ti, esplendor do meu destino!

Modesto

domingo, 6 de dezembro de 2015

A CANÇÃO DO RIACHO



















Ouço, ao longe, a canção dum riacho
Com seu destino de cantar tão vago.
E ao crepúsculo, canta bem mais baixo,
Porque a montanha se sobrepõe ao lago.

Vêm os raios do luar pró terraço
Onde eu, com alegria , os afago.
Fim do dia de trabalho, há cansaço...
Meditando nisto tudo, eu naufrago.

Pensando em alegrias e tristezas,
Lá vou chegando às minhas profundezas,
Pensando morar na 'strela da manhã.

O riacho canta e eu estremeço...
Há um espaço em mim e eu adormeço...
Acordo na beleza d' outra manhã!

Modesto

sábado, 5 de dezembro de 2015

ADVENTO



















 Advento é um espera, mais nada,
Mesmos qu' a ' spera exaur' a vid' inteira.
Espera-s' o Menino na alvorada,
Como as águas calmas da ribeira.

Com amor esperamos essa chegada,
Mesmo que Ele não venha amanhã.
Na alma soam clarins da madrugada,
Até sentir no íntimo a manhã.

Esqueçamos deuses surdo, nada mais,
Deus- Menino 'stá no nosso horizonte...
Esperamos que Seu amor desponte.

Não é um amor de brisas sazonais!
Ele virá construir-nos uma ponte
Pra que sempr' a irmandade sej' a fonte.

Modesto

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

NUMA MINHA NOITE ESCURA





















Na minha noite escura,
De ânimo inflamado...
Oh! ditosa aventura!
Deus veio sem ser notado!

Numa 'scuridão segura
E em pobre disfarçado,
Oh! ditosa aventura!
Veio, entrou sossegado!

Mas que noite tão ditosa
Que só minha alma via,
Essa Luz maravilhosa,
No meu coração ardia!

E essa Luz me guiava,
Clara como meio-dia,
Pr'onde Deus me esperava,
Lugar qu' eu não conhecia.

Eu tinha o peito ferido
E só o mal enxergava!
Eu andav' adormecido...
Sua Luz me refrescava!

E, sem saber, eu parei
Diante do Ser Amado:
Tudo do mundo deixei
E senti-m' aliviado!

Modesto

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

COMO CRIANÇA

















Quero voltar a viver como criança
E quero viver de modo infantil.
Quero ter, 'inda, aquela esperança:
Voltar a ver o céu de cor de anil!

Quero acordar e ver um dia novo
Para descobrir coisas desconhecidas.
Quero fazer descobertas que absorvo
E olhar o mundo noutras perspectivas.

Querer ser criança não é disparate:
É ver as coisas simples e com surpresa!
Isso será loucura? Não! É franqueza!

Vê bem: É viver o dia em rebate...
O que nos cega, adultos, é rudeza,
Pois há um outro olhar que tem pureza!

Modesto

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

DESENGANOS


                                                           






















Quando vivemos na verdura dos anos,
As esperanças vão connosco à frente.
Vamos deixando para trás os desenganos
E seguimos por caminho florescente.

Rindo, cantando, rápidos e ufanos,
Vamos correndo descuidadosamente...
Mas... vão-se as ilusões e desenganos,
Ao notar qu' os anos passam de repente.

Só então vemos a vida claramente,
Pensamos como vamos... exatamente
Na vida que é rápida e falaz.

Ao contrário dos tempos de rapaz,
As esperanças vão ficando para trás,
Os desenganos vão sempr' à nossa frente.

Modesto


ORIENTA-ME, ESTRELA DA MANHÃ !

Eu te procuro, doce estrela a manhã Que no lusco-fusco d' aurora 'stá desperta, Por vezes, no meio de nuvens c...