segunda-feira, 25 de março de 2013

DA MONTANHA ATÉ AO RIO






















No sopé das colinas espero a tarde chegar.
Mergulho na saudade do amor que faz viver,
Um amor qu'em grandeza é maior que o mar,
Amor que parece dor e o corpo faz arder.

Queria ter asas para as colinas sobrevoar
E em cada uma pousar e na neblina te ver,
Teu vulto 'scondido qu'à distância parece brilhar,
Faz de ti mais bela, se ainda o possas ser.

No espelho das águas do rio reflectida,
A imagem da montanha paralisa, silencia!..
E no silêncio faço-te uma poesia.

Soa um grito de tristeza na hora da partida!
Atrás da montanha aparece a lua cheia,
Teu vulto espelhado no rio faz de ti uma sereia!

Modesto

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