sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
TERRA SOALHEIRA
Tardinha. À débil luz do sol que declina
E s' esconde por traz das montanhas distantes,
Só Montedeiras resplende e s' ilumina
De estranhos e imprevistos cambiantes.
E, p'la encosta indolente e divina,
De Sande ao Facho, com luzes cintilantes,
Até ond' a bela Penhalonga termina...
Tudo são fulgores belos e inflamantes.
E, pelas colinas cobertinhas de flores,
Bem colorido, à luz do luar sem cores,
Nasce um crepúsculo belo que s' expande.
Ténue, meiga, inefável, subtil cor,
Como que me prende à terra, ao amor,
Em sedução sem fim, nesta Terra qu' é Sande!
Modesto
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
PASSEIO NA FLORESTA
Manhã radiosa, límpida como esta
De céu azul e de sol tão brilhante!
Quem não ama a paz suave da floresta
Ao ouvir melódico gorjeio vibrante?
Sentir-se infiltrar na floresta bem lento,
É ouvir poemas d' amor em vozes calmas!
O arvoredo vibra às carícias do vento,
Como estranha fusão das coisas e almas!
Fruir do sossego e endémico remanso
Da boa natureza, da paz desejada,
É deixar-se conduzir por um sonho manso,
Apreciar o sol na neblina baixada!
Ouvir murmúrio alegre dum riacho
Correndo por um vale alpestre desnudo
A desaguar alegre num lago baixo
Muito azul, sob o céu pálido e mudo!
Ou usufruir duma protectora sombra
Longas horas, ver, em volta, tudo abstracto!
Ou estender-se sobre a fofa alfombra,
Onde canta com alegria um regato!
Modesto
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
POEMA DE ENLEVO
Estes versos de amor fí-los pensando
No teu lindo rosto cheio de bondade,
No teu olhar compreensivo e brando,
Onde encontrei ternura e claridade.
E fí-los perto de ti, naquelas horas
De entendimento - místico enleio -
E, em vez de fortes vibrações canoras,
Ouvi o canto do teu lindo gorjeio.
Vi no teu olhar, cheio d' infinito
E no teu belo rosto, o mais bonito
Poema de carinho e de afecto.
Tu estás presente nestes doces versos
Enamorados em sentidos diversos...
Contêm em si o seu próprio objecto.
Modesto
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
MUSA CONSOLADORA
Que estranha dor é esta
Que não tem pressa nem presta
E não quer mais acabar?
Quer de dia, quer de noite,
Tal como um açoite,
Não me deixa sossegar?
Apenas tua ternura
Me consola com doçura
E me deixa a sonhar!
Tua voz se torna 'inda
Doce, carinhosa, linda...
Que minha dor vem curar!
E, nas horas de tristeza,
Levas minha alma presa...
Prendes-me com teu olhar!
Quando teus olhos formosos
Vêem os meus tão chorosos,
Não paras de m' afagar!
E, se aperta a dor,
A tua boca em flor
Beija pra me consolar!
Modesto
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
A LUZ DO TEU OLHAR
Ao ver a luz dos teus olhos, querida,
Se pões teu olhar docemente em mim,
Sei qu' eles iluminam minha vida!
A luz desse olhar que vejo, querida,
O sol de verão não brilha assim!
Do teu olhar tod' o amor refulge
E que doçura tão meiga, sem fim!
Tua alma à flor dos olhos surge
Do amor, todo o clarão refulge,
Nem o luar é tão suave assim!
Teus olhos são dois astros fulgurantes,
Deixam que sua luz passe pra mim!
Tanto agora, como era dantes,
O valor dos teus olhos rutilantes
Têm amor qu' eu quero sempr' assim!
Modesto
domingo, 23 de fevereiro de 2014
CIDADES SILENCIOSAS
Esplêndido silêncio! Nele existe
Tristeza momentânea: Tudo dorme!
É uma noite irreal e disforme...
Tudo é pungente, amargo e triste!
Sinistro silêncio! 'Stá moribundo!
Únicos reflexos são os das estrelas
A alumiar as sinistras vielas
Das nossas cidades doentes do mundo!
Prédios caindo de apodrecidos,
O vento a soprar contra as muralhas...
Recordam silêncios envelhecidos!
Canteiros de flores? Já estão perdidos!
E há pobres à procura de migalhas...
Valores citadinos? - Desapar'cidos!
Modesto
sábado, 22 de fevereiro de 2014
A ÁRVORE DA VIDA
Gotas d' orvalho nos ramos a descer,
Alimentam o mais tenro rebento.
Um manto de luz nos faz renascer
E dá-nos um intemporal pensamento:
Como a luz do dia, vamos nascer!
P'la vontade do amor, são conduzidas
As pontas desses rebentos desunidas,
Nos olhos dos galhos que vão renascer.
Há muito tempo já que estão contidas,
Com vontade de viver as suas vidas:
Só o dom de Deus lhes permite crescer!
Na árvore, há ramos pra ajudar.
Nos dias de sol, dão abraço fraterno.
Cada dia , há festa para cantar
D' alegria por ter passado o Inverno...
Há sorrisos, empatia, pra animar!
Sabeis que há uma eterna ramada
Que está nas vossas folhas anotada.
A crescença nunca está acabada!
Digo aos cépticos, que não ouvem nada:
Acreditem, haverá uma chamada!
Modesto
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
DESABRIGADOS
Trabalhei com vontade e... cansaços.
Com grande amor e solicitude.
Mesmo sem querer, fui dando abraços...
Fiz como se tivesse juventude!
Era noite e desbravei espaços,
Encontrando bondade e virtude...
Consolei mágoas, ouvi fracassos,
Fazendo a todos o bem que pude.
Eram idas d' avanços e paragens...
Na cidade tive a consciência
De que há muita gente infeliz!
Eu pensava a vida em miragens,
Entre névoas soltas e ausência...
Vi que foi bem pouco o bem que fiz!
Modesto
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
FANTASIA
Linda rosa, cresces em profundidade,
Entre pedras calcinadas pelo tempo...
Os espinhos não te tiram a beldade
E a vida não é, pra ti, passatempo!
Conheces os belos momentos de paz
Em formosura, com vestes espectrais...
Desinibida, com a vida voraz,
Esquecendo-te de todos os teus ais!
E vais à procura de mais poesia,
Embebecida na tua fantasia,
Com a graciosa lâmpada acesa...
Mesmo qu' o vento seja em demasia,
Ouves sempre o cantar da cotovia,
Com as pétalas macias... em beleza!
Modesto
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
REMINISCÊNCIAS
Ah! Se eu pudesse voltar a ver!
Ah! E se eu pudesse alcançar
Os horizontes que me davam ser
Com suas roseiras a rebentar!
S' eu pudesse voltar à mocidade,
Cantando ou chorando nas esperas...
Amontoava rosas de saudade
E com pétalas fazia esferas!
Por ali, espalhava perfumes
E, para além, seguia costumes,
Podando roseirais que eram meus!
Ah! Como gostaria d' abraçá-los
Buscando rebanhos nos meus cavalos...
Alcançaria o azul dos céus!
Modesto
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
A CORRERIA DO TEMPO
Olha o tempo perdido sem juízo,
Evaporando-se em nuvens e água!
Vê aquele olhar, aquele sorriso,
Aquele rosto que só nos trouxe mágoa!
Anda ver o tempo: corre sem cessar!
Ele abre flores, mas fecha-nos os olhos...
Passa por nós no silêncio d' andar,
Furta corações, põe o rosto aos folhos!
Ouve o compasso do tempo que pisas,
Com o coração, pensamento e sonhos!
Sente rios de tempo de que precisas,
Pra arrancar de ti pavores medonhos!
Vem, senta-te pertinho da minha alma,
Vê o crepúsculo!... Parece que arde!
Vamos opor-nos ao tempo com a calma
E a doçura de sermos dois, na tarde!
Modesto
sábado, 15 de fevereiro de 2014
NÃO FOI SÓ SONHO
Era como lírio alvo franzino,
Nascido ao pôr-do-sol, à beira d'água,
Numa paisagem verde e chão albino,
Mas nasci já com inconsolável mágoa!
A vida é amarga... O amor, gozo!
Eu amei e sofri incompreendido...
Triste lírio franzino, ansioso,
Que saiu, desse jardim, bem dolorido!
Conquistei meu cantinho numa colina,
Nele plantei flores, laranja e lima...
Pequeno espaço que era só meu!
Depois, descobri que o partilharia
Com o alegre gozo da poesia,
Pérola alvo: A paisagem, o céu!
Modesto
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
ACEITAÇÃO
Só levam em conta a minha idade!
Mas eu não quero caminhar na tristeza...
Quero viver com grande intensidade
Os valores que Deus pôs na Natureza!
Eu quero viver com paz as minhas dores,
Aceitá-las com'as vejo nos espelhos...
Viver em paz com crenças e valores,
Sem angústias, mágoas... De joelhos!
Ficando mais velho, eu compreendi
Que pra ser aceite, tenho qu' aceitar
Minhas imperfeições: Amando, senti
Que só Deus fez a minha vida mudar!
Envelheci, tornei-me edificante!
Minha história só tem uma ida...
Sou responsável p'la escolha constante
Do salutar equilíbrio da vida!
Vivo a alegria do envelhecer,
Descobrindo a austera existência!
Posso ensinar e dar a conhecer
Que vivo, agora, vida d'excelência!
Modesto
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
OS TEMPOS DA INOCÊNCIA
Há saudade dos tempos em que curtia
A vida e pensava que não bastava!
Agora vivo com minha nostalgia
E duvido se tudo aproveitava.
Se soubesse qu' a vida ia crescendo,
Minha infância seria mais intensa!
Ela foi boa e nela ia vivendo...
Dela ficou uma saudade imensa.
Até evito pensar nela demais,
Sei que há momentos que não voltam mais,
Nem as amizades dos tempos da 'scola!
Tudo o qu' era bom, eu aproveitava,
Crescer, não era o que eu esperava...
Há saudade, não só dos jogos da bola!
Modesto
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
SUSPIRO
Tenho o coração num vazio profundo,
Vivo solidão d' alma tão só e perdida
Que não existe nada maior neste mundo
Do que a dor com que me arrasto na vida!
Era uma flor vigorosa d' excelência,
Vida bela que, de repente, s' apagou,
Padeceu, no culminar duma existência...
Quando a esperança se enferrujou!
Agora é igual: Luz, prazer e dor...
Dia, noite, azar ou sorte no amor,
Carinho fugaz com sentido ou em vão!
Vivo sem esperança... Sou vil moribundo,
Pois não suportei as tentações deste mundo...
Perdi o sentido d´amor: Rest´o perdão!
Modesto
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
SÓ PENSO EM TI
Há dias que tento pensar só em mim,
Mas, na minha luta, é lutar em vão!
Os pensamentos mudam-se... Enfim...
E vão direitinhos ao meu coração!
Lá, encontram-se em forma de vulcão
E, nesse fogo, só sei dizer sim!
A tua vontade é minha opção,
Para colocar à solidão um fim!
Deleito-me como menino que dorme,
Quando a paz dos teus braços me envolvem,
Embalas meus sonhos que são teus também!
Pego nos pensamentos que se mantêm
Junto de ti, como aos amantes convém
E sacio o amor como a fome!
Modesto
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
TENHO PENA
Tenho medo de perder a maravilha
Dos teus olhos - beleza, contentamento!
Eles de noite imprimem luz que brilha,
De dia, duas rosas e meu alento!
Pois tenho pena de ser, nesta ribeira,
Tronco sem ramos com tudo o que sinto:
É não ser folha nem flor à tua beira
E sofrer tanto por não ser jacinto!
Tenho oculto em ti o meu tesouro!
És minha dor molhada no rio Douro,
Da qual eu sou o único senhorio!
Não queria perder o que já ganhei:
Folhas do meu Outono que guardei
Com águas douradas do nosso rio!
Modesto
domingo, 9 de fevereiro de 2014
LUZ DE NOITE E DE DIA
Rasgam-se nuvens no céu estrelado,
Então fico olhando a sonhar...
O sol está longe e afastado
A admirar o nascer do luar!
Eu desperto dum sono encantado,
A ouvir harpas de sonho tocar!
Acordado? 'Inda sonho deleitado,
Vislumbrando um novo acordar!
E surge no céu um novo luar
A brilhar, durante a madrugada.
E o sol continua a sonhar
Com estrelas e a lua amada.
E ouve-se já um galo cantar,
A anunciar o nascer do dia.
A lua adormece a sonhar
E o sol desperta com alegria!
E desperta alegria em mim,
Por ver tanta luz, um céu tão azul!
Já brotaram flores no meu jardim
E andorinhas voltaram do sul!
Modesto
sábado, 8 de fevereiro de 2014
SENHOR DA MISERICÓRDIA
O amor de Deus é árvore com flor,
Sua Lei é o fruto fortificante!
Quem n'Ele confia entoa louvor,
A Misericórdia é confiante!
Do Seu coração brota a bondade.
O seu atributo é Misericórdia,
Fonte do Mistério da Trindade
E o intelecto humano, concórdia!
Misericórdia traz felicidade!
Sois um manancial de boa vontade,
Confio em Vós e no Vosso desígnio!
Sim! Brota da chaga do Teu coração!
Teu amor é minha justificação...
Pelo Baptismo, tornas-me co-divino!
Modesto
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
PURO PERFUME
És a flor do meu jardim.
És o perfume no ar...
Tu és a flor do jasmim,
És a noite de luar!
Tu és a paz do meu mundo
Que não quero afastar,
Nem sequer por um segundo,
Tua ternura no dar!
És a mão que me ampara,
Presença que não demora,
Força que não se compara,
Carinho d' alma que chora!
És um pedaço de mim:
O meu pedaço perfeito,
Aconchego de cetim...
És pérola no meu peito!
És companhia constante:
Sorris e choras comigo!
Não importa a distância...
Serás sempre meu abrigo!
És o perfume da flor
Que paira no meu jardim:
Perfuma-me teu amor,
Despertas amor em mim!
Modesto
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
NOITE QUE NÃO AMANHECE
Enigmático silêncio! Nele existe
Uma luz momentânea que não dorme!
É a noite irreal, cega, disforme...
Que a torna mais amarga e mais triste!
Fantástico silêncio furibundo!
Acende-se aos meus olhos como velas,
Apenas se ilumina p'las estrelas
Ou luz das cidades pálidas do mundo!
Lá fora, vejo negro frio caído
E vento a soprar contra as muralhas
Do Castelo - silêncio envelhecido!
O que se perdeu da noite, 'stá perdido!
Tudo dependurado nas cordoalhas
Que lembra um fantasma adormecido!
Modesto
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
ENCONTRO
Vou falar como o vento fala às folhas,
Com' a brisa ameniza o coração.
Não quero tapar o silêncio com rolhas,
Quero ouvir vozes cantar em união!
Quero dar a paz como boa sensação
No fluir da alma que está bem presente,
Neste encontro, com mágica satisfação...
É como encontro d' amizade atraente!
Talvez cada palavra transcenda encanto.
Talvez os sorrisos nos recordem segredos
Da vida em comum, minúsculo instante...
Recordar a vida vivida e errante,
Ou ouvir os colegas falar dos seus medos...
Sente-se no coração, sorrisos de espanto!
Modesto
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
A NUVEM
Sob um céu azul, aparentando bonança,
Passa a nuvem clara em franjas de onda.
A vaga que dorme no mar e não estronda,
Não traz convulsões, mas uma tormenta mansa.
Bruma, sonho da terra, ergue-se, avança,
Procura, de forma fugaz, e s' esbarronda:
Aqui se rasga, ali cai ou s' arredonda...
Bóia que rebola ao vento e balança.
Sonhos, bruma secreta, anseios e dores,
Sobem-me da alma livres, espaço fora,
Na lenta indecisão de frescos amores...
Queria eu pairar na luz por um momento,
Ser nuvem que arrasta teu olhar... Embora
Pudesse haver grande desmoronamento!
Modesto
domingo, 2 de fevereiro de 2014
A MISERICÓRDIA DO MEU SENHOR
Vagueia minha vida numa barca,
Entre as sombras e escuridão!
Não vejo, na terra, uma marca
Que me guie nesta imensidão!
A menor luta faz-me definhar,
Caindo meu barco no turbilhão!
Se Deus, por mim, não 'stiver a velar,
Cada instante, é ocasião!
Entre 'strondo da onda ululante,
Navego tranquilo porque confio!
E olho, humilde, pró mais distante,
Porque, com Jesus, meu barco guio!
À minha volta, há do mar pavor,
Mas na minh' alma, há serenidade!
Pois, Convosco, não pereço, Senhor,
Tenho 'sp'rança na Vossa caridade!
Ao meu redor, perigos em voragem,
Mas não temo: o céu 'stá estrelado!
Navego alegre e com coragem,
Depois do coração purificado!
Levo a vida com serenidade,
Tudo por uma única razão:
Meu testemunho é de humildade,
Sois o meu Deus, o meu Guardião!
Modesto
sábado, 1 de fevereiro de 2014
DIA FRIO E CHUVOSO
Chuva fina a enlodar a terra,
Lembra cortina húmida de seda!
Por de trás das nuvens, o sol encerra,
O mundo é cinza! Chuva em queda!
Frio! Convida: Casacos de lã!
El' obriga-me a agasalhar.
Deixo meus planos para amanhã,
Porque estará melhor - Se calhar?!
O tempo passa e a chuva cai,
Água na terra que se embriaga...
Eu balbucio poemas d' amor!
A chuva cai enquant' o tempo vai
E vem também o vento que estraga
A vida fria e a minha dor...
Modesto
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HORA DAS TRINDADES
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