quinta-feira, 31 de julho de 2014

EXAUSTO























O dia deixou-me exausto e, num lampejo,
Vem, amavelmente, a noite estrelada
E vem acolher o meu ardente desejo
De dormir como a criança fatigada!

Ainda não acabei os meus afazeres!
Se calhar, vou deixar tudo ao abandono...
Todos os meus sentidos têm os seus dizeres:
O que preciso é afundar-me no sono!

E a alma, sem ter quem tome conta dela,
Vai em vôos libérrimos a flutuar:
É a maneira das mil formas de gostar!

E vai voar até encontrar uma 'strela:
Tudo nela é bom para se renovar
Com um poema qu' o Outono vai rasgar!

Modesto

quarta-feira, 30 de julho de 2014

GOSTO DE TI


















Gosto dos jardins e das lindas flores,
Gosto das aves voando no céu,
Gosto do sol, da lua dos amores...
Tua beleza ench' o peito meu!

Gosto dos rios, das fontes, dos montes,
Do que aterra, de graça, nos deu:
Frutos doces e belos horizontes
E a ti que és o enlevo meu!

És pra mim mais do que flores ou aves,
Mais que o sol, a lua, as estrelas...
O bem mais belo do azul do céu!

Mais qu' em palavras, nestes versos, cabes,
Mesmo que digam que são os mais belos:
Tu és a jóia qu' a vida me deu!

Modesto

terça-feira, 29 de julho de 2014

FOLHA SECA























Para o fruto tende a flor,
Prá tarde, o amanhecer:
Só é eterno o Amor,
Como a alma e o SER!

Mesmo o mais belo Verão
Há-de em Outono murchar:
Espera, folha temporão,
O vento te virá buscar!

Faz o teu papel sem teimar,
Suceda o que suceder:
Deixa o vento te levar,
Pra na terra apodrecer!

Também eu estou à espera,
Nesta terra pouco durável:
Esta Natureza é fera
E... secar é inevitável!

Modesto

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O DOURO EM SANDE

















Apressado num nascimento ardente,
Vais p'los penedos galopante.... Agora,
Ó Douro, vejo-te vagarosamente,
Com desmaios... provocando a demora!...

Outros vêm misturar sua corrente:
Todos desejam sair leito a fora!
Uma angústia que já vem da nascente:
Ides tristes, porque a foz vos devora!

Tens pressa, Douro, em tempo de lembrança
Da nascente... foges: Força que t' invade!
Mas, aqui, tod' o teu esforço descansa!

Esta é a Terra da suavidade:
Sande, do Marco, dá-te segurança!
Sabes que, deixando-a, sentes saudade?

Modesto

domingo, 27 de julho de 2014

RECORDAR É VIVER


















Voa meu pensamento com asas douradas,
Pousa sobre os montes cobertos de pinho,
Qual mar verde-musgo, encostas escarpadas,
Verde ondulante onde as aves fazem ninho.

Sinto ares mais leves e doce fragrância,
Ouço os sons da terra 'índa adormecidos,
Saudoso dos meus folguedos de infância
À beira Douro, entre vimeiros floridos...

Terra minha, bela, de coração perfeito,
Tod' a tua história está no meu peito,
Ond' aprendi a amar tempo e liberdade!

Sinto tua ausência, Terra querida,
Distante dos olhos sedentos dessa vida,
Já me faltam forças para tanta saudade!

Modesto

sábado, 26 de julho de 2014

PARA A NOSSA NETINHA






















Mariana, flor pequenina,
Irás, na vida, florescer.
Tuas pétalas azuis, um dia,
Fizeram-nos estremecer!

Teus olhos são duas estrelas!
Linda, tens beleza de flor!
Se todas as flores são belas,
Tu é o "Perfeito-amor"!

Tens sorriso contagiante,
Tens meiguice e tens talento!
Mariana, flor elegante,
Estás sempre no pensamento!

Que não tenhas desilusões!
És bela, criança querida!
Batem forte os corações...
És a razão da nossa vida!

Deus conceda ao teu destino
Alma pura, sensível, nobre...
Foste um presente divino,
Com Deus nunca ficarás pobre!

Avó Lídia
Avô Modesto
(No dia dos Avós)                                    

sexta-feira, 25 de julho de 2014

CONTEMPLANDO
















De janela aberta aos eflúvios
Que vão e vêm, minh' alma medita...
Muitas vidas de lutas e distúrbios
De prazeres, paixões... gente que grita!

Tudo s' ama, odeia, ou s' evita,
Ou se cruza numa trama subtil.
Ao sol, todo o vivente s' agita,
Há sempre quem seja nobre ou vil...

E... Eu penso num tempo mais distante,
Vejo a humana vaga... e nela
Nada muda do drama palpitante!

As ondas continuam a rolar,
É sempre igual a minha janela...
Mas, esta gente terá que mudar!

Modesto

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ESPERANÇA E VIDA


















A esperança tem asas
Que a alma faz voar
Melodias pelas casas
E não deixa de cantar.

Canta de manhã e anda
Com boa disposição
E passa pela varanda,
Entoando a canção.

Meio dia é consolo,
Vai-me prendendo à vida
E faz-me cantar a solo
A canção de: "VIDA, VIVA!".

À tarde é poesia:
Virtude no sofrimento!
É hora da nostalgia
E amor no pensamento.

E a noite tem sentido:
É tempo d' agradecer
Mais um dia bem vivido,
Esp'rando amanhecer.

Modesto

quarta-feira, 23 de julho de 2014

ANOITECE NO BOSQUE
















Fui sozinho pelos bosques,
Só levei meus pensamentos,
Pus as saudades de rosques,
Mandei parar minhas hostes
E dei tréguas ao tormentos.

Num claro, olhei prá lua
Qu'as suas sombras rasgava,
Vem trémula, mas flutua,
Molho de silvas pactua...
E já seus raios soltava!

No meio da ramalhada,
Uma gazela nascida!
Estava tão assustada,
Não com a minha chegada:
Co' as imagens desta vida!

Voltou-m' ao peito tristeza,
Sua dor fez-me pensar:
Porque é qu' a Natureza,
Feita de tanta beleza,
Faz nascer para penar?

Modesto

terça-feira, 22 de julho de 2014

SOLENE ENTARDECER


















À tarde, a aldeia fica em festa,
Perpassam canções que se perdem ao longe!
Há perfumes de tomilho e giesta,
A colina fica só como um monge!

Uma após outra, abrem as estrelas
Belas, lá no alto, com olhitos piscos...
Ecoam cantigas, pelo ar, singelas
E toda a fauna recolh' aos apriscos!

Tenho toda a minha casa aberta,
Para ouvir as rezas de humildades,
Aspirar o perfume da tarde em flor...

Tudo se cala, só o amor desperta!
Na torre da igreja, batem Trindades:
Tempo solene de saudade e amor!

Modesto

segunda-feira, 21 de julho de 2014

DITADURA DO AMOR























Ardor em firme coração nascido,
Pranto em belos olhos derramado,
Suavidad' em fogo convertido,
Incêndio em água disfarçado!

O meu peito abrasas escondido,
Fogo em cristal aprisionado,
Formas chamas de cristais derretido,
És pranto do meu rosto desatado!

Tu és fogo que passas brandamente
E és neve que queima em porfia...
Alguém pode crer que tu és prudente?

Então, pra temperar a tirania,
Vais passar a ser neve ardente...
Pressinto que advenhas chama fria!

Modesto

domingo, 20 de julho de 2014

SENTADO À BEIRA DOURO














Sentado, ao por do sol, à beira Douro,
Natureza em festa e harmonia,
Mente e coração formam um tesouro:
Guardam serenidade em sintonia!

Na plenitude da paz, a hora ousa
O pêndulo do tempo nem escutar.
O vento-murmúrio em mim repousa:
Tudo é êxtase... E eu a sonhar!...

Ouço uma canção por cima da onda,
Quase impossível na tarde que finda...
Os peixes, na água, fazendo a ronda!

O meu olhar envolto sorve a trama:
A alma cala, o sonho brota... 'inda
Murmura, porque o amor é um drama!

Modesto

sábado, 19 de julho de 2014

A TERNURA DA VIDA























Vida - poesia linda
Qu' o Pai Celeste assinou!
Com habilidad' infinda,
A ternura expressou!

Porém, veloz, passageira,
Corre tão rapidamente!
É com' águia ligeira:
Lev' a presa de repente!

Existindo, há esp'rança:
Que melhores dias virão!
Com paz, amor e bonança,
Honra, realização!

Mesmo qu' haja noite 'scura,
Vemos sempr' a Grand' Estrela!
S' a turbulência for dura,
Que s' enfune sempr' a vela!

Modesto

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A SERRA E O DOURO


















Na serra, vento dançava
Ao som das belas cigarras,
No Douro, brisa dançava
Entre cordas e amarras.

No Douro o barco ia
As ondas claras fendendo,
Na serr' a bruma sumia
Com sol qu'ia aquecendo.

Na serra tudo vergava
Ao vento em tempestade,
No Douro se baloiçava...
Havia suavidade.

No Douro se esfregava
Espuma no galeão,
Na serra, ramo vergava
Ao pousar n'ele o falcão.

Na serra desabrochava
Um verde luxuriante,
No Douro onda alastrava
Deleitosa, exub'rante.

Modesto

quinta-feira, 17 de julho de 2014

PASSOS DE UM VOLUNTÁRIO























Tenho os meus olhos cheios de estradas,
Uma vontade louca de caminhar!
Por mais que sinta minhas pernas cansadas,
Minha alma não me quer deixar parar.

Tenho tantos sonhos no meu coração,
Como criança pronta para brincar!
Tenho a esperança na minha mão
E a paz que a todos quero levar.

Tenho um coração cheio de aventuras
E braços que o mundo quer abraçar!
Quero ter experiências seguras,
Para o Divino ao mundo levar.

Na peregrinação deste meu destino,
Tenho um' aspiração abençoada!
Sou querer de caminhante peregrino,
Como sol nascente na alvorada.

Tenho amor e compreensão, carinho,
Cumplicidade, afecto, protecção!
Amor que vai suavizar o caminho,
Quando a vida se arrastar p'lo chão.

Modesto

terça-feira, 15 de julho de 2014

FOSTE O MEU SONHO MAIS LINDO


















Querida, foste o meu amor mais lindo,
Quantos sonhos me fizeste sonhar!
Fizemos juntos projectos infindos,
Naquela varanda de puro ar!

Fostes a minha paixão mais ardente,
Como é um vulcão em erupção!
Foste o meu vinho entorpecente,
A minha atracção, fogo, canção!

Tu foste o meu sonho mais perfeito
Que floriu como odor do jasmim!
Guardo-o sem mácula no meu peito,
É saudável uma vida assim!

Meu coração 'stá cheio de ternura,
Como criança que pede carinho!
Tenho esperança que a ventura,
Me dê forças pró resto do caminho!

Modesto

O NOSSO PRIMEIRO BEIJO























Deste o melhor beijo da minha vida,
Foi o que me deu maior contentamento,
Contigo, à luz subi do firmamento
E a montanha, uma fácil subida!

Foi ontem!...Esse beijo não se olvida!
Queima o sangue, enche o pensamento,
continua a ser o meu alimento,
Sinto seu gosto na boca, ó Querida!

Beijo bom: Foi prémio 'star contigo,
Foi o meu troféu, na hora, num instante...
De tão feliz, não me deste um castigo.

Sinto-lh' o ardor, sempre que te escuto,
Beijo divino, enlevo delirante!
deixou muitas saudades, esse minuto!

Modesto

segunda-feira, 14 de julho de 2014

VIDA DESCONCERTANTE























Caminhamos para destino incerto,
Tontos de luz, dentro de um sonho vão.
Procuramos glória... até no deserto!
Mas, nesta vida, só há desilusão...

Andamos à sombra de uns... "altos ramos",
Com um ego a subir, lento, do chão...
Queremos distância e procuramos
Que os nossos esforços lá chegarão...

Mas, um dia, perdidos e hesitantes,
Ficamos vencidos... com mãos tacteantes,
Baixamos braços, deixamos de lutar.

E, então, cansados de tanta amargura,
Vemos as "árvores" ganhar mais altura...
Compreendemos qu' o melhor é amar!

Modesto

domingo, 13 de julho de 2014

DOCE ALVORECER


















São cinco da manhã, hora em qu' o dia,
A pouco e pouco sai da sombra triste,
Hora de clarear, o sol principia
A inundar de luz, tudo o qu' existe.

Aurora bela do doce madrugar,
Toda a Natureza vai tomando cor...
Já os pássaros acordaram a cantar,
E eu acordo a ver este rubor!

Mágico este doce alvorecer!
É hora da cor do sol que vai nascer
E o manto de sombra vai dissipar.

E toda a bicharada se levanta,
Hora em qu' a terra docemente canta...
Até o sino da torre vai tocar!

Modesto

sábado, 12 de julho de 2014

CANÇÃO DE DESPEDIDA























Lembro aquela noite amargurada,
O rio junta ao mar o seu lamento!
Abandonado, no cais, na madrugada,
Com a canção de partida... Desalento!

No meu coração chovem pétalas rosa,
Meu corpo é foz e caverna de náufrago!
As gaivotas batem asas pesarosas
E tu desfazes-te no teu tempo cáustico!

Era a hora alegre do teu beijo,
Anseio-o ness' acto e ao desejo
De te ter de corpo e alm' em meus braços!

Da tua ternura, ficou a saudade,
Do meu destino, viajou a vontade...
A esp'rança está presa nos sargaços!

Modesto

quinta-feira, 10 de julho de 2014

MINHA É A LÍNGUA PORTUGUESA























A língua em que navego, Português,
Na proa das vogais e consoantes,
É a que me vem, com ondas incessantes...
Não me traz humildade nem pequenez.

A minha língua é a Portuguesa
Que transpôs mares com dores velejantes,
No mistério dos mares mais distantes...
Sim, deste acordo, saio em defesa!

Língua de Camões, ondas e maresia,
Cruzando o Bojador a cada dia,
Língua-mar, viajante em todos nós:

Tirar letras a palavras latinantes,
Modifica  caminhos andados antes...
Acordo? Não! Grita alto minha voz!

Modesto

quarta-feira, 9 de julho de 2014

SÓ O AMOR É PRECISO























S' a vida predomina sobr' a bravura
Do bronze, pedra, terra, imenso mar,
Poderá sobreviver a formosura
Sobr' a corrupção qu' andam a semear?

Como pode o aroma do Verão
Trazer a garantia d' alegria,
Se a soberbia destes homens são
Tão inúteis pra viver em calmaria?

Onde ocultar - meditação atroz! -
O ouro que querem guardar na arca
Da corrupção, enriquecendo veloz?

Na Natureza, o tempo não demarca
Outr' eficácia a não ser Amor!
Que a Beleza guarde seu fulgor!

Modesto

terça-feira, 8 de julho de 2014

PRESERVA A NATUREZA


















É preciso olhos postos no futuro,
Travar a grande luta da prevenção
E, em prol de um vegetar mais puro,
Cuidar da Naturez' em mutação!

O homem que se diz ser inteligente,
No século vinte e um se contradiz:
Desprez' a vida natural já doente,
Só poder e dinheiro o faz feliz!

Vive seus dias egoístas, a leste.
Polui tudo, queima, tudo fic' agreste...
Como s' o mundo fosse só seu, insiste!

Deixa o Globo como solos queimados,
'Squece que seus netos nele são criados...
E a Terra chora! A Natureza é triste!

Modesto

segunda-feira, 7 de julho de 2014

TRATA BEM A NATUREZA
















Acordei e contemplei a Natureza,
A chuva fina caía de mansinho.
O encanto matinal era certeza
Que o ambiente pedia carinho.

O homem, ao construir, foi destruindo...
Desperdícios trazem poluição
E a Natureza vai-se ressentindo,
Com mágoa, em frágil degradação.

Os dia aquecem sem grande alegria,
Num instante, nem há paz nem harmonia,
Vai adoecendo tod' a Natureza.

Reflecte e encontras na consciência
Que os temporais não são coincidência,
São resultado do lucro, d' avareza...

Modesto

domingo, 6 de julho de 2014

NÃO VIVO SEM POESIA























Sabes porque gosto de fazer poesia?
É porque, quando a minha alma explode,
Pega a mão cheia de letras e sacode,
Porque estou cheio de dor ou alegria!

É qu' eu tenho uma boa forma constante
Dos meus sentimentos aos outros exprimir,
Sejam de amor, saudade, ou de carpir...
Faço a poesia  minha doc' amante!

Sabes que todos os dias, a qualquer hora,
Há gente que ri! Mas minh' alma também chora?
É o meu grande amor que por ti suspira!

Quando 'stou contigo, não quero ir embora,
Há sempre alguma coisa que me implora:
Sem a poesia, meu coração expira!

Modesto

sábado, 5 de julho de 2014

À VOLTA DA POESIA























Fazer poesia é confessar
Um soluço, entre os seus poemas,
É dar-se a si mesmo e é dar
Ideais, divagando entre temas.

Escrever é minha razão de ser,
Envolto na mágica poesia
E, sentindo-me rejuvenescer,
Lá escrevo um poema por dia!

Se eu pudesse o tempo parar
Quando um poema 'stou a pensar,
Escrevia belos e nobres temas...

Pudess' a Musa dar-m' o elixir
Que aumentasse o tempo por vir,
Como vos daria belos poemas!

Modesto

sexta-feira, 4 de julho de 2014

SÓ HÁ UMA CERTEZA























Sei pouco de fado, destino e vida,
Nada de mentiras, algo de verdade.
Sei que o amor traz mágoa sentida,
Nem sempr' é encanto e felicidade!

Há sorriso e alegria perdida,
Também há tristeza e muita saudade!
Quando regresso da terra, à partida,
Não volto inteiro, deixo lá metade!

Eu sei que na vida há muita vaidade,
Há muitos desejos e a paixão arde...
Mas, um dia, daremos contas da vida!

Sei de coisas que meu poema invade,
Tenho certeza que mais cedo ou tarde,
Haverá silêncio e... folha caída!

Modesto

quinta-feira, 3 de julho de 2014

CANÇÃO DA VIDA


















A vida tem o ritmo dos corações,
Tem cores nas manhãs, quand' o sol desponta,
No horizonte a luz abre em clarões
No azul do céu! O meu olhar trasmonta!

É manhã! Já bate leve na janela
E chama por mim a passarada mansa!
A brisa leva nuvem e deixa estrela...
Tudo me mostra um dia d' esperança!

Uma canção traz-me o eco da saudade,
D' aventura a sonhar felicidade
E o vento empurra meu caminhar.

A brisa é suave e vem do mar,
Traz consigo o sonho que faz pensar...
Tempos que tinham sabor a liberdade!

Modesto

quarta-feira, 2 de julho de 2014

TARDE DE VERÃO























Vou comparar-te a um dia de verão?
Há mais ternura em ti, ainda assim!
Tens um ramo de flores seguras na mão,
A tarde colorida vai chegar ao fim...

Vejo brilhar, ardente, teu olhar no céu,
Esse que se desfaz em compleição dourada,
Perde beleza a beleza... Que perdeu?
É o acaso da natureza... o nada!

Mas juro-te que o teu humano verão
Será eterno: Em beleza crescerá,
Indiferente ao tempo e à canção!

O mundo que te vê, sempre s' alegrará,
A lira, na minha mão, sempre tocará:
Indiferente à tarde, 'stá o coração!

Modesto


terça-feira, 1 de julho de 2014

PROCURA O INFINITO


















É certo que os caminhos
Qu' os homens percorrerão
Poderão ser bem mesquinhos...
Depende do coração!

Para fazer um poema,
É preciso acreditar
Qu' a vida é tão amena,
Qu' o poeta faz sonhar!

Pode também haver dor...
Mas, deixará d' existir,
Se em frente do amor,
Tiver forças pra seguir!

E... um dia chegará
Qu' o sonho s' ali' à vida:
Tudo acontecerá!
Mas fic'a alma ferida!

Todos sabemos tão pouco,
Mesmo do qu' está escrito...
Cada um de nós é louco,
Se não quer o infinito!

Modesto

ORIENTA-ME, ESTRELA DA MANHÃ !

Eu te procuro, doce estrela a manhã Que no lusco-fusco d' aurora 'stá desperta, Por vezes, no meio de nuvens c...