sexta-feira, 21 de novembro de 2014

PRIMEIRO NEVÃO

























O sol morno sobe entre os outeiros,
A tarde fria, com céu toldado e escuro,
O vento agita os ramos altaneiros
Que se debruçam sobre o velhinho muro.

Nesta hora crepuscular com nevoeiros,
Irradiam aromas que, em vão, procuro.
Amarelou-se o verde dos canteiros,
O perfume do jardim é mais leve e puro.

Por cima dos outeiros, agora sombrios,
Desc' o luar de Novembro qu' envolv' a terra,
Que se branqueia com floquinhos fugidios.

E a nuvem, além, o branco véu descerra,
Como que a cingir em longos arrepios
O flancos virginais da alt' e linda serra.

Modesto

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