quarta-feira, 4 de maio de 2016
NO MEU QUINTAL
Não gosto de caminhar pelas ruas,
Pois não vejo flores que lacrimejam,
Só flores despetaladas e nuas,
Longe daqueles sonhos que desejam.
Minhas mãos tiram ervas espinhentas,
Abrolhos donde vem o meu sustento.
Quintal árido, não me apascentas,
Inútil prosseguir... Porém, eu tento.
Eu hoje consegui fazer a lavra,
Mesmo com falsa luz que a tez grava,
Custando tatuados pesadelos.
De tanto pedregulho recolhido,
As farpas invadem meu sentido,
Com suores caindo sem desvelos.
Modesto
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
ORAÇÃO DO FIM DO DIA
Ajoelhado, meu Deus, com as mãos erguidas, Olhos fixos na Cruz, imploro a Tua graça... Esconde-me, Jesus, da treva que esvoaça Na Natureza, ...
-
Esse Corpo, Senhor, nu, inerte mas com Norte Que 'inda transpira o perfume do unguento... Esse Rosto sereno e macilento Como um lírio de...
-
Quando cheio de gosto e alegria, Este campo avisto florescente, Então vem-me uma lágrima ardente Com mais ânsia, mais dor, mais aginia. Aqu...
-
Vai, peregrino do caminho santo, Faz da tua alma lâmpada de cego, Iluminando fundo sobre pego, As invisíveis emoções do pranto. Ei-lo, do Am...

Sem comentários:
Enviar um comentário