Já não existe silêncio nas ruas,
Onde se expandem as débeis vaidades.
Poucos s'importam e vão pelas cidades,
Pensando no lucro com palavras nuas.
O tempo foge, a vida é urgência...
Fala-se da morte como coisa alada...
Tem-se de tudo... Não se leva nada!
Mas sente-s'o eco de uma ausência!
Há um silêncio qu'arrepia a pele:
Acabar num caixão? É um desatino!
Mas faz-nos pensar e pra lá nos impele!
Quem não acredita, um impulso vence-o,
Vê abrir-se a porta do seu destino:
A do Campo Santo, onde há silêncio!
Modesto
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