É o sopro inicial, Verbo primeiro
Que do nada faz corpo e consciência,
É fonte intemporal, fogo inteiro,
Onde o tempo se apaga na existência.
Sem amor, o real desfaze-se em véu,
A alma tem vagas frias e dormentes.
É sol e sombra e o olhar perde o céu,
Nas formas vãs das coisas e das gentes.
Mas, quando o amor, em nós, se faz essência,
O Ser dissolve o peso e a fronteira;
O humano ascende à pura transcendência
E o Eterno habita a carne passageira.
(AC)
Modesto