terça-feira, 19 de janeiro de 2016

ÁRVORES VAZIAS

















Estou no meu jardim com olhar profundo,
Observo as árvores nuas, vazias.
Sei que é um período infecundo...
Elas sofrem com frio em agonias.

Árvores estéreis, mansas e sombrias,
Seguem a estação do tempo. Circundo,
Pressinto-lhes dolorosas utopias
De que falam os filósofos do mundo.

Eu sei que seus destinos estão vizinhos,
Breve têm frutos, abrigam os ninhos,
Dão sombra aos viajantes que as olhem...

Depois, vencida toda esta fadiga,
Vem o nascer dos passarinhos qu' abriga
E a alegria dos homens recolhem.

Modesto


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