terça-feira, 23 de agosto de 2016

NOITE REPOUSADA























Eu tenho que fazer como bem faz a noite:
No teu jardim florido, repousar em mim.
Os ventos passarão pela relva afoite,
A noite transformada em relva de jardim.

A tua voz será doce e não de açoite
Pois velarei teu sono como querubim.
Então chamarás por mim com voz afoite
E pensando no amor que está em mim.

Nós dois vamos passar a noite romançosa
Passando pela recordação vagarosa
Que repousa no silêncio duma canção.

Eu farei tudo o que acontece na flor
Renascida das cinzas da canção d' amor,
Guarda no âmago do meu coração.

Modesto

Sem comentários:

Enviar um comentário

SAUDADES, MÃE !

Vejo-te num anónimo jazigo Humilde, ond' a paz se nos revela. Erguida, junto dum ciprest' antigo, Contemp...