Desço, por entre flores, a colina
Verde-azulada e com tons garridos:
A minha chama de furor declina,
Ao deixar os meus espaços queridos.
Revejo, uma vez mais, a paisagem,
Os cedros verdes, carvalhos frondosos:
Enlevado na serena imagem,
Observo horizontes majestosos.
Mas uma silva de haste esquiva,
Sem qualquer pejo, osculou meu dedo,
Com o furor de uma rosa viva,
Saída do meio do arvoredo.
Vem uma doce brisa e impéle-a
Para lá do meio do meu caminho.
Logo aparece uma camélia
Que ao meu dedo vem fazer carinho.
E é assim a bela Natureza
Que para tudo arranja remédio:
Além de nos mostrar sua beleza,
Nunca nos deixa a viver com tédio.
Modesto
sábado, 15 de outubro de 2011
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
AQUELA FONTE
A fonte é um cometa prateado, Uma flauta suave e cristalina, Enche o monte de música divina Dá um tapete verde a todo o prado. Até a ave rús...
-
Horas de sombra, de silêncio amigo Quando há o encanto da humildade E que o Anjo branco e belo da saudade Roga por mim no seu perfil antigo....
-
Devagar que 'inda agora era Setembro De areias tocadas de sol e vento!... Desse odor a mar, ainda me lembro, Vem Outubro tão calmo e ter...
-
Ó tu do grande amor fiel traslado Mariposa, entre as chamas consumida, Pois se à força do ardor perdes a vida, A violência do fogo me há pro...
Sem comentários:
Enviar um comentário