Põe a tua alma francamente aberta
Ao sol que pela campina faísca,
Que o sol para a tua alma velha e prisca
Deve ser como um clarim de alerta.
Desperta, pois, por entre o sol, desperta
Como de um ninho a pomba quente e arisca
À luz da aurora que dos altos risca
De listrões de ouro a vastidão deserta.
Vai por Maio em flores gorgolejando
Como pássaro azul com canção leve
Que os ventos vão nas árvores deixando.
E tira da tua alma doce e amiga,
Almas serenas, puras como a neve,
Almas mais novas do que a aurora antiga!
Modesto