13_01

AMO A VIDA

















Amo a vida e me apego a ela,
Como se apegam ao firmamento
Os seus mistérios com a mais bela estrela
E o soprar enérgico do vento.

A grande energia que flui no meu espírito,
O sangue que corre nas minhas veias
Nutrem a minha alma ... (como é bonito!)
Filtrando amores e suas teias.

Um Ente existente
Sacia as fibras dos meus sentidos.
Por isso, Amo a Vida, sempre latente,
Bela, efervescente
Que acolhe os meus gemidos!

Modesto



ODE DA ALEGRIA






















Sim. O meu Deus é eterno.
É a plenitude dos mundos e é Seu Pai.
Ele manifestou-Se aos Seus de modo terno,
Para que reconhecessem Quem os criou
E não julgassem que a sua origem era sua,
Mas que tinham um Pai!
Deus abriu caminho ao conhecimento,
Promulgou-o,
Ampliou-o
E conduziu-o à perfeição.
Pôs nele a marca da Sua Luz,
E os Seus vestígios, para que tivéssemos rectidão,
Desde o início até final.
Esse conhecimento é obra Sua no Natal:
Deu tudo a Seu Filho para nossa salvação.
Ele exercerá o Seu Poder.
O Altíssimo será conhecido pelos Seus Santos,
A partir da Anunciação,
Pelo Seu Nascimento, aos que cantam
E vão ao Seu encontro (parece magia)
E Lhe cantam com alegria.

Modesto




ODE DA TRANQUILIDADE

















A minha alegria está no Senhor
E o meu impulso  é para o Seu amor.
Belo é o meu caminho,
Porque me apoio no meu Senhor
E Ele me ama com carinho.
Ele deu-se-me a conhecer
Na Sua simplicidade.
E, na Sua generosidade,
Despiu-se da Sua grandeza,
Para que eu conhecesse a Sua pureza.
Fez-se semelhante a mim,
Para eu O poder receber.
Fez-se semelhante a mim,
Para que d'Ele me revestisse
E não tivesse medo quando o visse.
Ele é a minha misericórdia!
Tomou a minha natureza,
Para que eu O possa compreender
E a minha aparência
Para que pra Ele possa correr.
Ele criou o conhecimento,
Ele é o Verbo, Palavra de conhecimento.
Ele criou a Sabedoria
E é mais sábio do que tudo o que criou!
Foi Ele que me criou
E sabia, antes  que eu fosse,
O que faria quando existisse,
Teve compaixão, na Sua misericórdia
E concedeu-me que rezasse
E que do Seu Sacrifício beneficiasse!
A minha alegria está no Senhor
E todos os meus impulsos vão pró Seu amor.

Modesto


ALMA QUE BUSCA


















Alma faminta, encantada,
Grande vontade de viver...
É linda e apaixonada
Dentro do seu próprio ser.
Sua natureza é buscar
As mais lindas formas de amar!

Rema sempre a favor do vento,
Serena, muito consciente,
Que procurar o alimento,
É atitude inteligente.

E ao ver o fruto maduro,
Prontinho pra ser degustado,
Perfumado e sem ser duro,
Objectivo: o ser apanhado...
Na natureza a procurar
As mais lindas formas de amar!

Modesto

NA TUA AUSÊNCIA
















Faço um poema de amor na tua ausência,
Incapaz de sentir-te pertinho de mim,
Pra te mostrar a minha dor... Pura inocência,
Recordar outros tempos sem viver assim!

Inauguro palavras prá minha tristeza,
Mas só sai monólogo daquilo que sou.
O que sinto, escrevo, é da Natureza.
Não foi a vontade qu'a isto me levou!

Será esta dor incapaz de ser sentida?
Mas... A Mulher qu'eu amo nunca foi fingida...
É um poema sem amor, a tua ausência!

Vou por aí... e faço uma tentativa
De te ver mudada... Mas, oh!...tudo sem vida!...
Resta-me aguentar a dor com paciência.

Modesto

12_12

ANO NOVO


O coração é um sino
A badalar no meu peito,
Cada batida é destino
Que parece ser perfeito.

O tempo qu'é tod'o tempo
Dura pouco, cada dia
E leva o sentimento
Prá avidez da poesia.

O tempo que não havia
É tempo que nunca houve,
Mas é tempo, todavia...
Foi o tempo que nos coube.

E... que venha o "réveillon"!
O tempo já o anuncia...
Dessa noite d'ilusão,
Vai nascer um outro dia...

E... já chora tod'a gente!
Tud'é mais caro, ó povo!
Andamos pra trás, prá frente...
São presentes d'Ano Novo!

Os Impostos, boa gente,
Fazem bradar todo o povo.
Há quem ria de contente
Dos presentes d'Ano Novo...

O Governo, meus amigos,
Não tem outra solução. (?)
Vamos procurar abrigos,
Pedir a quem nos dê pão!

Modesto

NÓS DOIS E O AMOR
















Que a lágrima seja a coisa mais rara,
Que ao meu lado nada te cause o pranto,
Que a felicidade - miragem tão cara !
Cubra de amor o nosso qu'rido recanto

Que nas tuas mãos suaves eu encontre apoio
E nos teus olhos verdes veja confiança.
Que eu seja sempre o trigo e nunca o joio,
Tanto nos dias tristes, como na bonança.

Nos traços tristes, circunspectos, do meu rosto,
Nunca vejas indiferença nem desgosto,
Mas sim um oásis que inspira ternura.

Dar alegria sempre à mulher amada,
Mulher adorada e sempre desejada
É meu atractivo, Esposa sempre pura!

Modesto

POEMA MODERNO, SAUDADE

Que saudade do menino que eu era... Ouvia o riso das flores,  Das borboletas no jardim! Até o orvalho tinha cor, O céu sorria de amor! Caía ...