sábado, 28 de janeiro de 2012

DESCER RIO ABAIXO


















Eu tinha um sonho, um pensamento manso:
Descer o rio, apreciar os outeiros...
E que o rio se convertess'em remanso
Para poder parar à sombra dos salgueiros.

E prá minh'alma dizia: Vou... vou e me canso
A remar nas correntes, escolhos saltar...
Fui... Passei a tormenta! Preciso de descanso,
Gozar a beleza e, em voz baixa, cantar.

Era a minha ilusão, mas era serena:
Curava meus males, m'alegrava a pena,
Com o reflexo e a sombra do lugar.

E a minh'alma me dizia: Vê, escuta, sonda:
Há lírios na margem, estrelas... A onda?!...
Alguém vem ao teu encontro pra te amar!

Modesto

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