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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

VIVA O AZUL



















Uso a palavra azul como quem ousa
Pintar um retângulo que reduzo
Ao símbolo da cor que nele pousa,
Tornado conivente pelo uso.

Azul é o pássaro que se pousa.
À águia que voa, me recuso
A escrever a palavra na lousa...
Ou enterro-a como parafuso?

Pois o azul incide nos meus actos,
O vôo da águia me oprime,
Até me arrefecem os sapatos!

Torno azuis as flores do meu horto.
Pôr-lh' outras cores acharia crime...
Falar em azul, é falar do Porto!

Modesto

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