Cigarras cantavam para mim. Ouvi-las,
Purifiquei meu sonho adolescente,
Quando a vida corria doidamente
Como um regato de águas intranquilas.
Tendo a Primavera à minha frente,
Abri bem os braços e as pupilas.
Cigarras que eu amei! Para possui-las,
Sofri na minha vida como pouca gente.
E veio o Outono... Por que veio o Outono?
Vi meus cabelos brancos... Abandono,,,
Estrada deserta,,, Vi muita folha morta!
Mas, no esplendor do último poente,
Uma nova cigarra, diferente,
Uma nova cigarra, diferente,
Como um raio de Luz, bateu-me à porta.
Modesto