Ajoelhado, meu Deus, com as mãos erguidas,
Olhos fixos na Cruz, imploro a Tua graça...
Esconde-me, Jesus, da treva que esvoaça
Na Natureza, no horror das noites mal dormidas.
Maria! Virgem Mãe, das almas compungidas,
Sorriso no prazer, conforto na desgraça...
Recolhe esta oração que nos meus lábios passa
Com palavras de fé, no Teu Amor ungidas.
Meus Anjo da Guarda, ó doce companheiro!
Levas-me desde o berço ao porto derradeiro
Do meu pálido batel de meu sonhar sem fim,
Dá-me o sono que traz o bálsamo ao tormento,,
Afoga o coração no mar do esquecimento...
Abre as asas, meu Anjo, estende-as sobre mim.
Modesto