Tinha uma fisga brutal,
Feita com muita arrogância,
De matar todo o pardal
E ganhar muita importância.
Atirei ao passarito,
Acertei-lhe na pernita...
Dei o dito por não dito:
Mas que pontaria a minha!
Ferido, a mal voar,
Zombou ele docemente:
O próximo vais falhar,
Ficarei muito contente.
Aos céus bradei, pois então,
E fiquei a reclamar,
Exigindo protecção
E da afronta me vingar.
Mas a voz do passarito
Era a voz da consciência.
Entendi o pecadito
E ganhei em sapiência.
Modesto
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