Follow by Email

terça-feira, 29 de novembro de 2011

VEM COMIGO VOAR

Voo nas nuvens ao encontro do amor,
Levando no coração saudades e dor,
Grande ansiedade em te abraçar
E o desejo de tua boca beijar.

Quero ser objecto da tu' amada paixão
Que revive em mim com tanta emoção...
Decide! Vem acompanhar o meu voar,
Mostra-me as delícias do teu planar!

A voar entre as estrelas estaremos
De mãos dadas, suspirando, nos amaremos
E na Via Láctea vamos festejar.

Seja dia ou noite continuaremos
Perto da lua noss' amor entregaremos
Ao Excelso Sol que nos vai acompanhar.

Modesto

CULTIVO ROSAS PARA TI

As rosas do jardim e as do nosso sonho
São as rosas madressilva, as do carinho,
Rosas pra ti cultivadas - e eu suponho,
sejam tapetes que pões no teu caminho.

Rosas a brilhar ao sol, como vida calma,
Mesmo as implacáveis coroas d'espinhos
Que se desagregam em êxtases da alma,
Em ramalhetes de amor e de carinho.

São as invisíveis rosas do meu rosário
que tu colhes, para colocar no armário,
Esquecidas como as nossas desavenças.

São as rosas que brilham nas amenas tardes,
Quando, com o meu amor, tu em amor ardes...
A brisa afaga as rosas, tuas pertenças.

Modesto

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

HOJE QUERO

Hoje quero que teus desejos
Preencham a história
Da minha alma
E que coincidam com a glória
Da Lua Calma.
Hoje quero que teus beijos
Abarquem a minha vida inteira,
Que teus olhos vejam a sementeira
Da minha sedução.
Hoje quero que teu sorriso
Seja, para mim, uma canção
Que eu, contigo, sonorizo
Com amor e emoção.
Hoje quero que tua mão
Seja a batuta da minha sinfonia
E faça explodir meu coração,
Em êxtases de alegria.

Modesto

Lançamento do livro "POEMAS DE AMOR E SENSUALIDADE"

(Publicado no site da Câmara Munucipal de Gondomar)

Link para  a notícia:

http://www.cm-gondomar.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=29454&noticiaId=39089&pastaNoticiasReqId=29425

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

DESABROCHAR DO AMOR

Foste tu, minha princesa,
A abrir meu coração:
Mantiveste sempr'acesa
A magia da paixão.

Apanhou-m'o tu olhar,
No começo d'adol'scência,
Teu sorris'a dominar
Toda a minh'inocência.

Foste boa inspiração
Dum poema ao luar,
Dizia-t'ao coração:
'Com'é bonito amar!'

Nasceu nossa relação
Pela lua embalada.
Entreguei-t'o coração,
Minha maviosa amada.

S'um dia a chama s'apaga,
Com gota que cai da flor,
Nem com o tempo acaba
O meu eterno amor.

Modesto

terça-feira, 22 de novembro de 2011

JUVENTUDE SOFRIDA

Já fui jovem e com áspero destino,
Bem cedo, senti qu'a vida era dura,
Vivi momentos de alegre aventura
E corri muitas terras, qual peregrino.

Fui, às vezes, sujeito do desatino
Que considerava bom... que pouco dura,
E choro essas horas de sorte escura,
Por deixar, cedo, de ser menino.

Agora, tenho da vida outra visão
Dos sonhos que sonhava noite e dia:
Não me dão saudades, nem consolação.

Recordo que vivi muita alegria,
Mas que nunca a vivi com convicção:
Ninguém imagina o quanto sofria.

Modesto

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

RAÍZES

Ao procurar a minha raiz,
Encontrei uma actriz,
De onde brotei na paisagem.
E o tempo fez-se mensagem
Dos anseios que me afligem,
Por ir encontrar horizontes,
Ao procurar as minhas fontes,
Para beber nas origens.

À distância, há paragem
Que contém uma mensagem:
«A tua infância é a estrela guia»!
O meu esforço perseguia
Uma certa estrela...
Era grande a caminhada,
Mas quis fazê-la
E pensei que, à chegada,
Iria vê-la,
Lá... no meu Bisavô.
Mas um entrave brotou,
Já perto do meu Tetravô!
Era um campo aberto,
Com fronteiras imprecisas
E quer ao longe, quer ao perto,
Só descampado... sem divisas...

Apenas encontrei uma cena
Que a história não condena
E a actriz não se apaga.
Meu engenho não chegava
Para desvendar a cena.

Acabei por concluir
Que quem à raiz quer ir,
Olhe para dentro de si:
Fui sempre aquilo que sou!
Decidi: Mais longe não vou,
Paro mesmo por aqui.

Disto, uma coisa ficou:
De igual modo tudo acabou!
E, se o tempo mudou,
A vida não se apagou!

Modesto

domingo, 20 de novembro de 2011

POEMA AO CORRER DA CANETA

Encontro-te ao vento ameno da Primavera...
Passagem de improviso e fugaz
Que se ouve nos ramos dos pinheiros
E me envolve no teu abraço de paz.

Trazes-me o perfume da minha terra,
Do sol, da paisagem e do Douro,
Do sabor da vida, do nosso miradouro...
Tudo o que a fantasia encerra.

Recordas-me o melancólico voo dos falcões,
Inconscientes das maravilhas do sol-posto,
Do entardecer dos nossos dias folgazões
E do último abraço com gosto.

Como recordo, em pranto,
Aquela partida em silêncio,
Numa ida demorada e sem encanto,
Sem que me dissesses adeus!
Meu olhar perdia-se pela lonjura,
Corria solto ao tempo e ao vento,
Tentando ver-te à janela, por dentro,
Para aliviar a minha amargura,
Repousar os meus olhos nos teus...
Dizer-te o último adeus.

Eu perguntava ao vento
Se sabia de ti...
Logo, uma margarida branca, ali,
Me acenava, serena, e me avisava
Que teu amor por mim não minguava...
E... De pé... Estarias ali!

O fascínio quebrou-se ao toque do sino
E me fez jurar que voltaria,
Apertando no peito a tua fotografia...
Completaríamos o nosso destino.

O nosso mundo era ainda magia
De descoberta da nossa melodia,
Como sonho a despertar ao amanhecer,
Enquanto a fragrância das flores acaricia
E a brisa da manhã afaga o acontecer!

E... Foi tudo como a luz do sol quando amanhece...
Tu esperaste que eu viesse,
Naquela madrugada,
Para que a solidão se desvanecesse,
Na bruma da música sonhada...

Modesto

sábado, 19 de novembro de 2011

O VALOR DO SORRISO

Sabes ter do sorriso o valor?
Teu sorriso torna bel'o teu rosto,
Ele é o espelho do teu amor,
A beleza da tarde ao sol-posto.

O sorriso é janela da alma,
Indica o 'stado do coração,
Ilumina e oferece calma...
Com ele alcanças a união.

Sorrindo, produzes a alegria,
Fazes a tua vida melhorar.
Sorrir é expressão que contagia...
É forma da amizade conquistar.

Um sorriso vale por mil palavras.
Ele é a linguagem do amor,
Recompõe as amizades quebradas...
Com um sorriso, vives em fulgor.

Sorrir ajuda a humanidade,
Com'o sol ajud' o abrir da flor,
É agradável e contém bondade,
Cortesia do humano amor.

Modesto

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

VIDA ATRAPALHADA

Louvado seja o meu Senhor,
Por toda a Sua Natureza,
Porque nos criou com grand'amor,
Mostrou-nos toda a Sua Beleza!

Vivemos vida atafulhada,
Com ostentação dos Bens Criados,
Gozamos vida atrapalhada
E fruímos mal dos Bens doados.

E... temos a crise instalada!
O mundo está inabitável.
Levamos vida acomodada:
A fome será inevitável!

Precisamos de purificar
A nossa maneira de viver
E com nossas lágrimas lavar
A nossa alma, o nosso ser.

Modesto

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

EU E O TEMPO

O tempo vive dentro de mim.
Nele, vou contemplando o que estou sendo.
Estremece dentro de mim
A força que me vai movendo:
Tempo Imóvel que em mim amadurece
E me torna memória
Que a história esquece,
Deixando meu corpo diáfono.
Sou um nome sem história,
No branco que estabelece
O fluir da existência,
Para o sideral espaço seráfico.
Tempo que não fenece,
Mas que dura na excelência...
Até lá, sonho, ao sol e ao luar,
À espera da minha hora.
E vou pelas nuvens voar,
Cada minuto, cada hora a sonhar,
Até que o tempo me mande embora.

Modesto

sábado, 12 de novembro de 2011

O SILÊNCIO

O silêncio é sabedoria
Que grita eloquente ao mundo,
Ele é a base da filosofia,
Num murmúrio do amor profundo.

O silêncio é de excelência,
Quando a luz brilha nas noites calmas,
É esperança quando há ausência...
É alarido na dor das almas.

É mais do que a espera no tempo,
Intervém na saudade dum momento...
É a memória que faz crescer.

Ele é o deserto na noite fria,
Mas bálsamo nas marés d'agonia...
É calar quand' há muito pra dizer.

Modesto

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

DIA DE S. MARTINHO

Há muito que eu ouvia,
Isto desde pequenino,
Que havia romaria,
No dia de S.Martinho.

Por todo o lado via,
E recordo com carinho,
Que tod' a gente queria
Provar castanhas e vinho.

Nunca mais me esqueci,
Agora canto baixinho,
Das cantigas que ouvi,
Em dia de S.Martinho.

Tudo isto está gravado,
Dentro do meu coração,
Não quero ver revogado,
Por Decreto, a tradição.

Que alegria que era,
Tod'o povo a caminho,
Prá festa qu'stav'à spera,
No Verão de S.Martinho!

Como é bom viver assim,
Sem da crise termos susto,
Àlegria não tem fim,
À volta dum bom magusto!

Modesto

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O APRENDIZ DA POESIA

Não rimas, mas atropelas as palavras:
És ainda amant' inexperiente!
Falta-te a música nas tuas lavras,
Pra um poema de rima excelente!

As palavras escondem uma matriz:
Métrica madura, sábia e quente!
Tu úsa-las orvalhadas de raiz,
Mas estropiadas em prosa plangente.

O rimar nada tem de misterioso:
Germina nas regras! É tão saboroso,
Quando são utilizadas com critério!

A poesia ainda te transcende:
Escreves bela prosa que se entende,
Mas poesia, pra ti, é um mistério!

Modesto

terça-feira, 8 de novembro de 2011

A CHAMA ACESA

Andei pelos campos em largo passo,
Ao de leve, tocava-m' a ramagem,
Musas, adivinhando meu cansaço,
Declamavam poemas da paisagem.

Penetrei num pomar de largos braços,
Saboreei a frescura d'aragem...
A poesia prendeu-me com laços
Que as musas traziam na bagagem.

Sentei-me à sombra da macieira,
Caiu uma maçã de cor... e fria
Pra saciar a sede passageira
E deliciar-me com poesia.

Nessa tarde, repleta de saudade
Em qu'as musas me chamavam Romeu,
Senti, em mim, grande felicidade:
Lembrei-me que meu amor 'ind'era teu!

Minh'alma que por ti palpita amante,
Esqueceu alegrias do frescor,
Rompeu com o perfume 'stonteante...
Libertei-me d'angústias e dor!

Cheguei... Estavas tu entristecida!
Logo um poema me ocorreu,
Declamei-o na noite colorida,
Co'a lua a segredar-te o amor meu.

Modesto

domingo, 6 de novembro de 2011

JARDIM FAMILIAR

Cultivo, trato e cuido das plantas.
O jardim é o meu contentamento:
Falo com as flores até às tantas...
As pétalas são meu divertimento.

Emociono-me diante delas,
Fico a contemplá-las longamente.
Mesmo quando doentes, são tão belas!
Vê-las declinar, fico languescente.

O jardim é o meu relaxamento.
Nele coloco a minha atenção
E cuido do seu desenvolvimento,
Pois é a beleza da criação!

É sensibilidade portentosa,
Que adquire grande dimensão:
Trato com carinho a minha rosa
E a família, com coração.

Das flores, colho e dou alegria,
Como elas, sou generosidade...
Coração aberto à fantasia:
A cor do amor e da lealdade.

Deste jardim, nasceram dois rebentos
Que são a graça do nosso amor:
São espontâneos e são atentos!
Como no jardim, sou seu servidor.

Modesto

sábado, 5 de novembro de 2011

AMAR COM DEVOÇÃO

Vamos os dois plos montes,
À procura dum tesouro,
Ver searas, trigo louro,
Sentir frescura nas fontes.

Eu correrei quanto valho,
Limparás o meu suor...
Dou-te um beijo d'amor
E, em ternura, t'agasalho.

À tarde, ao sol poente,
Ao ver a noss'união,
Há-de sorrir tod'a gente!

E, ao crepúsculo, brilha
O amar com devoção:
A fecunda maravilha!

Modesto

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

AMOR ARDENTE

Na noite estrelada, ouço o teu canto,
Fico ansioso plo teu suor quente.
Tu sabes que te amo loucamente,
Ao beijar-te, é êxtase teu encanto!

É doce ser afagado nos teus braços,
Descobrir um ao outro em liberdade
E contar sempr' um ao outro a verdade
Da nossa forma de ser, dos nossos traços!

Descubro o bem que tem o teu regaço,
Faz-me voar plo etéreo espaço
E, nos teus lábios, sint' amor ardente!

Logo pela manhã, quando me levanto,
Segredo-te ao ouvido meu espanto:
São ecos dum poema eloquente!

Modesto

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

DIA DE FINADOS

Já não existe silêncio nas ruas,
Onde se expandem as débeis vaidades.
Poucos s'importam e vão pelas cidades,
Pensando no lucro com palavras nuas.

O tempo foge, a vida é urgência...
Fala-se da morte como coisa alada...
Tem-se de tudo... Não se leva nada!
Mas sente-s'o eco de uma ausência!

Há um silêncio qu'arrepia a pele:
Acabar num caixão? É um desatino!
Mas faz-nos pensar e pra lá nos impele!

Quem não acredita, um impulso vence-o,
Vê abrir-se a porta do seu destino:
A do Campo Santo, onde há silêncio!

Modesto