VELANDO O MENINO


















Sou peregrino do caminho santo,
Tenho na alma lâmpada de cego,
As invisíveis amplidões de pranto
Que iluminam negro sobre negro.

Eis o Amor no berço sacrossanto!
Eu, feliz, nas Tuas mãos me entrego.
Vou compondo as dobras do Teu manto,
És o Filho leal a Quem não nego.

Ao poeta, a Natureza fala,
Enquanto estremece ao escutá-la,
Transfigurado de emoção, sorrindo...

Sorrindo aos céus que se vão desvelando
A mundos que se vão multiplicando,
A portas d' ouro que se vão abrindo!

Modesto

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