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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

POESIA PERPÉTUA






















O poeta dá mais cor e encanto à vida,
Expondo o seu sentimento mais velado
E o seu sonho sai em versos transformado,
Sua emoção em estrofes traduzida.

Com arte, expressando amor, ao poeta,
Que às mãos de Deus foi receber este dom
Da inspiração que verseja em suave tom...
Toca-lhe a alma, reconforta, aquieta.

E é o poeta que irá transmitir
Aquilo que do seu coração quer dizer
E no seu âmago está mesmo a sentir.

E o eco dos seus versos vai saltitando,
Pela linha do horizonte vai descer,
Pelo cosmos se vai então perpetuando.

Modesto

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

FLORES E POESIA



Hoje acordei e queria
Da vida toda a intensidade,
O vento a soprar com suavidade,
Todas as cores da liberdade...
As lágrimas de purificação, se houver bondade
E que os dias fossem todos feitos de amor.
Entretanto, o meu coração no peito bate,
Ao compasso do tempo
E vai sulcando caminhos
Sem o tempo da hora que bate,
Distribuindo carinhos.
E uma brisa ténue
Quase sopra,
Quase névoa
Breve, breve
Tocou-me ao de leve
Com sua graça.
Ficou o cheiro
A esperança,
Quase paz,
Numa promessa
De alegria,
Na realidade
Da poesia.
E os poemas nascem nas mãos,
São carícias, pétalas de flores,
Brisas delicadas,
Beijos na face,
Folhas orvalhadas
E caules sem espinhos.
São como o alecrim
Ou a flor de jasmim
e fontes de carinhos.
Hoje eu queria
Toda a intensidade da vida
Feita bandeira da minha Nação
E todo a gente em corrida
A disparar flores com um canhão!

Modesto




terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SONHO E FANTASIA












Voa, voa, coração
Minha força te conduz,
Amor e sol em minha mão,
Não precisas d'outra luz.

Na 'scuridão vais brilhar,
Quando a noite esconde a luz,
Acende-se o teu olhar
que prá aurora te conduz.

Acorda num lindo dia,
Colhe a mais bela flor,
Traz a força da magia,
Traz-m'o sonho do amor.

Depois do dia nascer,
Em sonho e fantasia,
Traz-m'alegria de viver
E o brilho dum novo dia.

Modesto

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

ESPERANÇA NA CRUZ

















Vi uma estrela cadente
Passar à minha janela.
O seu rasto era ardente...
Fiz um pedido a ela:

Um planeta em paz
Para podermos viver,
E a quem sonha e faz
Qu'a faça acontecer.

Pedi um raio de luz
Para nosso mundo ver,
Qu'a esperança na Cruz
Em nós se pode acender!

Modesto

domingo, 24 de fevereiro de 2013

ESPERA








Senti uma brisa no rosto
Que tinha o teu gosto.
Passou ao de leve
E foi muito breve...
E meu coração afagou.
A chuva caiu-me na face
E deixou-me num impasse:
Serão lágrimas de amor?
Houve arrepio no corpo,
Procurando o teu calor.
Meu coração apertado,
Pulsar disparado,
Queria saltar!
Uma estranha sensação
Sossegou meu coração,
Fazendo-me sonhar!
A minha boca sorriu,
Seus lábios abriu
Procurando-te beijar...
Eu senti que era pouco
E delirei como louco,
Pensando-te tocar!...
Chegaste, então,
E com muita paixão...
Como foi bom esperar!
           
















Modesto

sábado, 23 de fevereiro de 2013

AMOR


















Amor é dos suspiros a fumaça:
Revolto, mar de lágrimas d'amante,
Puro, fogo qu'os olhos ameaça
Ou loucura temperada a cada instante.

Se encontra obstáculos, se altera
Ou vacila ao mínimo temor...
Se a união das almas é sincera,
Nada o impede ou... não é amor.

Amor é um marco eterno dominante
Que encara a tempestade com bravura.
É astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu punhal não poupe a mocidade...
Amor não se transforma d´hora a hora
Antes se afirma prá eternidade.

Modesto

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

AURORA


Aurora, hora cinzenta, áurea hora,
Momento de encontro com Deus.
Transborda na Natureza 
Um plasma divino, cinzento
Que preenche, a cada momento,
Os seres da Natura Beleza.
Neste contraste entre escuridão e luz,
Parece que se vive um sonho!
E quem sabe onde ele nos conduz!?
A atmosfera aquece
E o jardim floresce
Em áureo rubro que atordoa!
No quintal a erva cresce,
No ar a passarada voa...
A ígnea Fénix nas cinzas faz seu ninho.
A ardente chama à terra desce.
Perante uma desta aurora,
Cuja beleza não é de deitar fora,
A mente humana é fugaz passarinho
Disforme, ambígua... na harmonia que oferece!

Modesto


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

SÓ DE IMAGINAR






















Só de imaginar que a tua boca
Pode juntar-se à minha!... Até me sento
Com uma angústia que me sufoca ,
Em ânsias de ternura m'aturmento.

A alma se revolve toda dorida,
O corpo torna-se todo numa chama.
Ela agita-se de amor escondida
E todo o meu espírito te chama.

Depois, não compreendo esta loucura,
Este sonho d'amor a que me entrego!
Sim, corre-me dos poros água pura
E nas veias corre sangue...Fico cego!

Anoitece, assim, a minha saudade
Enquanto intuo risadas à distância...
Fluem alegres as chamas da verdade
Que o amor expressa desde a infância!

Modesto

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

MEU OLHAR EM TI


Meu olhar, hoje, é diferente dum passado distante,
Ao ver-te, já não sinto aquele aperto no peito,
O meu coração já bate mais compassadamente,
Já não baixo o olhar... Passo adiante,
Não sinto mágoa nem dor, nem sequer despeito,
Já não há tristeza nem choro, como antigamente!

Hoje olho-te à distância do nosso amor imenso
Que nunca foi, nem será nunca ilusão!
Olho-te à distância de um sorriso tenso
Porque és a minha mais doce recordação!

Mas, quando te olho, não consigo evitar a saudade
Da tua presença por trás da minha memória!
Olho-te e sinto em mim aquela verdade
Que me diz que és a minha melhor história!

Modesto

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

MEU ALTAR EM CONCHA















Meu altar entre rocha e girassol,
Meu estro, meu luar de incenso e prata...
Quão humilde é a voz que te retrata,
Mas não desmente a luz do teu belo sol!

Tua imagem forma bela paisagem,
Como uma silhueta ao luar!
Escrevo meus versos para te cantar
Uma canção suave que vai p'la aragem.

Quisera ir mais longe, cantar mais alto
A serena beleza que te envolve
Sobre esse chão sagrado onde nasci:

Onde terra e rio num sobressalto
Justificam essa paz que me absolve
A vida de ilusões que vivi aqui!

Modesto

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

TERRA DA MINHA PAIXÃO

















Nesta terra de esperança inacabada,
Ergui o meu templo de rara paixão,
Meu grande império de desolação...
Fiz, de ti, a minha eterna morada!

Esta terra é também a minha estrada,
O meu refúgio, minha selecção,
O meu silêncio, minha solidão...
Onde minha alma dorme, abandonada!

Neste recanto de sonhos e amor,
Senti carinho junto com paz e dor...
E, de mim, fiz um destino diferente.

Hoje, que me sinto já mais acabado,
Continuas a ser meu lugar sagrado,
Porque, aqui, serei eu eternamente.

Modesto


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

QUARESMA






















Agora é um tempo favorável,
Com um divino dom: a Providência,
Para curar o mundo não saudável,
Dá bom remédio: a penitência!

Da nossa salvação refulge o dia
Na luz de Cristo Rei a fulgurar.
O coração, que já do mal sofria,
A Abstinência o vem curar.

Em corpo e alma, a Abstinência,
Ó Deus, ajuda-nos a guardar.
Para a Passagem , com consciência,
À Páscoa Eterna vamos chegar.

Todo o Universo Vos adore,
Ó Trindade Santa, Ó Sumo Bem,
Novas e boas graças nos console,
Num cântico novo a Vós, Amem.

Modesto

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

SEMPRE A RENASCER


Que importa se restam cinzas,
Quando a chama foi bela e grande?
As nossas paixões são fénixes:
Quando uma morre a outra renasce das cinzas!
Tudo vive, tudo morre para renascer:
Nascer, viver e morrer
É sempre a progredir...
É a Lei da vida que nos faz evoluir!
A vida é um incêndio:
Nela dançamos músicas mágicas...
Qu'importa se restam cinzas,
Quando a chama é bela e alta?
No meio dos toros que desabam,
Cantemos a canção da chama!
Cantemos a canção da vida,
Na sua própria luz consumida.
Eu quero renascer
Numa costa de céu azul,
Para florescer
Como lírio azul
E, então, perceber
Que a vida é pra viver,
Nas montanhas do saber
E na sabedoria do viver,
Para sempre renascer...
E... a única coisa que vou precisar
É a alegria de poder voltar
À Primavera que se deixa cortar
Para, renovada, renascer...

Modesto


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

AMOR E POESIA

















AMOR, Perfeito, Divino!
É dimensão sem medida,
É passeio sem destino,
É a música da vida!

Amor, estrada sem fim!
É não ter que perdoar,
É dizer não, dizer sim,
É tud'o que tem, doar!

Perante a razão se cala,
É ter dor e não sentir,
Mas , no silêncio, fala...
E faz o mundo sorrir!

É sopro de nostalgia,
Canção leve e suave...
É da noite fazer dia,
Saber o qu'o outro sabe!

É melhor que sentimento!
É sussurro de magia...
É da alma alimento,
AMOR feito poesia!

Modesto

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

OLHANDO AS ESTRELAS






















Olhando o céu numa noite escura,
Vejo estrelas de tamanhos mil!
Fico a pensar nesta vida dura...
Que me brinda com um céu de anil!

Olho para o imenso Universo,
Vejo qu'a Terra não é paradigma,
Mas, brincando, sinto o céu tão perto,
Que um dia desvendo o inígma:

Existem outros povos? Ninguém sabe!
Eu, pessoalmente,'stou convencido:
Há vida inteligente que sabe
O que somos, como temos vivido.

Modesto






quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

FEITIÇO DO NEVOEIRO
















Amo-te na realidade que nos traz perdidos
E no fado que perpetua este amor gigante...
Porque tiraram a luz aos gira-sois nascidos
Nesta colina tão ténue mas d'amor pujante?

Em cada metro mal se vê e te mantém distante,
Derramo os meus lamentos pelos meus sonhos tidos
Amando-te, ó mais fiel e devotada amante!
Por amor...pra além dos tempos passados e vencidos.

Em longa espera está no firmamento a lua,
Vem o sol amante acolher a reflectida luz...
Encanta-me este amor a alumiar a rua!

Sejas tu, ó lua, qu'este nevoeiro conduz,
Que eu te darei do sol a imensa luz que actua
Na enfeitiçada alvura qu'ao coração seduz!

Modesto


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

LÍRIOS DOS PRADOS























Ao ver lírios nos prados,
Lembrei-me dos olhos teus.
Agradeço-te aos brados
Por querer os olhos meus.

São belos os brancos lírios
Como bela é tua alma.
Quando choras são delírios
De amor que me dão calma.

Só quero ver o teu mundo
Através da alma franca,
Imagem do teu profundo.

Teu amor é coisa rara!
Qu'eu viva mais um segundo
Pra ver lírios de pétala branca!

Modesto

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

GOZAR A BELEZA DO MUNDO
















No meu paraíso perdido, também, há ocaso!
A flecha seguirá até ao destino final,
Traçou por onde vou, porém agora já me canso!
E o fim de tudo é de ordem passional!

Apesar da água na jarra, morrem as flores,
Estão murchas, o que acrescenta a minha pena,
Ao vê-las tristes e mirradas sem brilho nem cores,
Todas me reclamam! Mesmo a selvática açucena!

Estou consciente que nada vive para sempre, primeiro.
Assim se rege o Universo na Sua Soberania...
Há outra flecha que assinala o paradeiro
Dos sonhos: a de ver, em breve, a tumba sombria!

Tudo isto faz o desamor que traz a saudade!
É esta a história contada num segundo,
Converte-se em letras qu'anunciam a verdade:
Sem gozar da sua beleza, que s'acabe o mundo!

Modesto

sábado, 2 de fevereiro de 2013

VIVER O INVERNO















No inverno vamos para um vagão de muita cor
Com cozinha azul e beijos cor de rosa,
Cada qual melhor.
Tu fechas os olhos para não ver o gelo da frialdade
Nem as sombras da tarde
- Essa monstruosidade,
Colérica noite negra -
Depois, fazemos um jogo baralhado de abertura:
Um pequeno beijo como se fosse uma aranha
Que te corre pelo pescoço...
E tu gritas: "Procura!",
Inclinando a cabeça.
E... demoramos uma eternidade
A encontrá-la,
Porque viaja muito...

Modesto

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

NÃO COM VÃ LISONJA















Não com vã lisonja e brando acento
Me queres enganar, hospede do prado...
Eu não sou aquele que fui: Rigor de lado...
Condenas-me por meu esquecimento?

Nunca cedi ao teu contentamento!
A planta voltou a truncar o arado...
Por mais que do céu mereças agrado
E com amor acaricies o vento,

Anda, passa adiante, colhe flores
De ricas fragrâncias e bem felizes
Dá-lhes teu  doce cuidado e teus amores.

Já que és minha, mais que predizes,
Venha o ar e o sol com seus ardores,
Queimando a esperança às raízes!

Modesto