sábado, 25 de abril de 2026

PECADITO

Tinha uma fisga brutal,
Feita com muita arrogância, 
De matar todo o pardal
E ganhar muita importância.

Atirei ao passarito,
Acertei-lhe na pernita...
Dei o dito por não dito:
Mas que pontaria a minha!

Ferido, a mal voar,
Zombou ele docemente:
O próximo vais falhar,
Ficarei muito contente.

Aos céus bradei, pois então,
E fiquei a reclamar,
Exigindo protecção
E da afronta me vingar.

Mas a voz do passarito
Era a voz da consciência.
Entendi o pecadito
E ganhei em sapiência.

Modesto

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