A fonte é um cometa prateado,
Uma flauta suave e cristalina,
Enche o monte de música divina
Dá um tapete verde a todo o prado.
Até a ave rústica do monte
Poisa nela, trazendo a sua avena,
Bebe a água cantante dessa fonte,
Para da fonte ouvir a cantinela.
Oh! se eu fosse uma fonte na quebrada
Dando alegria a quem por ela passa,
Às vezes triste, às vezes fatigada,
Dando à gente água pura, mas de graça!
A fonte humana, a fonte da amizade,
Nunca jamais de via ser secada,
E muito menos ter água inquinada,
Matando, assim, o amor da humanidade.
Bom seria que houvesse em toda aparte
Água pura de uma fonte amiga,
Que fosse para todos baluarte
Na viagem, na sede e na fadiga.
Modesto