NO ALTO DA SERRA













Meus olhos no alto dependurados,
Pergunto ao mar, ondas e penedos
Como, quando, por quem foram criados?
Respondem em segredo: mil segredos.

Então, vou primeiro, ramos cortando
Nos pés d' outros mais verdes arvoredos.
Assim, com coisas mudas conversando,
Na minha quietude, movo dedos.

Se pelejo, se grito, me estendo...
Tudo isto calado, vou vencendo:
Uso a razão como argumentos.

Fico fora de mim e sou corrido
E nos meus sentimentos sou ferido,
Ao ver o que foram meus fundamentos.

Modesto















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