terça-feira, 31 de dezembro de 2013

CAI A NOITE












Ao cair da tarde, furta-cor sombria,
Nasce no alt' o luar qu' o céu escala,
Veludo róseo qu' enegrece o dia...
Um cão uivante, um corvo que cala.

Negra treva pavorosa me invade!
Vislumbro o medo que m' explora forte...
A alma poética canta covarde
O temor tredo de encarar a morte!

A noite avança e o que antes era
Uma aventura, desfez-s' em pavor,
Caminho agora, já sem primavera,
Nas entranhas de um vulgar tremor!

A idade vence o aventureiro moço,
Que anos antes lutava com ardor.
O poeta agora imerso num poço,
Treme, tem medo de matar o amor!

É o silêncio da noite chegando,
Que enche o meu coração de espinhos.
Depois dum dia inquietant' amando,
Arrasto amargor pelos meus caminhos!

Modesto




segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

FIM DO ANO, NOVO ANO
























Este ano está a acabar
Mas outro vai começar!
Amei com o coração,
Mas, às vezes, como bolas de sabão!
Acalentei a vida e ofereci cuidados,
Mas, às vezes, também teci pecados!
Esperei o sol para o contemplar,
Mas... também chuva para estragar...
Desejei paz!
Mas, no dia a dia... "tanto me faz"!
É que não gosto de águas paradas...
Persigo o movimento das estradas,
Porque não quero chegar ao fim,
Sem ondas dentro de mim!
Acalentei, esperei, gostei do desejo
E transformei cada momento num ensejo!

Que o Novo Ano traga vida sossegada:
Logo pela manhã, seguirei a estrada.
Não vou atrás da ambição
Que é filha da rebelde ilusão.
Espero da vida o ar da montanha,
Rebolar por ravina estranha...
Quero flores do campo para cheirar,
O sol poente espelhado no olhar...
Da vida quero gesto brando,
Vê-la contemplativo e manso!
Gosto de ver o rio sereno
E levar o dia a dia ameno.
Estimo e desejo a liberdade,
Quero paz e claridade...
Mas continuo nas asas da ilusão,
A doce face da imaginação....

Modesto

sábado, 28 de dezembro de 2013

É A VIDA QUE PASSA






















Ano velho, estás a embaraçar
O sabor das carícias já mortas!
Ano novo, já estás a cantar
As ilusões e ofertas tão mornas!

Ano novo que estás pra nascer,
Como uma 'strela amanhecendo...
Ano velho que estás pra morrer,
Não deixas muita pena fenecendo...

Ano brotando e ano partindo
Com seus madrigais e sonhos febris!
Sois folhas secas, janelas abrindo:
Sonho de vida... Que seja feliz!

Modesto

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

NAVEGANDO NO TEU MAR














No abrigo do teu peito repousei,
Qual viajante, com frio, desolado.
Busquei refúgio, senti-m' amparado
P'lo suave aconchego e... gostei.

Sem medo, deitei-me nas tuas estrelas,
Numerosas, impossíveis de contar.
Ao navegar pelos teus olhos de mar,
Logo meu barco estendeu suas velas.

E penetrei nas tuas fortes correntes,
Com esp'rança de encontrar o teu cais.
Pra me aconchegar e não partir mais,
Pegando no leme com unhas e dentes.

A tormenta acalmou o seu furor,
Mas o teu cais minha dor ia minando,
Vi teu peito aberto me refrescando
E acolher-me nos teus braços d´amor.

E não houve mais tormentas violentas.
Foi o prémio de poder navegar
No oceano dos teus olhos de mar...
Fiquei feliz por passar fortes tormentas.

Modesto

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

DIA DE NATAL



















Jesus deu-me um presente de Natal!
Ele deu-me o melhor: O Seu Carinho!
Que graça teria a festa, afinal,
Sem meus filhos, minha casa, pão e vinho?

Foi Ele que veio na noite de ontem!
Deu-te o presente que te mandei?
E... todos passaram bem? Ora contem...
Ele abençoou-vos, como eu contei!

Nesta noite, nasceu no meu coração!
Tenho a certeza que Jesus m' atendeu.
Pedi-Lhe que me desse mais devoção
E à família, eu sei, também deu!

E agora é tudo maravilhoso!
Jesus dá tudo: Basta saber pedir.
Eu já pedi alegria! E... venturoso,
Pedi aos homens prá 'prender a repartir!

Há muita gente a estender a mão!
A estrela está a sinalizar:
Já qu' Ele nasceu no nosso coração,
Sigamos a estrela: Vamo-nos dar!

Modesto


                                                                                                                                                                                                               

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

É NATAL

















Na cidade de David, nos nasceu
O Salvador,
O Cristo Senhor.
A maior esperança que o mundo recebeu,
O melhor presente que Deus nos deu.

Numa humilde manjedoura,
O Menino Deus,
Já prometido outrora,
Escreveu na história da humanidade,
A história da Verdade...
Jesus veio à terra
Vencer os preconceitos e a guerra.

Um ser humano Divino
Veio libertar o nosso destino.
Veio cumprir Sua Missão
De nos dar a Salvação.
Por causa do Seu grande amor por nós,
Podemos ouvir a Sua voz.
Fez de nós filhos de Deus.
Ele é o Cristo,
Como tudo estava previsto.

Modesto

domingo, 22 de dezembro de 2013

EMANUEL


Antes do Natal, a vida era cruel!
Deus estava acima de nós,
Ou adiante de nós...
Mas, hoje, tornou-Se Emanuel!
É Deus connosco na nossa natureza,
Na Sua graça e na Sua bondade...
É Deus connosco na nossa fraqueza,
E, na Sua misericórdia,
É Deus connosco na ternura e na afectividade!

Como podes estar ainda comigo?
Pequeno como eu,
Fraco, nu, pobre como eu...
Tudo como eu,
Tomando do que é meu
E dando-me do que é Teu...
Tornaste-Te meu Amigo!

Eu que jazia sem luz,
Eis que desceu,
Para o que era Seu
E o Homem não O recebeu...
Vem a mim, Jesus!

Hoje, Ele desceu
Para ser Deus connosco,
Vindo do Céu,
Mostrando o Seu
Pequenino rosto,
Pôs Suas mãos 
Nas minhas mãos...
E tornou-Se Deus connosco!

Modesto

sábado, 21 de dezembro de 2013

EIS QUE VEM!...






















Eis que ouço a voz da minha amada!
Eis que chega cansada
De correr pelos montes e colinas!
Esperando, espreitando,.. te inclinas,
Saltas como a gazela
E brilhas como a mais bela estrela!
Vem ter comigo, minha amada!
Levanta-te, vem... Não penses em mais nada.
Vem! A chuva já foi embora,
Senti a tua demora,
Pois já desponta a aurora!...
Na terra, nasceram flores!
Chegou o tempo das canções!
Voam, nas montanhas os açores
E unem-se os corações...
És como a pomba nas fendas do rochedo,
Escondida nos penhascos...
Deixa-me fixar teu rosto sem medo,
Ouvir a tua voz
Com seu som encantador!
Vem... e ficamos nós,
Nas sendas do amor!

Modesto

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

SENSIBILIDADE
























Percebo a beleza das palavras,
Pela essência do teu olhar
De quando te libertas das amarras
E mostras a força do teu amar.

Um rosto bonito... é só um rosto...
Precisa ser belo como a flor.
Vê-se a beleza, não o desgosto...
É uma fortaleza o amor!

É preciso ser mais, ir mais além
Buscar o profundo e o intenso,
Ter personalidade, ser alguém,
Ter sensibilidade e bom senso.

É nunca exagerar na vaidade
Como "quem procura sempre encontra".
Vive a vida com profundidade...
Quem assim age, verdade encontra!

Modesto

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

DESENCANTO
























É a tarde que foge e são medonhos
Os esforços que faço pra ir buscá-la
Pois quero contar-lhe todos os meus sonhos
E pedir-lhe um sorriso ao fitá-la.

Mas... silenciosa, ela de mim zomba
E nem sequer me estende a sua mão!
Sua tristeza já é fruto da sombra...
Isso entristece mais meu coração!

Quero luz! Mas sei que a noite existe
E é um tempo tão lento e tão triste...
Ó tarde, tens um horizonte que arde!

Lá vai ela, de soluços carregada.
Deixa a lua que não alumia nada...
Deixa cores de beleza... Pobre tarde!

Modesto

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

DESENCONTROS
























Marcando os meus encontros
Comigo, nas alvoradas,
Vou tendo os meu encontros,
Nas manhãs desencontradas.

Sonho qu' está tudo pronto
Dum outro dia passado,
Mas preparo o encontro
E está desencontrado.

Eu próprio, vou andando...
Se lá chegar... não sei quando...
O amor é minha fome!

Pouc' importa entardecer,
Se n'aurora hei morrer
Deste mal que me consome!

Modesto

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

MÁGOAS AO LUAR
























Luar transbordante nas montanhas
Mostra a paisagem na noite vaga,
O meu pensamento assim divaga
Por sensações, cada vez mais estranhas.

Minhas dores sofridas são tamanhas
Qu' apenas a solidão 'ind' afaga!
Morrer pode ser uma boa paga...
Mas... vejo claridade nas campanhas...

Lutar com o passado, é inútil,
Por mais que tenha tido amor fútil,
Fez muitos estragos, fera audaz!

Lua que ilumina, hoje plena,
Única esperança que m' acena...
Meu pobre coração não satisfaz!

Modesto

domingo, 15 de dezembro de 2013

AMOR SUBLIME
























Quem me dera a esperança
Da minha alma de criança
A perfumar o meu dormir!
Quem dum sonho me acordasse,
Com um beijo me embalasse,
Amor me fizesse sentir!

Mãe, vivi o teu meigo afecto
Como a rosa num deserto,
Regad' em jarra de cristal!
Havia nítida 'sperança,
Nesta meiguice de criança,
Livravas-me de tod' o mal!

Eu dizia ao infinito
Qu' o amor de mãe é bendito,
Aquece como cobertor!
Quem sabe se tu sentias
Como compunhas melodias
Tão sublimes como amor!

Teu perfume 'inda m'extasia,
Nas auroras e luz do dia,
Afugentando 'scuridão!
Apertavas-me no teu peito,
No doce quente do meu leito,
Embalando meu coração!

Fiz minha vida ambulante...
E até naquele instante,
Deste dicas pró meu destino!
Do céu mostras-me teu olhar
Sublime, doce afagar,
Como quando era menino!

Modesto

sábado, 14 de dezembro de 2013

FAZ ISSO HOJE



















Começa hoje a construir - é urgente!
Seja o que for: Choupana, catedral...
Trabalha a pedra, o barro ou a cal:
Regressa à tua fonte, tua nascente!

Não podes deixar que se perca a semente,
Ao arrancar as ervas ruins do teu quintal.
Mas vai: Faz de uma rosa um roseiral,
Sem perda de tempo, agora, é urgente!

Vai: respeita o teu amigo, o irmão...
Perdoa, mesmo que ninguém peça perdão,
Ajuda-o a pôr o trigo no celeiro.

Ensina-o a trabalhar com alegria,
A ouvir cantar a rola, a cotovia...
Antes de semear, que cultive primeiro.

Modesto

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O CANTO DO ROUXINOL
























Deus, criando o mundo, a Natureza,
Como Supremo Poeta, fez do nada:
A cor, a luz, o som... e a singeleza
Qu'há na flor vicejante e perfumada.

Fez a policromática realeza
Dos pássaros a voar em revoada,
Com suas canções de mágica beleza,
Fazem a sinfonia da alvorada.

É lindo o gorjeio de um canário!
O som da cotovia é legendário!
Mas, como o encanto do girassol,

O mais sentimental, o do meu encanto,
O que me ficou ressoando, foi o canto
De um sonoro, plangente rouxinol!

Modesto

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

VISÕES INACESSÍVEIS
























Olha para o mundo inacessível
Onde astros e águias vão pairando,
Donde se ouvem melodias tocando
Sinfonias de amplidão aprazível!

Alma nenhuma, que não seja sensível,
Que não tenha pés para ir dançando
E a região secreta desvendando,
Não pode apreciar beleza incrível!

É preciso que tenha asas e garra,
Para ouvir uns ruídos à fanfarra
Do mundo das almas augustas e fortes!

É preciso subir íngremes montanhas,
Endurecer-se ente visões tamanhas,
Com sentimentos bem subtis e que gostes!

Modesto

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

VEM, SENHOR JESUS!
























Não sei, Senhor, qual o dia escolhido,
Estou, pois, sempre atento e a velar,
Como Vosso escravo preferido,
Já qu'o Vosso gesto é vir e salvar!

Senhor, espero em paz e quietude,
Com grande ânsia em meu coração!
Sois sede de invencível beatitude,
Vossa chama faz viver em mutação.

Vinde depressa, ó meu Senhor dulcíssimo
E transportai meu coração sedento
Para junto de Vós, no céu, ó Altíssimo,
Onde Vossa santa Vida tem assento.

A vida na terra é só agonia,
Meu coração prás alturas foi criado,
Meu plano de vida não s'importaria,
Minha Pátria é o Céu: Foi-me dado!

Modesto

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O POETA



















Qual o poeta que não sabe meditar
Na luta entre a pena e a rimada,
Não se cala nem se procura emendar
Quando enxerga as coisas de má toada?

O bom poeta conhec'os anseios quentes
Da natureza viva  e a espreitar...
Como suas paixões são desejos ardentes,
Mente afiada... Cria vid' ao recitar.

O poeta endurece no sofrimento,
Sabe rir, entre a lágrima e lamento
E derrama no papel a sua tristeza.

Sim! O poeta goza com merecimento
Quando seus versos envolvem por momento
O leitor, revelando sua destreza.

Modesto

domingo, 8 de dezembro de 2013

Ó SOL DE SANDE!



















Ó sol que brilhas tão alto,
Preciso do teu calor:
Do qu' aquece o asfalto
No Verão abrasador.

Ó sol do meu cansaço,
Diz-me por onde andaste:
Se deste o teu abraço
A Sande, s' a encontraste?!

Pois, sol, eu vou-te dizer:
É a saudade, o pranto
Qu' aos poucos me faz morrer,
Qu' eu versejo e lhe canto.

Ó sol, vê a outra margem:
De ti já nem tem o cheiro!
O Douro põe-lhe paisagem...
Sande inda é soalheiro!

Vê tu, Sande, qu'eu não vejo,
(Se teus lábios fossem meus!)
Tu dar-lhe-ias um beijo,
Beija-la-ias?... Meu Deus!

Modesto

sábado, 7 de dezembro de 2013

ROSAS BRANCAS



















Eu cultivo rosas brancas,
Com júbilo em Dezembro
Para ti que bem me lembro
Das tuas caras mãos francas.

Mas és cruel, me arrancas
O coração, mesm' ao vivo!
Lembras cardos que cultivo...
Mas cultivo rosas brancas.

O sol traz-me as lembranças
Que planto em tod' o lado,
Mesmo no fundo do lago
E no jardim das crianças.

Tu, ao sol da manhã, plantas
A rosa que vai nascer,
Por milagre, luzir quer...
Mas trata-me bem as plantas...

E andamos nestas danças,
Com mil pétalas de calma,
Com flor-de-lotus na alma,
A respirarmos bonanças.

Modesto

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

TU SABES QUEM EU SOU




















Ninguém procura saber,
Só tu sabes quem eu sou.
Sou a luz da chama a arder,
Quando o fogo s'apagou.

Por encantos ou feitiço,
Ou porque tenho 'sperança...
Sou a presa do capricho
Que me anda na lembrança.

Sou pessoa de bondade,
Nós dois numa unidade,
Como rosas num jardim...

Sou a abelha na flor
Em busca dum grand'amor
Que brinca dentro de mim.

Modesto

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

JÁ POUCOS DIZEM "AMO-TE"




















Agora poucos dizem: « Como te amo!».
Talvez porque quer safar da memória
As recordações dum amor de engano
Que se transformou numa velha história!

Então, porque é que eu 'inda me'ufano
De morrer de amores, mesmo sem glória...
S'o que era sagrado virou profano
E o amor a brincadeira secundária?

Eu nunca quis transpor versões proibidas.
Sempre usei todas as formas permitidas
E as paixões não descuidei jamais.

Hoje, padrões de amor foram vencidos!
Então, uso flores em vez dos sentidos,
E procuro amar-te nos roseirais!

Modesto

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

DE PASSAGEM
























Passa vento de Outono
Que vem derrubar a tarde,
Caem velhinhos com sono,
Enquanto a fogueira arde.

E passa o tempo louco,
Derrubando os meus sonhos...
Caem por terra, mas pouco,
Porqu'ainda há medronhos!

E eu caio no vazio,
Comigo o coração.
Vou viajar no navio,
Deus sabe com qu'intenção!

Vou atravessar o rio
No barco dos meus favores.
Já todos tremem de frio...
Agasalho-me com flores!

Modesto

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

SONHOS DA ALMA



















Minh'alma anda a sonhar
Sozinha e acompanhada,
Qu'às vezes vivo a pensar
S'a alma sonha acordada!

Mas sonho é fio d'água
Que se vai entregar ao mar.
Muitos afluentes de mágoa,
Lá se escoam sem parar!

Vou ser simples como a flor
Que sonha sonhos calados:
Há quem morre sem grand'amor
E sonhos não realizados!

Sou como curva da estrada
E sonho que vou mais além:
Sonho sozinho e sem nada
Qu'é tudo o qu'a alma tem!

Meus sonhos são de esperanças:
Quimeras que ceifam as flores
Nas primaveras das crianças...
Mas conservam as suas cores!

Modesto

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

FANTASIA
























O sol já se pôs,
Deu lugar à lua
Que veio maternal
E, numa ronda atenta,
Vigia natural,
Interpreta os sons
Da quadra do Natal...

Quando cai a noite,
Até os próprios rios
Procuram o seu leito.
As águas acalmam,
Tudo é perfeito
E com grande brio.

Aves apressadas
Vão em debandada
Para recolher.
Já canta a rãzada
Que parece afogada
E não se deixa ver.

Cantam nos seu charcos
Girinos batráquios...
Natureza viva.
Nos rios, os barcos...
A pesca se aviva,
Nos meios aquáticos.

Tudo vai descansar.
Já nada quer mexer...
De cabeça a cambar,
Querem adormecer.

Modesto

domingo, 1 de dezembro de 2013

VIGIAI: JESUS VISITA-NOS

















Abro portas e janelas,
Preparo Tua visita...
Sei que nos vens avisar!
Organizo-me atento,
Embora em ritmo lento,
Com intenção d'esperar!

Os ruídos são intensos,
Corrupios são imensos,
Não me deixam T' escutar...
Com os fios do desejo,
Teço a rede do ensejo,
Para poder VIGIAR!

E assim sigo seguro,
Nos vazios do futuro,
Mas com vontade tamanha...
Vou esperar Tua vinda,
Pôr a minha alma linda,
Pra T' encontrar na Montanha!

Modesto

VENDO-NOS AO ESPELHO

O espelho não me diz que envelheço, Enquanto andar junto da mocidade. Mas as rugas vêem meu rosto impresso... J...