segunda-feira, 21 de julho de 2014

DITADURA DO AMOR























Ardor em firme coração nascido,
Pranto em belos olhos derramado,
Suavidad' em fogo convertido,
Incêndio em água disfarçado!

O meu peito abrasas escondido,
Fogo em cristal aprisionado,
Formas chamas de cristais derretido,
És pranto do meu rosto desatado!

Tu és fogo que passas brandamente
E és neve que queima em porfia...
Alguém pode crer que tu és prudente?

Então, pra temperar a tirania,
Vais passar a ser neve ardente...
Pressinto que advenhas chama fria!

Modesto

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