sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
SOLIDÃO PACIENTE
Quando o sol longe andava,
O vento nas árvores se movia,
Tudo por dentro do meu eu chorava,
Na tarde cheia de melancolia.
Quando as lágrimas em mim nasceram,
Já perto do nascimento do dia,
Veio o sol, lágrimas se perderam:
Alguém alegre me fez companhia.
Mas... nem o sol nem a lua vieram!
Andavam longe... fazem manhã fria.
As nuvens negras tudo escondiam,
Deixaram meu rosto sem alegria.
Experiência - o meu estudo
Deixa-me uma solidão paciente.
Recolho-me,observo e escuto...
Silêncios que mais ninguém entende.
É tudo segredo, mas bom exemplo,
Caminhos invisíveis por ond' ando.
Eu sou apenas pura flor ao vento...
Mas soa, pelos vales, o meu canto!
Modesto
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