Desço, por entre flores, a colina
Verde-azulada e com tons garridos:
A minha chama de furor declina,
Ao deixar os meus espaços queridos.
Revejo, uma vez mais, a paisagem,
Os cedros verdes, carvalhos frondosos:
Enlevado na serena imagem,
Observo horizontes majestosos.
Mas uma silva de haste esquiva,
Sem qualquer pejo, osculou meu dedo,
Com o furor de uma rosa viva,
Saída do meio do arvoredo.
Vem uma doce brisa e impéle-a
Para lá do meio do meu caminho.
Logo aparece uma camélia
Que ao meu dedo vem fazer carinho.
E é assim a bela Natureza
Que para tudo arranja remédio:
Além de nos mostrar sua beleza,
Nunca nos deixa a viver com tédio.
Modesto
sábado, 15 de outubro de 2011
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