TARDES DE INVERNO



















Tardes d' inverno, poemas cristalinos!
O vosso arrebol é grande mistério:
Raios de luzes opacas mas divinos,
Nuvens coloridas com manto sidéreo!

Astros diáfanos tão brandos e finos,
Brancas imagens - paraíso etéreo...
Lembram as harpas dos encantados hinos:
São canções da tarde, como som aéreo!

Brisas suaves, variações amenas,
Bandos errantes só de aves pequenas,
Lírios do vale, nenúfares do lago!...

Tardes de inverno que sois tão pequenas,
Quando dais chuvadas que sejam amenas:
Sois um prodígio singular e mago!

Modesto

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