Morava na Capela esbranquiçada,
Com Seu Manto de Luz, a Virgem pura;
Tinha o rosto vestido de alvorada,
Irradiava o Seu olhar, doçura.
Na Sua festa vinham os romeiros
Com cânticos, com flores e orações...
E mostravam nos trajes domingueiros
A alegria e o amor dos corações.
Depois da festa, a Virgem de Luar,
Tinha férias na Sua Capelinha;
E resolveu, então, pra se ocupar,
Voar do Seu altar, como andorinha.
E ia pela aldeia e povoado
Visitar os doentes, os vizinhos...
E levava-lhes o Bálsamo sagrado,
Mudava em rosas, todos os espinhos.
Entrava nos casebres, moradias,
Abençoava velhos e crianças,
Espalhava calor nas noites frias,
Dava aos desanimados esperanças.
Modesto
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