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quinta-feira, 19 de abril de 2012

O PÃO NOSSO DE CADA DIA


















Faz o possível, mas há sempre o caos!
E... são os dias dum homem valoroso
Que emergindo das brumas ou dos vaus,
Sonha, inventa... mas sempr'anda nervoso!

Enriquec'o esforço, mas mais se desgasta!
Entre o azar e a desordem indomável,
A sua melhor invenção é nefasta,
Porque aparece um outro mais hábil!

Entretanto, s'a realidade for boa
E o conceito de perspectiva sã,
Se consegue apanhar uma maré boa,
Vê o seu triunfo, logo de manhã!

Mesmo assim não deixa de ser abjecto
Não ver que seu trabalho produziu algo...
Torna público seu queixume completo
E chega o fim do mês, sem estar salvo!

Uma fonte incessante d'energia
Fundamenta seu esforço cada hora!...
Magro é este seu pão de cada dia...
É lei humana! Mas... seu coração chora!

Modesto

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