REENCETAR A VIDA


















Quase no fim da vida ou dela a meio,
Que me fosse permitido reencetá-la!
Percorrer novamente toda a escala
Daqueles mil dias do meu passado cheio...

Recuperar da flor o viço e a gala
Dos dias em que se deixava tud' a meio!
Voltar ao rio, à fonte donde se veio,
Subir a montanha alta ou escalá-la!

Buscar, como a ave, o antigo ninho,
Tornar-se criança, idades descuidadas...
A doce infância do primeiro lar!

Absorver o cheiro das urzes do caminho,
Mesmo tendo aflições, mágoas passadas...
Quem é que não desejava reencetar?

Modesto

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