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terça-feira, 30 de setembro de 2014

CANTIGAS DO CAMPO




















Caminho p'lo campo verde,
Campo de pois da estrada,
Com sebe de flores verde,
Serra azul, água calada.

Vou olhando par' o céu,
Imagem da minha vida...
Tudo é lindo e meu!
Pena andar tão perdida...

Ponho os pés ao caminho,
Vou ver os passos da lua.
'Stou a chegar, meu anjinho,
Minh' alma, sombra da tua.

De tanto olhar pra longe,
Não vej' o que passa perto.
Vou ao monte ver mais longe...
E fico como deserto!

Vou subindo em altura,
Vejo o céu de carmim.
Eu gosto desta candura:
Cai d´alto dentro de mim!

No cimo colh' uma flor,
É o instinto de mim!
Vou dá-la ao meu amor,
Como princípio sem fim!

Modesto


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

DIA DE S. MIGUEL

























Sinto a tua presença
Em cada momento,
Com um sopro de vida e alento,
És, para mim uma bênção!
Abençoas as colheitas
E nosso obrigado aceitas.

Apesar de não te ver,
Nem te poder tocar,
Sinto-te no ar
Que respiro
 E suspiro
Com o coração a pulsar.

Encontro-te na terra, no rio e na fonte...
Sinto-te, ao longe, no horizonte,
Como voo de pássaros
Que, bailando, te cultuam...
Sinto-te no azul do céu
E nas nuvens que nele flutuam.

Sinto-te nas florestas verdejantes,
Na lua que a noite ilumina,
Nas estrelas fulgurantes,
Na fresca água da mina...

Estás também no arco-íris
A reflectir a Aliança
E para nos ajudar vires,
Proporcionando bonança.

Por te sentir , fico contente.
És a inspiração deste verso.
Presente estás no ser vivente,
Na imensidão do Universo.

S. Miguel significa: «Quem como Deus?»
És o defensor do Povo de Deus,
Padroeiro da Igreja Universal,
Defendendo-nos de todo o mal
E acompanhas-nos até aos céus.

Modesto

domingo, 28 de setembro de 2014

SAUDADE
























Saudade é a ausência
De um pôr do sol, talvez.
É ansiada presença
Daquela primeira vez.

É manhã, ao despertar
Dum sonho bom e fecundo,
Àquela luz do luar,
Num amor que calou fundo.

É singela melodia,
Com um encanto, talvez,
Fica-se em sintonia,
Como da primeira vez.

É poema acabado,
Com rimas soltas ao vento...
Ambiente perfumado
Que vai... Mas deixa lamento.

É ausência que se fez,
Uma presença ansiada
E, num instante, talvez,
Fic' a paixão afogada.

Saudade, mais uma vez,
É pensamento confuso.
É mais um sonho, talvez,
D' impulso que não fez uso.

Modesto

sábado, 27 de setembro de 2014

O BELO CISNE II


















Enquanto do seu amor faz a morada
E vai deslizando no lago azul,
Elegantemente a dama cortejada,
Encanta ao chegar dos lados do sul.

A alvorada animou a chegada
Da cisne branca, na relva verdejante.
O cisne sorri ternamente à amada,
Apaziguando o amor errante.

Ela viu-o ao longe no horizonte.
O amor incendiou-se junto à fonte...
Voou sete mares... unir corações!

Ela veio, enfim, pró doce enlace,
Rodopiando saudade face a face...
Ávidos d' amor, afloram emoções!

Modesto

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O BELO CISNE


















Veio de longe, seu voo alcançando
Os montes em flor e as belas campinas.
Nas suas asas brancas vai carregando
Ninfas com o mistério das colinas.

Através do espaço a voz soltou,
Quase entoando música divina.
Tinha saudades e a cantar chegou,
Traiu-o a voz, p'la dor qu' o alucina.

Vem sozinho! Mas, nas águas, majestoso,
Lá se olha, imponente e vaidoso,
Fazendo semi-círculos a nadar!

Como quem dum desgosto se vai 'scondendo,
Vai-se consolando e vai prometendo
Suas mágoas, na água, afogar!

Modesto


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ENLEVO DO MEU CORAÇÃO




















Mariana, tu és uma flor do campo
Que procurei: Deu-me sempre alegria...
Como ela, tu trouxeste-me encanto:
Senti felicidade naquele dia!

Minh´emoção foi tanta e adornada,
No primeiro momento em que te vi...
Pelos teus lindos olhos, Neta amada,
Quando nasceste, contigo renasci!

Quando chegaste, lindo foi o momento!
Tudo parou, até as nuvens no céu...
Meu coração era só ansiedade!

Foi tão intenso aquele sentimento...
Bendito o presente que Deus me deu!
Meu coração transbordou felicidade!

Modesto

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

AS CRIANÇAS DO CAMPO

















As crianças do campo são amorosas,
Ao calor do dia, folgam seminuas...
Arranjam brincadeiras misteriosas,
Na agreste solidão das suas ruas.

E alegram as paisagens as crianças,
Mais cheias de murmúrios do qu' um ninho.
Elevam-nos às coisas simples e mansas
Que lembram as brancas asas d' um anjinho.

Pelas tardes, nas eiras, como eu gosto,
Olham par' a luz brilhante do sol posto
E pensam nas brincadeiras d' amanhã.

P'las noites d' Estio, escutam os ralos
E, de madrugada, o cantar dos galos...
Pressente-se vida activa e sã!

Modesto

terça-feira, 23 de setembro de 2014

MAS... O MELHOR É O SONETO!


























Há quem se perde no barulh' intenso
E a lira afinam p'leo canto vasto...
Eu, no meu alto castelo, me basto
E não me julgo 'streito, mas imenso!

E, nos belos cantos, pouco me gasto!
Digo o que quero e o que penso,
Satisfeito das partidas que venço,
Orgulhoso dos estorvos qu' afasto!

Há quem quer os poemas dilatados,
Amplas visões em versos rumorosos,
Ond' a rima não sai com grandes brados.

Eu, também em outros moldes me meto,
Mas nunca tive gozo nos meus gozos
Que não coubesse dentro dum soneto!

Modesto

domingo, 21 de setembro de 2014

DO DIA PARA A NOITE

















Ao fim do dia exausto me vejo,
Abatido em noite estrelada
Que acolheu meu ardente desejo:
Dormir como criança fatigada.

Já acabei todos os afazeres,
Agora, deito-me no abandono,
Os sentidos deixam os seus queres,
Meu corpo quer afundar-se no sono.

A alma tem quem tome conta dela
E, em voo livre, vai flutuar.
Saiu em círculos pela janela,
O gosto p'la vida vai procurar.

Da vida breve, vem eternidade,
Coisas da vida, a vida dá,
O Ser Infinito dá-nos verdade
E o trabalho volta amanhã.

Modesto

TEMPO DOUTROS TEMPOS




















Aqui estou, só, entre infinitos bardos
De verdes videiras, uvas amadurecidas,
Penso em horas idas, amores passados
E recordo tantas brincadeiras queridas.

Já disse às aves que entoassem cantigas
Nos arvoredos sobr' o rio debruçados.
Às águas, atirei mágoas antigas
Dos bons crepúsculos de rubor adornados.

Tantas vezes adormeci, olhando a lua
A velejar no céu com' uma caravela
Com vontade d' ancorar na minha solidão!

Agora trouxe a lua prá minha rua!
À noite, devagar, abro minha janela,
Para confortar o meu pobre coração!

Modesto


sábado, 20 de setembro de 2014

A TARDE, A LUA E A NOITE


























Debruço-me na madeira da janela,
Fixo o olhar pra lá do horizonte.
A tarde iluminada fica mais bela,
O sol pinta um arco-íris na fonte!

As aves bebem e banham-se nela,
Cantando e voando alegremente.
E a tarde? - Apaixono-me por ela!
É a emoção do meu coração fremente!

A lua, um Cupido de sentinela,
Parece sorrir como uma donzela,
Deixa-me apaixonado pela noite!

As 'strelas vêm beber também à fonte
Que a lua reflecte no horizonte
E a saudade fere-me com' açoite!

Modesto

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

EXOTISMO




















Quando sonhava, num íntimo abandono,
Avisto uma paisagem deslumbrante,
Aureolada por um sol de Outono,
Mas respiro um doce odor abrasante.

Perto, vejo uma indolente ilha
Com belas plantas e frutos saborosos.
Lá, o horizonte - uma maravilha...
E gente boa com homens vigorosos.

A ilha tinha as paisagens mais belas!
Antigo porto das velhas caravelas
Que viriam de países estrangeiros.

E um perfume subtil de tamarindo
Circula no ar e eu vou exaurindo...
Faz lembrar o folclore  dos marinheiros.

Modesto

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O POR DO SOL A SONHAR


























A pura, maravilhosa visão arde,
Como ouro na fornalha se desfaz!
Grave, alegre vai baixando em paz,
resplandecendo vermelh' ao fim da tarde!

Bonito por do sol no céu da fortuna,
Como num mar azul qu' a vida encerra
Na última gota da mágoa da terra,
Um bendito repouso, como costuma!

É um sol que s' esconde já atrasado:
Perdeu-se a brincar no vale molhado,
Claridad' a observar um cogumelo!

Pois acabou-se-lhe o sonho da vida,
N' amargura da claridade perdida...
Mas aquele vale é imenso e belo!

Modesto

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

NO ABISMO


























Abismo em que me perco todo dia,
Sempre à procura do meu ser disperso.
Sou reflexo dum mundo em agonia
Ou de um enorme espelho convexo.

Sou um ser vivente da periferia,
Às vezes emergindo, outras imerso.
Sofro com os outros sem alegria...
Procuro o sentido do Universo.

E perco-me, no meio da correnteza,
Sem bússola para marcar horizontes...
Sou um vai e vem, sem nada ter pendente.

Vivo intumescido na incerteza,
Em planícies e elevados montes,
À procura d' ajuda de boa gente.

Modesto

terça-feira, 16 de setembro de 2014

LÁGRIMA



















Rebola, insiste:
Vai cair no chão,
Secar com o vento!
Lágrima triste
Do meu coração!

Eu vou escrevendo,
Versando beleza,
Só interrompendo,
Por suspiro lento
A minha tristeza!

E, então, transpiro!
Lágrima resiste,
No rosto molhado
E cai par' o chão!
Há mais um suspiro
Mais lágrima triste
Do meu coração
Tão atormentado!

Modesto

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

INSTANTE DA EXISTÊNCIA




















O tempo é como vento,
Leva nuvens, deixa sonhos
Que duram pra lá do tempo
E com momentos medonhos.

Tempo... Silêncios guarda,
Mas acende a lembrança
E, na memória, grava
Tod' o tempo de criança.

Palavras ficam escritas
No silêncio dum olhar.
Aquelas que foram ditas,
Tempo-vento vai levar.

Palavras escrituradas
- Mágoas adormecidas -
São saudades bem vincadas,
Nas ausências 'squecidas.

Poema, brisa do tempo,
É brisa de temporal.
É agitação do vento
Em corrent' a fazer mal.

Em todo' o tempo que passa,
Sou momento corredio,
Fel que transbordou da taça,
Remoínho de um rio.

Sou tempo anoitecer,
Mas vivo com consciência.
Sou também amanhecer,
Instante da existência.

Modesto

domingo, 14 de setembro de 2014

QUANDO SETEMBRO CHEGAR





















Quando Setembro chagar,
O Verão terá passado!
O sol vem-m' acordar
Sem brilho, mas apressado!

Há folhas secas no chão,
Há êxtase de pura cor:
As chuvinhas voltarão,
Propiciando amor!

Foge o calor antigo,
Uma brisa teimará
Tentando brincar comigo
E suave passará!

Quando Setembro chegar,
Novas canções haverá:
Há uvas par' apanhar...
Vindimar começará!

Quando Setembro chagar,
Irei abrir as janelas:
Pró nov' odor respirar
E poder ver as estrelas!

Setembro, nov' Estação...
Já se usa o lençol,
Porqu' os dias ficarão
Com menos força do sol!

Modesto

sábado, 13 de setembro de 2014

PARA CADA AMANHECER


























Senhor, Meu Bom Amigo, Meu Pai, Meu Irmão,
Mais um dia novo que ao meu encontro vem!
Por mais esta jornada, a minha gratidão.
Protege todos os que amo e quero bem.

Qu' eu saiba acolher, sorrindo com paciência!
Eu Te ofereço, no altar de cada dia,
Os que estiverem sob a minha influência,
Trabalho, cansaço, revezes e alegria.

Quando, aos meus ouvidos, soar a tentação,
Seja vida Calvário ou seja Tabor,
Eu encontre luz e força na Tua protecção.
Fica ao meu lado com o Teu eterno amor!

Servir os irmãos, tracei como ideal.
Peço Tua bênção, agora, em despedida!
Eu quero prosseguir e com fronte fraternal:
É Teu mais este dia, é Tua a minha vida!

modesto

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

QUANDO AS FALANGES PRENDEREM





















Virá um dia em qu' o punho vai tremer!
O que será de mim, quando chegar o fim?!
Meus poemas já não poderei escrever...
O que será de mim quando me vir assim?

Verei, então, os meus versos a morrerem:
Morrerá também a minha alma de poeta!
Como será quando as falanges prenderem?
Perco o bálsamo que me faz asceta!

Ainda não sei porque me chamam poeta!
Eu só escrevo saudades do meu viver
E as memórias amargas de atleta.

Tive uma vida linda, leve, quieta!
Faço poemas pra alegrar quem vier...
Sou solitário, absorto, sou... poeta!

Modesto

terça-feira, 9 de setembro de 2014

BONDADE





















Pequena e frágil vive a flor,
Brilho que contamina a dureza
Da vida ao vento, frio, calor,
Mas... corola aberta à beleza!

Como certas almas abençoadas,
Presentes celestes dados por Anjos,
Em condições adversas são doadas,
Pra espalhar o amor dos arcanjos.

Como cada dia, por ti vivido,
Na doação a quem está ferido...
És a bela flor do amanhecer!

Descobres, por um único olhar,
Aquele que, triste, vai a passar...
Aproximas-te para bem fazer!

Modesto





segunda-feira, 8 de setembro de 2014

QUE EU NÃO CAIA NA TENTAÇÃO


















O potencial das minhas relações
Não seja um raciocínio frio,
Não regule nem limite intenções,
Pelo mal do meu calculismo vazio.

Que não julgue dos outros as intenções,
P'las formas que meu carácter definiu.
Se há diversidade de emoções,
Qu' eu não controle o qu' outrem assumiu.

Qu' eu não vá atrás das pressões sociais,
Mas julgue as necessidades reais,
Deixe cada um afirmar seu valor.

Não deixe minh' intuição abafar,
Ir na onda do egoísmo popular
Que mata a essência do amor.

Modesto

domingo, 7 de setembro de 2014

À ESPERA DO ALVORECER




















Vou caminhando na 'strada do viver...
Muitas vezes a escuridão temi!
Sempr' houv' uma voz que me veio dizer:
 - Logo mais, a densa treva sai daqui!

É preciso 'sperar o alvorecer...
Já brilha a esp'rança da manhã!
Há vitória segura, basta crer
E olhar par'a Estrela da Manhã.

Escalando as montanhas do viver,
Esperarei o dia amanhecer
E, com muita fé, a vida prosseguir.

Muitas vezes a noite me envolveu,
Seus lampejos de glória concedeu...
Sempr' acreditei qu' o Sol ia surgir!

Modesto

sábado, 6 de setembro de 2014

A ESTRADA DO TEMPO





















Há um tempo que nem sequer sentimos,
Há tempo que nem nele se pensou,
Também há tempo que nunca medimos
E um tempo que o tempo levou...

Sim, houve um tempo em que sorrimos,
Dif'rente do tempo que se chorou.
Há esses tempos que nunca pedimos:
Tempo reles que a todos calou.

Há tempo mau e tempo bom.. enfim,
Tempo que faz pensar até ao fim,
Tempo que denegriu o coração.

Queremos acumular tempo-sim
E despojarmo-nos do tempo-não:
Queremos é qu' o tempo seja bom.

Modesto

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

OS AMORES DUM ADOLESCENTE





















Na turbulência da vida,
O amor nem sim nem não,
deixa a alma ferida,
Com os picos da paixão!

Sente problemas na vida,
E muita ingratidão.
Sente bem a dor sofrida,
Nem sempr' aceita perdão.

Anda lá pelas alturas,
Voando nas planuras,
Alegre de coração...

Alma com rosas de cores,
Abundância de flores...
Mas, rasteja pelo chão!

Modesto

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A MINHA CASA SERRANA





















Vivi no verde intenso dos pinheiros,
Refúgio das minhas ilusões!
Escrevia versos dias inteiros,
Feitos de sonhos e recordações.

Vivi onde nascem as lindas flores,
Onde há ar fresco, leve e puro!
Foi ali que pensei nos meus amores,
Ganhei raízes par' o meu futuro.

Respirei a noite à luz do luar
Que m' alumiava pra ir prá cama!
O vento melodiava no ar,
P'lo telhado, a lua dava chama.

Era a minha casinha serrana,
Qu' 'inda hoj' é razão do meu viver!
De lá, todo o meu sonho emana,,,
São raízes que não posso 'squecer.

Modesto

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

MIRAGEM




















Ergo-me do aposento,
Qu' é pequeno pró meu sonho,
Abro a porta, me transponho
À lua, no firmamento.

Vej´o sol que dorm' em sonho,
Vou voando lento, lento...
Um propósit' acalento:
Amor em canções proponho.

Ao mundo dou um açoite,
Por estas dores infindas,
Por ter estrelas tão lindas,
Porém, só brilhar de noite!

Volto pró meu aposento,
Pra ornar o meu reinado
Dum grand´amor encontrado,
Com doce contentamento!

Modesto

terça-feira, 2 de setembro de 2014

AMOR AO LUAR













Vejam com' é profundo
O amor naquele olhar!
O maior amor do mundo
É o doce sussurrar.

Felicidade segundo
Amabilidade: dar!
O maior amor do mundo
É corações a sonhar!

Amor terno e profundo
Ap'raceu no teu olhar.
Maior alvura do mundo
É pureza no amar!

É sentir só um segundo,
Numa galáxia voar!
Amor dali oriundo:
Felicidade sem par!

O maior amor do mundo
É meu amor a chamar:
Transforma-me, num segundo,
Num incêndio a lavrar!

Belo é amor no mundo,
Isto quero afirmar:
O mais belo e profundo
É o amor ao luar!

Modesto

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

LISONJA





















Há sempre um adulador,
Néscio, inconsciente
Que o faz com cert' ardor
E aplaude o que sente.

Outras vezes esse actor,
Acção que não compreendo,
Adula, of'rece amor
E algo que vai correndo.

Duvidosas intenções,
Sabiamente fingindo,
Elogios, ovações...
Das suas culpas fugindo.

E que faz o adulado?
Vai recebendo incenso!
Depois, fica admirado
Com seu pensar em suspenso.

Acha qu' aplausos merece,
Deturpa a consciência!
Que na vaidade tropece...
Não esqueça a prudência.

Modesto