segunda-feira, 28 de setembro de 2015

O DOURO COM SAUDADE















És como eu, ao crepúsculo dormente,
Corres em impulsos galopantes, ora
Em desmaios de pena e demora...
Ó Douro, choras amarguradamente!

Querias regressar! Mas, leito fora,
Corres e misturas à tua corrente
Esse desejo de voltar à nascente
E vais com medo, pois a foz te devora.

Sofres devagar, agora... Vem-t' à lembrança
Represas, quietude que te invade,
Fazem o teu pranto que no mar te lança.

Douro triste, agita-t' a ansiedade
de ver os barcos que trarão esperança?
Mas dos rabelos antigos tens saudade!

Modesto

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