segunda-feira, 14 de novembro de 2011

EU E O TEMPO

O tempo vive dentro de mim.
Nele, vou contemplando o que estou sendo.
Estremece dentro de mim
A força que me vai movendo:
Tempo Imóvel que em mim amadurece
E me torna memória
Que a história esquece,
Deixando meu corpo diáfono.
Sou um nome sem história,
No branco que estabelece
O fluir da existência,
Para o sideral espaço seráfico.
Tempo que não fenece,
Mas que dura na excelência...
Até lá, sonho, ao sol e ao luar,
À espera da minha hora.
E vou pelas nuvens voar,
Cada minuto, cada hora a sonhar,
Até que o tempo me mande embora.

Modesto

1 comentário:

  1. É assim a alma do poeta!!! Não é um distraído, um absorto, um automarginalizado! Não! É consciente, perspicaz, atento às realidades da vida e às suas inevitabilidades temporais...e capaz de, com elas, compor um poema belo, transcendente e redentor!!! O poeta não é apenas um sonhador...é o próprio Sonho!!!
    Gostei muito!!!

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