sexta-feira, 23 de novembro de 2012

ALMA DESNUDADA





















Sou uma alma desnudada nestes versos,
Alma fria, angustiada e só,
Que vai deixando seus poemas dispersos...
Alma, qu'ao que parece, ninguém tem dó.

Ainda sou um lírio ou violeta,
Num penhasco, numa selva, numa onda...
Alma que como o vento se inquieta
E levanta voo como uma pomba...

Alma que ainda está na Primavera!
E, no Outono, cultiva suas rosas...
Vive em campo aberto e, por vezes, dança.

Se vêm as tristezas, chama a criança qu'era.
Vai para o jardim ver as mariposas
E, no seu jardim, retoma a esperança.

Modesto

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