Lesta, desce do alto da montanha
A musa qu'inspira a poesia
E com seus ecos suaves apanha
A brisa! E... cantam em harmonia.
Em tarde amena, vibrações sentidas,
Vai deixar cair belíssimas rosas
E junta perfume das margaridas,
Colorindo as colinas airosas.
O crepúsculo vem, com ar sombrio,
Escondendo o sol, lá no poente.
Mas seus raios ainda têm brio
E há um por-do-sol resplandecente!
Desce a musa de semblante ardente,
Inspirando a bela poesia...
Às voltas, procuro rima candente,
Para um poema com harmonia.
A musa leva-me a uma fonte
De água fresca e cristalina,
Mostra-me as colinas e o monte
E diz qu'aqui há poesia fina!
Tarde amena no monte agreste,
Como noiva fantástica dos ermos,
A ninfa do rio, musa celeste,
Inspira poesia nestes termos!
Abre-me espaços ambiciosos,
À luz da lua, versejo bonito!
Estrelas - candeeiros luminosos
Transportam-me até ao infinito!
Doce musa do alto da montanha,
Eu canto a glória da Natureza!
Vem, toma meus versos e amanha
Cada poema: Que sejam Beleza!
Modesto
COMENTÁRIO:
Muito interessante esta sua relação com a musa, que, a maior parte das vezes, existe dentro de si, numa simbiose unificadora e é um vislumbre precipitante que dá o mote aos poemas que escreve e nos enfeitiçam pela sua harmonia e beleza!!! Aqui, ela está no monte... e escuta o apelo do poeta que quer inspiração e «amanho» para os seus versos. Nada faltou a este poema: Nem mesmo os ingredientes de excelência do poeta, nem a magia da musa para o tornar sedutor! Gostei!!!
Raiana
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
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