domingo, 8 de dezembro de 2013
Ó SOL DE SANDE!
Ó sol que brilhas tão alto,
Preciso do teu calor:
Do qu' aquece o asfalto
No Verão abrasador.
Ó sol do meu cansaço,
Diz-me por onde andaste:
Se deste o teu abraço
A Sande, s' a encontraste?!
Pois, sol, eu vou-te dizer:
É a saudade, o pranto
Qu' aos poucos me faz morrer,
Qu' eu versejo e lhe canto.
Ó sol, vê a outra margem:
De ti já nem tem o cheiro!
O Douro põe-lhe paisagem...
Sande inda é soalheiro!
Vê tu, Sande, qu'eu não vejo,
(Se teus lábios fossem meus!)
Tu dar-lhe-ias um beijo,
Beija-la-ias?... Meu Deus!
Modesto
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