quinta-feira, 28 de maio de 2026

ERMIDA

Morava na Capela esbranquiçada,
Com Seu Manto de Luz, a Virgem pura;
Tinha o rosto vestido de alvorada,
Irradiava o Seu olhar, doçura.

Na Sua festa vinham os romeiros
Com cânticos, com flores e orações...
E mostravam nos trajes domingueiros
A alegria e o amor dos corações.

Depois da festa, a Virgem de Luar,
Tinha férias na Sua Capelinha;
E resolveu, então, pra se ocupar,
Voar do Seu altar, como andorinha.

E ia pela aldeia e povoado
Visitar os doentes, os vizinhos...
E levava-lhes o Bálsamo sagrado,
Mudava em rosas, todos os espinhos.

Entrava nos casebres, moradias,
Abençoava velhos e crianças,
Espalhava calor nas noites frias, 
Dava aos desanimados esperanças.

Modesto

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