sábado, 5 de junho de 2021

POESIA SEMPRE NOVA







Esta poesia nova tão cansada...
Que te disse a deusa na agonia?!
Sulca-te o rosto densa nostalgia:
Suspiras pelos risos da alvorada?

Já foste uma moçoila nacarada,
Leda e canora como a cotovia.
Agora, és lambisgoia retardia,
Refluxo de megera encarquilhada.

Despiram-te no teu véu da mini-saia,
Deram-t' um corpo oblongo de Himalaia,
Por alma apenas te deixaram sexo.

Minha velha poesia sem corcova,
Sorri de novo à gente! Manda a nova
Cobrir-se ao menos dum verniz de nexo...

Modesto


 

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