domingo, 28 de dezembro de 2025

CANÇÃO DE NATAL

Seja cantada nos quatro cantos
No Natal, uma melodia de amor.
Cantem-se boas notas de louvor, 
Entoadas com ternuras e encantos.

Que o eco desta sublime canção
Fique no ar à Luz de Jesus Menino,
Irradiada do seu berço Divino,
Trazendo momentos de reflexão.

Reflexão de um acontecimento
Angelical que marcou com magia
A chegada do Seu nascimento.

E leve a humanidade a acreditar
No amor, na paz, esperança e alegria,
Contagiando-nos com o acto de amar.

Modesto

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

O SER INTERIOR

No ser interior, a face se revela,
Mas o que me diz o íntimo Ser, quem diz?
Um turbilhão de anseios, que congela
A alma em busca de um sonhado matiz.

Olhar para dentro, viagem sem igual,
Onde o silêncio fala e a dor ensina,
Descobrir a força, o bem e o mal,
Que na essência da vida se combina.

É no abismo do Eu que a luz persiste,
Um farol a guiar na imensidão
E aceitar toda o sombra que existe,

Pois só assim se alcança a Redenção.
Então a alma, que em paz já consiste,
Completa o ciclo da sua salvação.

Modesto

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

ARREPENDIMENTO E PERDÃO

Pedro traiu a fé a Cristo dado.
Madalena chorou de arrependida;
E nessa mágoa triste e indefinida
Havia ainda uns laivos de pecado.

Tudo o que a Bíblia tinha decretado,
Tudo o que a cena humilde e dolorida
Jesus Cristo apregoou na vida,
Cumpriu-se à risca, foi executado.

O Filho-Deus da Cândida Maria,
Da flor de Jericó, na Cruz sombria
Os Seus dias amáveis terminou.

Pedro traiu a fé dos companheiros.
Madalena chorou sob os olmeiros,
Jesus Cristo sofreu e.. perdoou!

Modesto

terça-feira, 25 de novembro de 2025

SONETO NOSTÁLGICO, DOCE E MELANCÓLICO

No silêncio doce da lembrança,
Ecoa um tempo que não volta mais,
Sussurros suaves, pura esperança,
Em versos tristes, sonhos tão banais.

Põe-se o sol em tons de melancolia,
No peito arde a chama do passado,
Um doce pranto, doce agonia,
No coração, um amor guardado.

As horas passam, lentas, sem perdão,
Na alma vive a sombra do que foi, 
Um doce adeus, uma canção.

E assim se vai a dor da nostalgia,
Entre suspiros, a alma se desfaz,
No doce pranto de melancolia.

Modesto

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

EMBALA-ME NO TEU REGAÇO, MÃE

Lembra alvuras de cisne sobre um lago
A minha vida imaculada e honesta...
Ouço bater meu coração em festa,
Pela bondade e amor que nele trago!

Do meu orgulho olímpico de mago
Só o desdém aos inimigos resta,
Maior que às folhas mortas da floresta,
Que nos meus dedos pálidos esmago.

Mas a piedade enche o meu peito e vem,
Em vez de tão humano e vil desdém,
Ungir meus lábios de um perdão divino...

Julguei ser deus! E choro de cansaço...
Oh, Mãe Piedosa, embala no regaço
Meu coração exausto de menino!...

Modesto

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

HORAS SOMBRIAS

Horas de sombra, de silêncio amigo
Quando há o encanto da humildade
E que o Anjo branco e belo da saudade
Roga por mim no seu perfil antigo.

Horas em qu´o coração não vê perigo
De gozar, de sentir com liberdade...
Horas da asa imortal da Eternidade
Aberta sobre o tumular jazido.

Horas da compaixão e da clemência,
Dos segredos sagrados da existência,
De sombras de perdão sempre benditas.

Horas fecundas de mistério casto,
Quando do céu desce, profundo e vasto,
O repouso das almas redimidas.

Modesto

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Ó ALMAS INDECISAS!

Almas ansiosas, trémulas, inquietas,
Fugitivas abelhas delicadas
Das colmeias de luz das alvoradas,
Almas de melancólicos poetas.

Que dor fatal e que emoções secretas
Vos tornam sempre assim desconsoladas,
Na pungência de todas as espadas,
Na dolência de todos os ascetas?!

Nesta esfera em que andais, sempre indecisa,
Que tormento cruel vos nirvaniza,
Que agonias titânicas são estas?!

Porque não vindes, almas imprevistas,
Para a Missão das Límpidas Conquistas
E das Augustas, Imortais Promessas?!

Modesto

CANÇÃO DE NATAL

Seja cantada nos quatro cantos No Natal, uma melodia de amor. Cantem-se boas notas de louvor,  Entoadas com ternuras e encantos. Que o eco d...