quarta-feira, 2 de setembro de 2015

ECOS D'OUTRORA
















Ó madrugada d' ilusões, escuríssima,
Sombra perdida lá no meu passado,
Quando a coruja canta sonoríssima,
Afugent' a luz do ideal sonhado!

Fugiram as belas noites de luares,
Por entre o resplendor das primaveras!
Ó madrugada azul dos meus sonhares,
Quem me dera reviver essas quimeras!

Quando vibra a primeira badalada
Do sino que acorda a passarada,
Uma bruma espessa o céu embaça!

Vem filtrar a nebulosa do meu sonho...
Oh! Quem me dera viver assim risonho
Como o brilho da estrela que passa!

Modesto



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