NO JARDIM AO ENTARDECER



















Na penumbra, jaz o jardim silencioso,
A tarde triste vai morrendo, desfalece.
Na pedra dum banco, um vulto doloroso,
Vem sentar-se isolado e se esquece.

Deve ser segredo, num delicado gozo
Permanecer assim, quando a noite desce,
Sozinho, na paz do jardim silencioso,
Num' imobilidade estática de prece.

Num lugar propício à doçura d' almas,
Ele vem meditar muitas vezes sozinho,
No mesmo banco de carícias e palmas.

Só uma vez o vi chorar num choro brando.
Ouvi, já caía a noite de mansinho...
Voz de menina, ao longe ia cantando!  

Modesto                                        

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