segunda-feira, 18 de maio de 2026

A LUZ DA AURORA

Põe a tua alma francamente aberta
Ao sol que pela campina faísca,
Que o sol para a tua alma velha e prisca
Deve ser como um clarim de alerta.

Desperta, pois, por entre o sol, desperta
Como de um ninho a pomba quente e arisca
À luz da aurora que dos altos risca
De listrões de ouro a vastidão deserta.

Vai por Maio em flores gorgolejando
Como pássaro azul com canção leve 
Que os ventos vão nas árvores deixando. 

E tira da tua alma doce e amiga,
Almas serenas, puras como a neve, 
Almas mais novas do que a aurora antiga!

Modesto

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A LUZ DA AURORA

Põe a tua alma francamente aberta Ao sol que pela campina faísca, Que o sol para a tua alma velha e prisca Deve ser como um clarim de alerta...