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sexta-feira, 26 de julho de 2013

RECORDAÇÕES DE UM LUGAR

















Terra minha, vê o pranto qu'extravasa 
Do coração quand'a lembrança aflora...
O meu jardim, meu cantinho... com' atrasa
O tempo entre o crepúsculo e a aurora!

Há sonhos que 'inda vagam pela casa,
O meu rústico albergue da memória...
Há 'inda lágrima que minh'alma vaza
Com saudades do amor que meu ser chora!

Nos beirais do lavrador, as andorinhas
Bailam, parecem as ninfas seminuas...
É como nos ribeiros: Bailam sozinhas!

Pensando a vida nos cantos das ruas,
Terra, vives a sentir saudades minhas
E eu morro a sentir saudades ruas!

Modesto

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