Nas formas voluptuosas, o soneto
Tem fascinante, cálida fragância
E as leves, langue curvas de elegância
De extravagante e mórbido esqueleto.
A graça nobre e grave do quarteto
Recebe a original intolerância,
Toda a subtil, secreta extravagância,
Que transporta terceto por terceto.
Que transporta terceto por terceto.
E, como singular polichinelo,
Ondula, ondeia, curioso e belo,
O soneto, nas formas caprichosas;
As rimas dão-lhe a púrpura vestuta
E, na mais rara procissão augusta,
Surge o sonho das almas dolorosas...
Modesto