Nas minhas horas paradas,
Faço sempre um atalho,
Por heras entrelaçadas,
Com esplêndido orvalho.
Volto ao tempo infantil
Que com a flauta ensaiava
Uma réplica subtil
Do pássaro que cantava.
Desse tempo tenho pena,
Tenho um sonho na mente:
Afagar uma açucena
Que perfuma docemente.
Quando venho da novena
A beleza se insurge,
Com um raio me acena
O nascer do sol que surge.
É a luz que irradia
P'la terra e a colora...
Desperta com alegria
A cotovia n'aurora.
Modesto
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
SUPREMO ANSEIO
Esta profunda e intérmina esperança Na qual eu tenho o espírito seguro, A tão profunda imensidade avança Como é profunda a ideia do futuro. ...
-
Vai, peregrino do caminho santo, Faz da tua alma lâmpada de cego, Iluminando fundo sobre pego, As invisíveis emoções do pranto. Ei-lo, do Am...
-
Esse Corpo, Senhor, nu, inerte mas com Norte Que 'inda transpira o perfume do unguento... Esse Rosto sereno e macilento Como um lírio de...
-
Nada há que me domine e que me vença Quando minh'alma mudamente acorda... Ela rebenta em flor, ela transborda Nos alvoroços da emoção im...
Sem comentários:
Enviar um comentário