segunda-feira, 14 de maio de 2012

INDIFERENÇA























Deixaste na sombra a minha presença,
Quando escrevia versos dolorosos!
Meus olhos viram tua indiferença...
Minh'alma colhia cardos espinhosos.

Enchi-me de melancolia, sofri...
E vivi, por alguns dias, sofocado!
Rasguei meus versos e livros qu'escrevi
E, em tristeza, passei um mau bocado!

Foi-se um pouco de mim e não m'agrada.
Solitário, remouo a consciência...
Da tua indiferença, não sei nada!

E, com dores sobrevivo... Mas lamento
O teu alheamento, tua ausência...
Fiquei no abismo do esquecimento!

Modesto

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