quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A NOITE À BEIRA DOURO

















Bem devagarinho a noite dorme,
Que não se acorde em sobressalto.
Um manto de sombra denso, informe
Faz com que durma e que sonhe alto.

'Stou junto ao Douro que também dorme
Sobre um leito d' areia basalto...
Branca de neve a serra enorme,
Lembra um tigre preparand' o salto.

Dorme o vale em flor, dormem as casas,
Não há rumor nem frémito de asas,
Nada perturba esta noite calma.

Dormem as rosas, bem como os cravos
E as abelhas sobre o mel dos favos...
So não durmo eu: Observo com alma.

Modesto

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