terça-feira, 31 de janeiro de 2017

BOA NOITE

















Boa noite! Eu já me vou embora,
A lua, nas janelas, bat' em cheio,
Brevemente vai chegar a aurora
E amanhã tenho um dia cheio.

Assim, no escuro, vou plos caminhos.
Mas, sem lanterna... Passo par' a rua
E que me acompanhem os anjinhos...
Vejo as nuvens baloiçar na lua.

Não sou como tu qu' a noite dominas,
Só gosto da noite entre as flores.
De lá, posso ver as nossas cortinas
E asas dos insectos aos amores.

Começa a cantar a cotovia!
Lav' a alma como lira ao vento
E soluça com grande harmonia,
Na escala dos suspiros, atento.

Então, canta o melro em delírio,
Suspira, soluça, anseia, chora,
Outro pássaro canta, assobia...
Todos saúdam a nova aurora!

É negro, sombrio o firmamento,
O horizonte 'sta a clarear.
Já não durmo e vou sentir tormento...
Mas... Boa noite! Só, a passear!

Modesto


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A ROSA DO MEU SONHO
















Pra apanhar uma rosa me debruço
No muro ao crepúsculo e não desço,
Vem aurora afogada em soluço
Abrilhantar a pena de que padeço.

A rosa foi o começo do percurso ,
Tinha na memória o que esqueço.
Seria o amor onde me embuço,
Ou o pólen de luz onde entardeço?

Ó rosa vermelha, ó minha calma,
Escrava da esperança que suponho,
Leva-me cativo na serena calma!

Não tens pena do risco que me imponho
Mesmo que ele liberte o meu sonho?
Fico cativo de quem me prend' a alma,,,

odesto                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

sábado, 28 de janeiro de 2017

COISAS QUE NÃO QUERO






















Não me peçam coisas que eu não quero,
Que são coisas rameiras inimigas,
Vestem-me de luto e desespero,
Só transportam mentiras e intrigas.

Não me peçam palavras carregadas
De tristeza, de dor e sofrimento.
Quero sentir e ter por desejadas
Promessas boas a cada momento.

Lâminas afiadas, cujo gume,
Tudo cortam e queimam como lume...
Então, não peçam coisas escabrosas.

Façam que volte a ser criança,
Que acredite e tenha esperança
E só diga palavras luminosas.

Modesto

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

SONETO






















Amo o soneto, amor florentino
De tanta jóia de lirismo alado
E de tanto pensamento cristalino,
Tanto amor, tanto ideal sagrado.

Nele, Petrarca - o lírico divino -
Deixou gemer o seu coração rasgado.
Tasso cantou o seu mísero destino.
Dante, o sonho d' amor do seu passado.

Teve, nele, o cantor do paraíso,
Descanso às suas últimas visões...
Deu-lhe Bocage o choro e o riso.

Antero, num mundo d' interrogações,
E tantos outros... O que nem é preciso
Lembrar, 'inda, quanto o amou Camões!

Modesto

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

VIVER



















Viver é saber como se caminha,
Como a vida quer ou como chama.
Viver, sentir a vida pequenina...
É a vida sonhada de quem ama.

É como ver a quimera erguida,
Sonho febril a soluçar de rastos.
É ter a dor humana tod' a vida
E ir chorando nos teus braços castos.

É a luz e os cardos ir beijando
Como alguém que nos venha amando...
É esperar a morte docemente.

O mistério da vida nos leva
Pelo sol, perdidos na sombra-treva,
Com a alma a cantar alegremente.

Modesto

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A NOITE À BEIRA DOURO

















Bem devagarinho a noite dorme,
Que não se acorde em sobressalto.
Um manto de sombra denso, informe
Faz com que durma e que sonhe alto.

'Stou junto ao Douro que também dorme
Sobre um leito d' areia basalto...
Branca de neve a serra enorme,
Lembra um tigre preparand' o salto.

Dorme o vale em flor, dormem as casas,
Não há rumor nem frémito de asas,
Nada perturba esta noite calma.

Dormem as rosas, bem como os cravos
E as abelhas sobre o mel dos favos...
So não durmo eu: Observo com alma.

Modesto

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

IREI MORAR NOS TONS DA ALVORADA



















Eu fugi do fogo incandescente
Onde a paixão expande fulgor
E vesti-me contrito, reverente,
Com gotas orvalhadas de amor.

O amor é singelo, mas candente,
O amor intenso de esplendor.
Muda coração duro, inclemente
No singelo nascer de uma flor.

O meu caminho prá eternidade,
Liberto das floreiras da vaidade...
Num lindo roseiral terei morada.

Eu irei florir, por santo alento,
Num bom lugar da cor do firmamento,
Na paz dos tons que há na alvorada.

Modesto

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O CAMPONÊS


















Como folha a cair no deserto,
Suas resistências vão caindo
Em gotas de suor, peito aberto
E um grito d' esperança sorrindo.

Rude labor d' enxada consumido,
Seu sangue dá sangue ao sonho certo,
Esp'rança do trabalho assumido
Na sede da semente que vem perto.

As amargas lembranças doutros anos
Aparecem com os seus desenganos...
Espera um ano bom e chuvoso.

O amor à terra não vai sem húmus,
As águas da manhã movem os rumos...
E deixa o seu campo generoso.

Modesto

domingo, 22 de janeiro de 2017

FOLGOR FRIO

























Quando, à noite, no céu se levanta
A luz do luar, nos caminhos quedos,
A minha intensidade é tanta
Qu' até sinto o Cosmos nos meus dedos.

Abro a porta dos sentidos tredos,
Minha mão torna-se dona de quanta
Grandeza do Orbe e seus segredos,
Todas as coisas íntimas suplanta.

E penetro, ausculto e invado
O infinito indeterminado
No paroxismo e na histeria

E ouso transpor o átomo rude
Para o espaço da plenitude,
Mudando a rutilância fria.

Modesto

sábado, 21 de janeiro de 2017

SONHO JUVENIL

























Versos de púrpura, sonho ardente,
Fios tecidos... manhã radiava
D' azul com belo sol adolescente,
Sonho que resplendia e cantava.

Com vida cansada mas ascendente,
Juventude...Mil voltas superava,
Num mundo de resplendor renascente,
Sonoro, multicor... eu lá vibrava.

Minha musa magoada e langue
Reflete o estudo no meu sangue...
Tonto de luz, sai o primeiro verso.

E, no meio de sonoras luxúrias,
Com grande ardor de rimas purpúreas,
O meu sonho esvoaçou disperso.

Modesto

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

QUÃO BOM VER CRIANÇAS!

















Andei em longos passeios distantes,
Vi palácios, grandes monumentos,
Praças soberbas, capitais gigantes,
Belezas artísticas e portentos.

E vi, em tod' a parte, os semblantes
Com dores, lutos... enormes tormentos.
Encontrei coisas mais cruéis que dantes,
Práticas de risos... são desalentos!

Mas, cheguei a um pequenino porto
Que tinha consolo, calma, conforto,
Lá s' anima, enleva... maravilha!

Há encantos qu' a criança habita,
Um promontório do céu, bendita...
Junto ao berço, uns pais com a filha!

Modesto

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A FADA DA NOITE



















Breve momento, comprido dia
De incómodos, penas e cansaço,
Já me poss' entregar à poesia,
Mesmo com corpo alquebrado, lasso.

Janela aberta, à luz tardia
Com a lua a clarear o espaço,
Estrelas no céu numa noite fria,
Vejo a fada vir com leve passo.

Chegas! Teu ósculo me vivifica,
Já posso escrever, só do que fica:
Nas estrelas e lua tu flutuas.

Vais por etérea imensidade,
E meu verso pensado com saudade...
Ficam no papel saudades tuas.

Modesto

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

FLORES DO AMOR

























Vem, amor eterno, anda cá ver
Esta bela flor tangida plo vento.
Traz o amor no som do pensamento
Que soe n' alma de quem o quer ter.

Florais, à brisa da tarde, quem vê?
Nem um ramo de beijos ao relento,
Enfeitiçado d' amor, flor do tempo!...
Vem, não precisas dizer porquê.

São flores pra se ver tão docemente,
Tão parecido, tão leve presente,
Que nós nem precisamos perceber.

Basta o nosso amor desta vida
Saber, amor eterno resumida
Na alma da flor ao alvorecer!

Modesto

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

A VELHA POMBA



















Ela veio beber à minha porta,
Parecia sorrir, ao subir a 'scada.
Eu disse: "Bom dia, pomba marota",
A minha velha pomba depenada.

Entrou, bebeu e não me disse nada,
Voou a custo para o pombal.
Era mote já, não se via nada...
Foi pró seu ninho, pelo seu portal.

Ouvi uma voz dizer-me: "Vou-m' embora,
Sou a felicidade, Só agora
Me lembro da companhia que fiz".

E foi assim, qu' em plena Primavera,
Só quando "partiu" me disse quem era...
E não mais me senti assim feliz!

Modesto

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A VIDA EM ARCO-ÍRIS


















Que nosso amor seja assim leve
Com' é leve o riso da criança
Na campina feita branca de neve
E seu correr pelos montes se lança.

E, s' este amor tivesse vida breve
 E sua brevidade fosse mansa,
Qu' eu encontre a folha que s' escreve
Como a pluma que no ar balança!

Porém, se um dia, sem mim, partires,
Brilharão sempre como arco-íris
Os meu olhares assim deslumbrados.

No entanto, não seguirás sozinha,
Levas contigo uma coisa minha:
Eu lembrarei sempre os teus cuidados!

Modesto

domingo, 15 de janeiro de 2017

ÀS VEZES HÁ SOMBRAS



















Parece que voltou, não sei de onde,
Quero refazer-te mas não sei quando.
Às vezes pergunto, não me responde
O celerado amor, vou... sonhando!

É que nem sempre tudo corresponde
Ao eco do amor que me vais dando
E, no silêncio, ele s' escondo
No grito de amor, às vezes brando.

Parece a estação do fim de linha,
No céu, não se vê uma andorinha
Que me ajude a ver o que se perdeu.

Durante muitos anos foste minha.
Agora, o passado esqueceu?
Já não te lembras de que sou teu?

Modesto

sábado, 14 de janeiro de 2017

SAUDADE DO MEU DOURO DE CRIANÇA

















Saudade do meu Douro transbordante
Que lembra os meus tempos de criança,
Do arvoredo verde, folhudante,
Misturado com verde esperança.

Saudade dum encontro delirante,
Com ave que nos ramos se balança...
Da lua cheia, luminos' andante
Que espalha luz branca de bonança.

Rio que lembras as minha corridas
Nas areias, hoje, adormecidas
Sob águas - não se vêm jamais.

Ainda me sinto apaixonado
Plas tardes vividas nesse relvado...
Belos tempos que já não voltam mais!

Modesto.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

FLOR COM DEFEITO























Era a flor mais simples, coitadinha,
Qu' até nem merecia, mas lá 'stava,
A sua timidez de longe vinha,
Já no botão o defeito estava

Nem s' atrevia a ver quem passava,
´Stava presente longe da rainha -
Rosa esplendorosa que reinava -
Vivia no jardim, nada mais tinha.

Até do sol ela se escondia,
Porque morrer é o gostaria:
Era flor que s' acanhava inteira!

Eu sorria-lh' o melhor que consigo,
Mas ela nada queria comigo...
Visitava-a, não por brincadeira!

Modesto

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

PÁSSARO DE JARDIM

















Pousou na cana um pássaro,
Pousou para descansar.
A cana 'stava num pátio,
Não foi capaz de cantar.

Com pensamento no ninho,
Precisava de voltar.
Dar de comer ao filhinho,
Comida foi procurar.

Pássaro, sinal d' amor,
Jardim, pássaro e flor,
Sem isso não é jardim.

Um pássaro cantador
Faz passar qualquer rancor,
Como som de bandolim.

Modesto


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O FRIO DE INVERNO

















Manhã de Janeiro fria, molhada
E o Inverno vem-nos assim sacudir.
Há fogueira, por vezes, apagada...
Saudades do Verão 'stou a sentir.

Outono deixou árvores despidas,
Depois veio frio, as invernadas,
E as noites a gelar nossas vidas,
Com o vento soprando rabanadas.

Guardo as lembranças do Verão,
Tudo faz alegrar o coração,
É estação quente e colorida.

Ver crianças a correr e brincar
E eu fico sempre a esperar
Que venha o melhor pra nossa vida.

Modesto

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

COMO PÁSSARO FERIDO














Na minha juventude voava alto,
Quando a vida só tinha ilusões.
Agora, arrasto-me plo asfalto,
Em voos rasantes, rentinhos ao chão.

Foi um tempo lindo e foi bem vivido
Não havia frio nem lamentação.
Agora, sou como pássaro ferido:
Não voa, por mágoa no coração.

E, assim, vou seguindo o meu caminho.
Perdi o norte, não voltei ao meu ninho
Pra reviver o que tanto me apraz.

Tanto voo pró sul, como vou pró norte,
Sem estar à espera de nova sorte,
Basta-me viver com coração em  paz.

Modesto












segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

TARDE DE FESTA MÁGICA



















Donde vem este acender do céu,
Beleza dum entardecer de cobre?
Tive de tirar das nuvens o véu
Pra ver a paisagem bela e nobre!

Chamas coloridas - vermelho verde
Iluminam o ar dum outro sol.
Reflecte azul na planície verde
E nas montanhas surge o arrebol!

É festa mágica a minha vida,
Com fogo que ilumina a terra.
Coração de lâmpada acendida
Que alumia a luz que encerra!

Fui plos campos na noite estrelada,
Com braços abertos e face nua.
Área ingénua bem cantada,
Falando da noite, campos e lua!

Modesto

domingo, 8 de janeiro de 2017

RECORDAÇÕES DE JANEIRO

















Era um lindo baile de Inverno.
O salão enfeitado a primor.
Elas de vestido eles de terno,
Só se dançava com pares d' amor.

Lembro que meu par tinha um' irmã.
D' entre as flores, uma delas tirou,
Gesto bonito que me fez seu fã,
Pois, gentilmente, a flor m' ofertou.

E o encanto daquele momento
Que fez transbordar o meu sentimento,
Porque, na vida, nada é eterno.

Tinha um lindo vestido vermelho,
Com flores de inverno ao espelho...
Não mais esqueci aquele Inverno!

Modesto

sábado, 7 de janeiro de 2017

A ÚLTIMA ROSA















Esta pode ser bem comum história,
Sem grande valor, ou até banal.
Mas a vida, na sua trajectória,
Deixa-nos n' alma profundo sinal!

E ela tem sempre alguma glória
Pois é sensível como cristal.
Eu reforço, também, sua vitória,
Porque também sou bem sentimental!

Pois hoje descobri no meu jardim
Última rosa que nasceu pra mim
Com pétalas brancas e é formosa!

Ao vê-la, enfrentou-me com desdém...
Mas que ela pouco dura, sei bem:
Rosa em Janeiro? És corajosa!

Modesto

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

OS TRÊS REIS MAGOS



















Conta a história qu' os três Reis Magos
Eram: Baltazar, Belchior e Gaspar,
Percorreram muitos desertos e lagos,
Viajaram muitos dias sem parar.

Orientados pela estrela guia,
Numa manjedoura foram encontrar
O Cristo, o Filho de Deus que nascia,
Pra todos os povos do mundo salvar.

Só que não sabiam, estes três Reis Magos,
Que neste mundo havia descalabros
Que continuaram até nossos dias!

E a Paz não reinou em todas as terras.
Jesus é a Paz, os homens fazem guerras:
Não creram que Jesus era o Messias!

Modesto

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

POESIA DO INVERNO
























A Natureza, veste-se de branco
Como meus cabelos. O tempo gela!
Há um silêncio frio e franco...
Vejo árvores nuas da janela!

Como meu coração sem teu afago,
Cantando a solidão que o vela,
Só há uma poesia que trago:
O sonho de ver no céu uma 'strela!

A tormenta acalma seu furor
E assim amaina a minha dor...
Mas fui deitar-me sem ver as estrelas!

No teu peito repousei, meu amor,
Suav' aconchego o teu calor...
E nosso barco enfunou as velas!

Modesto

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

TARDES DE INVERNO



















Tardes d' inverno, poemas cristalinos!
O vosso arrebol é grande mistério:
Raios de luzes opacas mas divinos,
Nuvens coloridas com manto sidéreo!

Astros diáfanos tão brandos e finos,
Brancas imagens - paraíso etéreo...
Lembram as harpas dos encantados hinos:
São canções da tarde, como som aéreo!

Brisas suaves, variações amenas,
Bandos errantes só de aves pequenas,
Lírios do vale, nenúfares do lago!...

Tardes de inverno que sois tão pequenas,
Quando dais chuvadas que sejam amenas:
Sois um prodígio singular e mago!

Modesto

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

VISITA A BELÉM

















Ouvi dizer Belém! E um inseguro
Empurrão me arrastou, por um momento.
Como um cego, palpei aquele muro:
Quase sem respirar, estava lento!

Por um chifre rocei, súbito e duro:
Eu fiquei pasmo e ele violento!
Pessoas alegres, lá pelo escuro,
Cantavam umas, outras em movimento.

Senti um doce medo, mas distraído,
Resvalei na palha... Já tinha nascido
O Menino que toquei - tanto queria!

Pasmei ao vê-Lo, por achar tão querido!!
Senti-me renascer, perant' o Nascido:
Era o Menino Deus que me sorria!

Modesto



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

UMA BÊNÇÃO PARA A VIDA















Meu Pai, desce! A noite baixou mansa.
Nenhuma nuvem se vê mais no céu,
Onde estão, a negra dor descansa,
Aninharam-s' aqui, no peito meu.

Quando morreste, eu era criança,
Balbuciava, sim, o Nome Teu,
Ainda conservo essa lembrança:
O Sofredor que por mim padeceu!

A noite é clara, eu estou sentado,
Não me deixes , aqui, abandonado...
Corta o frio d' alma comovida.

Dos meus males, o coração padece.
Vem a mim, façamos a mesma prece:
Tua bênção, Meu Pai, me dará vida!

Modesto

domingo, 1 de janeiro de 2017

PRIMEIRO DIA DO ANO



















Vou dar-vos a boa nova:
O Novo Ano chegou!
Dá pra 'screver essa prova:
A multidão saudou!

Os votos são renovados:
São votos de esperança,
Com sonhos ressuscitados,
Desafio que se lança.

Hoje tudo é possível,
Basta ter fé no Credível,
Seguí-Lo sem ser forçado

Ele não será visível,
Mas motiva o incrível:
Um ano abençoado!

Modesto

ORIENTA-ME, ESTRELA DA MANHÃ !

Eu te procuro, doce estrela a manhã Que no lusco-fusco d' aurora 'stá desperta, Por vezes, no meio de nuvens c...