quarta-feira, 11 de outubro de 2017

COM BRILHO E COM ALMA



















Um soneto nunca sai de afogadilho
Da mente 'sperta ou do bico da caneta,
Quer o inspire o terno olhar dum filho             
Quer o agitar d´asas duma borboleta.

Um soneto perfeito, com alma e com brilho,
Como a luz qu' o sol reflecte num planeta,
É com' uma imposição. com um rastilho
Qu' incendeia, queim' o coração do poeta.

Arrumar em 'spaço exíguo, diminuto,
Um punhado de conceitos e emoções...
É poema dif'rente, nunca feit' ao calha!

Contra muros esquinados dum reduto,
É, por vezes, como andar aos tropeções...
E, no fim, ser o vencedor duma batalha!

Modesto

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