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terça-feira, 29 de maio de 2012

POETA SOLITÁRIO
















Solidão?... O poeta não está só:
Tem nas palavras uma companhia,
Vai combinando notas: sol, mi, dó
No papel- piano da poesia!

Escreve, lê e vai rectificando,
Centrado no seu verso preferido...
E assim o seu tempo vai passando
Com rimas que ao poema dê sentido.

Está de sonhos bem acompanhado,
Que lhe rodam na cabeça em valsa.
Sua caneta segue o bailado
E sai um poema sem nota falsa.

Mas... Quantas vezes, no seu desespero,
Faz poemas com palavras cruéis:
Quer fazer versos com tanto esmero
Que acabam no cesto dos papéis!

Na poesia, solidão não há!
O poeta tem perto companhia:
Musa inspiradora que lhe dá
As rimas da dor com a alegria.

Modesto

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